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te quiero, Cuba

Semana passada eu fiquei sumida do universo ~das internê~ por um excelente motivo: tirei mini férias para explorar La Habana e aproveitar alguns dias ensolarados em Varadero. Foi um excelente presente de aniversário que eu ganhei, realizando o sonho de conhecer a ilha que guarda tanta história e tem tanto para se descobrir!

hasta siempre, Comandante

É até difícil descrever a experiência que eu tive em Cuba; ao mesmo tempo em que guarda diferenças absurdas de todos os lugares por onde já passei, é incrivelmente familiar. No primeiro dia em Havana, já me sentia muito em casa, como se estivesse andando pelas ruas de Niterói ou do Rio. Sim, é diferente; mas, ao mesmo tempo, é muito igual.

CUC

A primeira dica importante para viajar para Cuba é a seguinte: leve Euros. A vantagem na conversão em relação aos dólares é absurda. Na nossa conversão, 1 Euro comprava 1,31 CUC (1 CUC +- R$2,33, parecido com o dólar), ao passo que 1 dólar comprava 0,60 CUC.

Quando chegamos ao Hotel Habana Libre, onde ficaríamos hospedados, almoçamos em um dos restaurantes de lá mesmo. Acontece que, além de mortos de fome, o quarto ainda não estava liberado quando chegamos, então a solução foi esperar o check in comendo. O restaurante escolhido foi o El Bodegón, que tem um menu executivo (uma entrada, um prato principal, a sobremesa, e uma bebida) por 15 pesos. Comida gostosa e atendimento cordial.

casa del habano

Saímos para explorar Havana e a primeira parada foi La Casa del Habano – porque, né, charutos. Eles tem uma seleção excelente de todas as melhores marcas de charutos, e ainda contam com alguns funcionários que ~enrolam~ na hora. Esses eram os melhores, porque atendiam precisamente ao que o cliente queria.

habano

Aliás, sobre charutos: fomos abordados diversas vezes nos mais diversos lugares para comprarmos “charutos mais baratos” do que os vendidos nas fábricas. Cuidado com isso! Esses charutos são todos ~falsificados~. É preferível comprar um artesanal em uma casa de charutos do que um Cohiba ou um Romeo y Julieta falsificado.

camarada Hemingway

Depois fomos para o El Floridita, restaurante-bar famoso pelo favoritismo de Ernest Hemingway. Tinha um grupo tocando ao vivo, e tomamos bons drinks cubanos ouvindo bons boleros.

piña colada

sim, nosso pequeno grupinho tinha a ilustre presença de um baby muito fofo, que apareceu sorrateiramente nessa foto da piña colada do Floridita.

O segundo dia em Havana – o primeiro inteiro – começou com um passeio a pé até o Malecón, que é tipo o calçadão de Copacabana deles, só que sem os quiosques, mas com muitos cubanos abordando os turistas, tentando levá-los para “diversões” e tentar, com isso, arrancar alguns trocados de CUC (1 CUC = +- 23 moeda nacional). A gente sente no ar que o fim do regime se aproxima.

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No Malecón, estão erguidos vários monumentos a heróis cubanos: General Máximo Gomes, Antonio Maceo, General Calixto García, e também José Martí. É também por ali que fica o Castillo de la Real Fuerza, o Castillo de San Salvador de la Punta, o Torreón de San Lázaro, e o Hotel Nacional.

o Hotel Nacional, visto do Malecón

Dali, seguimos, ainda a pé, por Vedado até Habana Vieja, onde escolhemos almoçar no Hotel Inglaterra – que fica em frente a uma agradável praça. Durante o almoço, muitos cubanos nos interpelaram pela varanda do restaurante em busca de alguns CUCs. Sim, isso é muito comum lá, e é preciso dizer “não” repetidas vezes para muitas pessoas.

Gabriel, o ilustre baby, se divertindo com o tio Ortega

Logo depois, fomos para a Plaza de la Revolución, um dos principais pontos turísticos de Havana. É lá que ficam os enormes rostos de Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em frente ao Memorial José Martí.

à direita: Memorial José Martí; à esquerda: Che & Camilo

à direita: Memorial José Martí; à esquerda: Che & Camilo

O Memorial José Martí estava fechado, e decidimos voltar no dia seguinte para conhecer por dentro. Mas o dia ainda não havia terminado: ainda fomos até La Bodeguida del Medio, e depois jantamos no La Moneda Cubana, um paladar (nome dado aos restaurantes particulares, geralmente administrados por famílias) localizado no terraço de uma casa em uma pequena rua próxima à Plaza de la Catedral.

La Bodeguita del Medio & Plaza de la Catedral

La Bodeguita del Medio & Plaza de la Catedral

No dia seguinte, começamos o dia no Memorial José Martí, que é um pequeno museu, com uma vista sensacional da Plaza de la Revolución, e também da cidade de Havana.

o que é o que é um pontinho verde no meio das fotos?

o que é o que é um pontinho verde no meio das fotos?

De lá, seguimos para o Museo de la Revolución/Memorial Gramma. E, no trajeto, tivemos a alegria de circular em um autêntico taxi Lada! Uma gloriosa experiência.

quem fico feliz com mísseis? o/

quem fico feliz com mísseis? o/

Nosso almoço nesse dia foi em um mais um paladar, chamado Cabaña. Foi uma das melhores refeições que fizemos, não só porque a comida estava ótima, mas porque o ambiente é bem agradável. É pertinho da Plaza de las Armas, e tem comida boa com preço bem justo. Porque, gente, comida nos restaurantes cubanos é razoavelmente cara!!

E, lá pertinho, fica o Palacio de Artesanias, um lugarzinho recluso muito muito fofo, cheio de lojinhas para comprar camisetas e artesanatos cubanos. Dei muito mole de não ter comprado coisinhas nesse dia, porque depois me faltou oportunidade! kuén (#letíciafail)

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E, como o nosso grupinho era formado por nerds de carteirinha, passamos boa parte da tarde em uma livraria do povo!

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Compramos 7394890304 livros por, sei lá, R$20,00. A livraria escolhida chama El Ateneo, mas não se parece em nada com a famosa livraria argentina de mesmo nome. Essa El Ateneo que visitamos é uma autêntica livraria cubana para o povo, e os preços dos livros estavam em moeda nacional – quando fizemos a conversão, pagamos uma pechincha!

Passamos tanto tempo escolhendo os livros na El Ateneo que, quando vimos, já era hora de voltarmos ao hotel para nos prepararmos para o show dos integrantes do Buena Vista Social Club.

buena vista

e o Gabriel roubou a cena, é claro

Foi um jeito excelente de fechar nossos dias em Havana. Tanta gente fofinha cantando e dançando e aproveitando a vida e fazendo a gente feliz! Não tem nem como descrever. Ficamos em uma mesa privilegiada, bem em frente ao palco, e jantamos comida gostosa ouvindo músicas maravilhosas. Foi divertidíssimo!

Meliã Marina Varadero

Meliã Marina Varadero

No dia seguinte, seguimos viagem para Varadero. E, ao chegarmos no Meliã Marina Varadero, encontramos um resort novinho s-e-n-s-a-c-i-o-n-al com tudo incluído (sim, isso mesmo, sistema all inclusive), e na beira da praia. Basta dizer que eu engordei 1kg nesse resort pra vocês imaginarem o tanto que eu comi.

piscina & a necessaire da Holic Fashion!

piscina & a necessaire da Holic Fashion!

Em Varadero, nossa rotina era acordar, toma café, tomar sol, lanchar, tomar mais sol, almoçar, brincar na piscina, beber mojitos e piña colada na beira da piscina, lanchar, dormir, jantar, beber mais um pouco, dormir de novo, e repetir todas as etapas anteriores. Agora imagina a minha felicidade em passar 3 dias assim, sem pensar em dissertação, e sem nem sair do quarto com documento ou dinheiro – porque simplesmente não precisava!

varadero

O Meliã Marina Varadero conta com alguns restaurantes a la carte, para os quais é preciso fazer reserva, e eu provei a comida de dois: Don Peperoni (comida italiana, bom) e Bana (cozinha oriental, razoável). Honestamente, eu preferia a comida do buffet El Pilar (abundância!) e também do bar da piscina (o Habana). Não me levem a mal, tanto o Don Peperoni quanto o Bana são bons restaurantes, mas é que vinha muito pouca comida, e a gorda aqui logo ficava com fome (hihihi).

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os melhores discos de 2013

Um dos primeiros posts do Geek Land listou os melhores filmes geek que chegaram (ou chegariam) aos cinemas em 2013, de acordo com a minha humilde opinião. E hoje eu vou contar pra vocês quais foram os meus 10 discos favoritos nesse ano. Afinal, já é Natal na Leader Magazine já é dezembro, e acho que já dá pra fazer um balanço razoavelmente justo. Vou falar pra vocês que, pra mim, foi bem difícil fazer essa listinha resumida – e, mais, elencar os álbuns numa ordem justa de preferências! Mas vamos lá:

10- What About Now – Bon Jovi

O 12º álbum da banda de New Jersey foi criticado negativamente por muita gente, mas eu achei bacana. Sim, Bon Jovi é uma banda um pouco cliché (e deu pra perceber isso claramente no Rock in Rio, abarrotado de gente que conhecia apenas os hits mais populares da banda), mas dá pra notar nesse álbum as raízes do rock n’ roll da década de 1980. Destaque para ‘Because We Can‘, ‘The Fighter‘, e para aquela que dá nome ao álbum.

9- Native – OneRepublic

O 3º álbum de estúdio entrou nessa lista por motivos de: ‘Counting Stars‘. OneRepublic não é uma das minhas bandas favoritas, mas vez e outra eles lançam umas músicas que merecem 5 estrelas no meu iTunes e acabando tocando no repeat por horas na minha vida. Gostei tanto dessa música que acabei ouvindo o álbum todo, e gostei também de ‘If I Lose Myself‘ e ‘Feel Again‘.

8- Mechanical Bull – Kings of Leon

Tinha muito tempo que eu esperava por um disco do Kings of Leon que me fizesse ter vontade de gritar as canções da banda a plenos pulmões como eu faço com ‘Use Somebody‘, embora eu tenha curtido bastante o álbum “Come Around Sundown“. Destaque para ‘Supersoaker‘, ‘Comeback Story‘, ‘Rock City‘, e ‘Don’t Matter‘.

7- To be Loved – Michael Bublé

A voz suave de Michael Bublé, combinada à músicas cheias de sentimento, faz desse um disco perfeito. O disco conta com a participação de Bryan Adams em ‘After All‘, Reese Witherspoon em ‘Somethin’ Stupid‘, Naturally 7 em ‘Have I Told You Lately That I Love You‘, e The Puppini Sistes em ‘Nevertheless (I’m In Love With You)‘. Destaque também para ‘To Love Somebody‘, ‘Who’s Lovin’ You‘, ‘Come Dance With Me‘, ‘To Be Loved‘ e, claro, ‘You’ve Got a Friend in Me‘.

6- AM – Arctic Monkeys

Com uma batida intrigante, o 5º álbum dos Arctic Monkeys parece ter sido gravado por 4 caras que gostam de improvisar música na garagem de casa. E é isso o que sempre mais me atraiu no som do Arctic Monkeys: essa coisa crua que tem no som deles. O álbum conta com participações especiais de Josh Homme, Bill Ryder-Jones, e Pete Thomas. Lançado em setembro, esse álbum foi nomeado para diversos prêmios em 2013, ganhando o Q Awards de melhor faixa para ‘Do I Wanna Know?‘. ‘One for the Road‘, ‘Mad Sounds‘, ‘Fireside‘, ‘I Wanna Be Yours‘, e ‘Why’d You Only Call Me When You’re High?‘ merecem atenção em um álbum tão bom que é difícil escolher poucos destaques.

5- Comedown Machine – The Strokes

Eu tinha perdido um pouco a fé nos Strokes depois de Angles. Na verdade, o First Impressions of Earth já tinha me deixado um pouco desanimada, ainda que tenha algumas faixas que eu ame de paixão. Mas Comedown Machine ~restaurou a minha fé~ e me fez reconhecer os Strokes que eu gostava tanto no início dos anos 2000. A minha favorita é ‘80s Comedown Machine‘, mas ‘One Way Trigger‘, ‘All the Time‘, e ‘Call It Fate, Call It Karma‘ também merecem destaque.

4- The 20/20 Experience 2 of 2 – Justin Timberlake

Parte da The Complete Experience, o 2º álbum de inéditas lançado em 2013 por Justin Timberlake é totalmente excelente. Sim, ele lançou dois álbuns de inéditas em um mesmo ano, depois de 7 anos de jejum. Qual não foi a minha surpresa quando eu soube!! Em setembro, o “príncipe do pop” trouxe a sua batida inconfundível para um álbum maravilhoso, que tem uma característica que eu amo: a continuidade. Parece que uma música foi perfeitamente pensada para continuar a outra. Além disso, as músicas são enormes (‘Gimme What I Don’t Know (I Want)‘ é a menor delas, com 5min31seg), cheias das melhores referências possíveis. Destaque para ‘True Blood‘, ‘TKO‘, ‘Take Back the Night‘, ‘Drink You Away‘, e ‘Only When I Walk Away‘. Ah, sim, e eu vou me arrepender muito a vida inteira de não ter ido no Rock in Rio no dia do show do Timberlake (sim, isso seria contra os meus princípios, mas pelo Justin eu deveria ter quebrado as minhas regrinhas).

3- The 20/20 Experience – Justin Timberlake

Sim, Justin Timberlake não só lançou dois álbuns de inéditas em um mesmo ano, como os dois entraram nessa listinha de top 10. Acontece que a ~parte 1~ da “experiência”, lançada em março, é, na minha opinião, ainda melhor do que a segunda, por motivos de: eu esperei muitos anos por um disco de inéditas do Justin, e aí ele lança um disco que é redondinho do início ao fim, cheio de músicas que mereceram 5 estrelas no meu iTunes. É por isso que esse álbum é mais do que top 10, é top 3 em 2013! Eu tinha uma expectativa muito alta depois do Futuresex/Lovesounds, que é um dos álbuns que eu mais gosto na vida, e todas elas foram superadas pelo The 20/20 Experience – aliás, The Complete Experience superou qualquer expectativa que eu tinha. Esse álbum tem a mesma continuidade entre as músicas do 2 of 2, e as faixas ‘Pusher Love Girl‘, ‘Suit & Tie‘, ‘Don’t Hold the Wall‘, ‘Tunnel Vision‘, ‘Spaceship Couple‘ e ‘Let the Groove In‘ me fizeram lembrar o quanto eu sempre fui apaixonada pelo “príncipe do pop”, com orgulho e com amor. Aí eu ouvi ‘Mirrors‘ e eu já não sabia mais o que fazer da minha vida, porque essa música me emociona de um jeito que eu nem sei explicar.

2- Paradise Valley – John Mayer

Imagina a situação: você é muito muito fã de um cantor/compositor há mais de uma década e ele, de repente, descobre que tem um tumor na garganta. Eu simplesmente surtei quando soube que o John, o meu John, tava nessa situação em 2011. Esse tumor, inclusive, atrasou o lançamento do álbum Born and Raised em alguns meses. Quando Paradise Valley saiu, eu mal podia esperar pra ver (ouvir) o que o meu John tinha escrito pra mim (sim, eu falo dele com essa propriedade mesmo, é meu e pronto!), e todas as minhas expectativas tinham sido superadas. Ok, eu sou um tanto suspeita, mas eu me apaixonei por TODAS as faixas desse disco na primeira vez que eu ouvi. A vontade era dar 5 estrelas pra todas no iTunes, e comprar várias cópias do disco, pra deixar uma em cada canto e poder ouvir o tempo todo. É esse o disco que eu escolho pra ouvir quando tô estressada por causa da dissertação e/ou do mestrado, e também quando tô feliz. ‘Wildfire‘, ‘Dear Marie‘, ‘Waitin’ on the Day‘, ‘Paper Doll‘, ‘I will be found (Lost in the Sea)‘, ‘You’re No One ‘Til Someone Lets You Down‘, e ‘Badge And Gun‘ são absolutamente maravilhosas. Thank you, John; thank you.

1- Lightning Bolt – Pearl Jam

Em qualquer outra circunstância, quem ocuparia o 1º lugar nessa lista seria John Mayer com seu Paradise Valley, porque, né, é o John Mayer. Na verdade, John reinava soberano no topo da lista até que chegou outubro e, com ele, esse disco maravilhoso do Pearl Jam. E aí eu vi que eu era obrigada a eleger Lightning Bolt o melhor disco de 2013. A atmosfera densa do disco e faixas como ‘Mind your Manners‘, ‘Infallible‘, ‘Pendulum‘, e ‘Let the Records Play‘ me fazem ter certeza de que esta é a escolha certa. E, como se não bastasse, ‘Sirens‘ foi eleita não só uma das minhas músicas favoritas de 2013, mas uma das minhas músicas favoritas da vida pra sempre. Eu ouço essa música repetidas e incontáveis vezes seguidas, e ouço o álbum incontáveis vezes. É muito amor, muito amor mesmo. Esse é um daqueles discos pra se ouvir por muitos e muitos anos sem perder o encanto pelas notas cruas e raivosas que soam tão maravilhosas por conta do brilhantismo de Jeff Ament, Stone Gossard, Mike McCready, Matt Cameron, e, é claro, do muso maior Eddie Vedder. Eddie pode ter cortado os cabelos, mas o seu charme, o seu garbo e a sua elegância permanecem os mesmos.

comparando o iPad (1ª geração) ao iPad mini

Eu não escondo de ninguém que adoro a Apple e as coisas que são lançadas pela marca. Sou fã mesmo, e fico sempre me coçando pra trocar meus gadgets pelas últimas versões – mas #bolsistasofre e, no meu caso, essas trocas podem demorar uns 2 ou 3 anos pra acontecer.

Quando o iPad foi lançado, eu comprei nos EUA assim que pude, e logo me viciei. Sabia que aquilo ali ia mudar a minha vida, e mudou mesmo. E não mudou só a minha não: a minha mãe também se tornou uma aficionada (mamãe geek) e, de 2011 até janeiro desse ano (ou seja: 2013), dividimos um único iPad (eu disse que #bolsistasofre, gente). Aqui em casa, só o meu pai que ainda não se rendeu ao iPad.

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De lá pra cá, foram lançados outros 3 modelos de iPad, e o iPad mini. Esse, sim, me encantou o suficiente pra que eu quisesse desembolsar uma graninha e fazer um upgrade que, além de me colocar muito à frente tecnologicamente, ainda seria mais leve e menor – e, consequentemente, mais fácil de levar pro mestrado ou em viagens. Sem contar que agora a mamãe tem o iPad dela e eu tenho o meu mini, então nenhuma das duas fica ~#chatiada~ enquanto a outra tá usando (hihihi).

todo mundo já notou que tanto o iPad quanto o iPad mini tem Hogwarts como plano de fundo? xD

todo mundo já notou que tanto o iPad quanto o iPad mini tem Hogwarts como plano de fundo? xD

Posso comparar, então, os features de cada um desses modelos que fizeram/fazem parte da minha vida. As principais diferenças entre os dois modelos de iPad que habitam a minha casa são:

  • tela: a resolução da tela do iPad mini é infinitamente melhor, e a imagem fica muito mais bonita e mais bem definida do que no iPad.
  • câmeras: o iPad não tem câmera, e o mini tem câmera frontal e traseira.
  • tamanho/espessura/peso: pra carregar o iPad, eu sempre tinha que usar uma bolsa um pouquinho maior, enquanto o mini cabe em (quase) qualquer bolsa; além disso, dá pra pegar o mini com uma mão só (é sério); o peso, minha gente, o peso é, pra mim, a principal diferença: o mini é 237942304 vezes mais leve do que o iPad.
  • capacidade: quando comprei o iPad ~grandão~, escolhi a versão com 16GB que, na época, me pareciam suficientes; o tempo passou e eu vi que precisava de mais espaço pra armazenamento, então investi numa versão de 32GB.
dá pra segurar o iPad mini com uma mão

dá pra segurar o iPad mini com uma mão

E, sobre o tamanho/espessura/peso, eu preciso fazer um adendo: pra uma pessoa extremamente atrapalhada, o iPad mini oferece muito mais conforto. Eu explico: eu sou dessas que levava o iPad, e agora levo o iPad mini, pra cama, junto do iPhone, MacBook, essas coisas. E, em determinadas ocasiões, eu fico lendo deitada, segurando o iPad mini na frente da cara. Eu perdi a conta de quantas vezes, numa dessas, eu perdi a força e dei com o iPad na cara. E, gente, isso dói. Quando aconteceu com o mini, ok, doeu um tiquinho, mas foi bem menos – até porque eu demoro mais a cansar de segurar o mini do que eu demorava a cansar segurando o iPad.

a capa emborrachada da Apple: eu não entendo porquê eles pararam de fazer essas capas pros iPads em seus diversos modelos

a capa emborrachada da Apple: eu não entendo porquê eles pararam de fazer essas capas pros iPads em seus diversos modelos

Tem uma coisinha só que eu preferia do iPad em relação ao iPad mini: a capa. Eu sou super neurótica com essas coisas de proteger os gadgets (tão neurótica que não tirei eles da capa nem pra fazer as fotos do post), e a capa do iPad era um negócio que eu achava genial: ela reveste o iPad por completo, em um material emborrachado bem resistente. Pro iPad mini, só tem a Smart Cover (que eu acho bacana e até tenho), que deixa a parte de trás do mini “desprotegida”, e eu fui obrigada a comprar uma segunda capa pra usar combinada à Smart Cover. Além da Smart + a que protege a parte de trás, eu tenho essa verdinha que tá na foto, e uma outra preta em couro, que eu costumo usar pra viagens, porque acho que protege mais.

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Ah, sim: além da capinha, eu protegi ambos com película protetora da Zagg, chamada Invisible Shield. Acho um excelente investimento, porque protege mesmo, e tem garantia ilimitada (a chamada lifetime guarantee) contra danos, caso a película não proteja efetivamente o device.

Hoje, no mercado, são 4 tipos de iPad disponíveis: iPad 2, iPad Air, iPad mini, e iPad mini com tela de retina. O meu iPad mini é sem tela de retina, e eu não pretendo trocá-lo tão cedo. Quando comprei, custou US$469 + taxas. Já o iPad custou, na época, US$499 + taxas. E eu nunca quis comprar nenhuma versão com 3G porque, como eu já tenho o 3G no iPhone, nunca senti necessidade; além disso, eu geralmente levo o iPad pra lugares onde tem wi-fi.

Os preços no Brasil estão disponíveis pra consulta na Apple Store brasileira. Sim, eles são um pouco mais caros do que comprando nos EUA, por exemplo, mas, se considerar que aqui dá pra parcelar, e não haverá necessidade de enfrentar a fila da alfândega na chegada de uma viagem pra registrar o gadget e ainda pagar o imposto, acho que vale a pena.

Pra vocês terem uma ideia, vou mostrar pra vocês a conta final da compra do meu iPad mini: US$469 (preço na loja da Apple nos EUA em janeiro de 2013) + 6,5% (imposto da Flórida) + 7% (IOF do cartão) + imposto na alfândega + conversão de US$ para R$ (na época cada US$ equivalia a uns R$2,15) = R$1.193,00

“Mas, Letícia, a gente não tem até US$500,00 de franquia na alfândega quando voltamos de uma viagem internacional?”

Pois é, minha gente, essa franquia existe, mas a alfândega brasileira tem sido cada vez mais rígida com esse limite – e com alguma razão, eu acho, já que tem gente que viaja pra fora do país e pira nas compras e não declara nada. Na prática, a franquia de US$500 dólares pode incluir qualquer objeto (principalmente eletroeletrônicos) comprados fora do país em qualquer época. Explico: se eu viajasse pros EUA com o meu iPad mais velho, e comprasse um novo, voltando pro Brasil com os dois na bagagem, eu pagaria um imposto equivalente ao excedente da soma dos dois, porque eu não registrei o iPad em 2011. Isso caberia pra qualquer eletrônico não-declarado, por mais velho que ele seja. Em janeiro/2013, então, eu declarei na alfândega brasilera o iPad mini, o iPod shuffle, e um HD externo de 2TB, pagando um imposto sobre o excedente dos US$500 dólares permitidos (acho que paguei, ao todo, US$110 de excedente).

Tá quase virando uma dica que caberia em um post do viajante geek, mas eu acho que o gancho é conveniente pra explicar isso mesmo. Eu acho muito arriscado “tentar passar pela alfândega sem declarar”. Das últimas vezes que fui pros EUA e desembarquei no Rio, todos estavam tendo que passar as malas nos raios-x e, aqueles que excediam esse valor permitido de US$500 e estavam na fila do “nada a declarar” acabavam pagando um imposto muito maior sobre o excedente, porque somava-se uma multa o imposto. Eu acho que é bem melhor fazer as coisas direito e certinho, garantindo a franquia livre pra uma próxima viagem, do que ficar ~fora da lei~ e acabar pagando mais do que precisava. No site da Receita Federal também tem explicações detalhadas sobre esses procedimentos de alfândega.

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aproveitando para mostrar dois ângulos do Castelo de Hogwarts no Wizarding World (hihihi)

Isso tudo pra dizer que: se, na época, o iPad mini já estivesse sendo vendido no Brasil, eu teria preferido comprar aqui por R$1.399,00 (acho que foi esse o preço no lançamento), podendo pagar no boleto bancário com 5% de desconto (=R$1.329,00) ou dividindo o valor em infinitas parcelas (porque #bolsistasofre) sem juros. A diferença, no final das contas, ficaria bem pequena, e eu não teria que ficar hoooooras na alfândega pra declarar a compra do iPad mini. Quando fosse viajar, era só levar a nota fiscal de compra aqui do Brasil (quando eu viajo, eu sempre levo a nota fiscal do MacBook comigo por conta disso).

Só mais uma coisinha: eu costumo tentar trocar de gadgets da Apple quando as atualizações do iOS param de ficar disponíveis pr’aquele device que eu já tenho. Acho que esse é o sinal mais significativo de que tá na hora de fazer um upgrade! Geralmente esse sinal de obsolescência aparece a partir do 3º modelo lançado, o que dá uma margem de uso bem interessante – e também um tempinho ok pra juntar dinheiro pro próximo!

cineminha de terça feira: Os Suspeitos

Cheguei em Niterói de Brasília hoje e já fui direto pro cinema (e fazer gordice, é claro) com os meus amigos. O filmes escolhido foi o suspense Os Suspeitos e, de tão tenso, acabei de chegar em casa e sei que não vou conseguir dormir tão cedo (#soudessas). Não me levem a mal: eu adoro suspenses. Mas eu procuro sempre assisti-los cedo, que é pra não atrapalhar o meu soninho sagrado. Como hoje essa regrinha foi quebrada, a solução é vir logo escrever sobre esse filme tenso e muito massa.

A história é a seguinte: Keller Dover (interpretado por Hugh Jackman) leva uma vida feliz ao lado da esposa e dos filhos. Um dia, a família visita a casa de Franklin (Terrence Howard) e Nancy Birch (Viola Davis), seus grandes amigos. Sem que eles percebam, a pequena Anna (a filha pequena de Keller, interpretada por Erin Gerasimovich) e Joy (Kyla Drew Simmons), a filha dos Birch, desaparecem. Desesperadas, as famílias apelam à polícia e logo o caso cai nas mãos do detetive Loki (Jake Gyllenhaal). Não demora muito para que ele prenda Alex (o ótimo Paul Dano), que fica apenas 48 horas preso devido à ausência de provas contra ele. Na verdade, Alex tem o QI de uma criança de 10 anos e, por isso, a polícia não acredita que ele esteja envolvido com o desaparecimento. Entretanto, Keller está convicto de que ele tem culpa no cartório e resolve sequestrá-lo para arrancar a verdade dele, custe o que custar.

Em 2h33min de projeção, o filme é marcado pelo conflito entre a justiça dos homens e a justiça de Deus. O personagem de Hugh Jackman, excelente em seu papel, é um homem extremamente religioso, e um pai dedicado, mas que começa a tomar atitudes condenáveis e muito violentas com o intuito de salvar e encontrar a sua filha. O dilema é complicado, e revela uma grande sabedoria na condução da história do filme: nós nos identificamos e torcemos por um personagem que tortura e se torna cada vez mais bárbaro, porque é um pai corajoso que quer salvar sua filha. Quando bota criança no meio, sempre fica mais complicado, e todas as nuances fazem diferença.

Jake Gyllenhaal também dá um show de interpretação no papel do detetive Loki, com um ~tique nervoso~ que o faz piscar os olhos muito rápido, com tatuagens em formas de símbolos espalhadas pelo corpo, e outros elementos de personalidade que revelam o seu caráter obsessivo e de profissional dedicado.

Não me lembro de ter visto um filme nesse gênero com essa extensão (as 2h33min passam voando), pelo menos recentemente, que conseguisse prender a atenção do espectador o tempo inteiro, sem perder o ritmo e conseguindo mostrar tantas reviravoltas que influenciam no entendimento da história. A atenção, aliás, é fundamental para que nenhum aspecto da história escape ao espectador, enquanto montamos o quebra-cabeça que deverá solucionar o mistério do sequestro das meninas.

Embora alguns elementos não fiquem muito bem resolvidos (como a simbologia do labirinto, presente no poster de divulgação e em tantos outros momentos da história), o filme revela uma trama sombria, com homens e mulheres marcados pelo pecado e pela controvérsia, ao invés de mostrar a moral e os bons costumes dos personagens incorruptíveis característicos dos suspenses hollywoodianos. E é isso que surpreende o expectador.

Como um bom suspense, a cada segundo, parece emergir um novo suspeito possível. Na minha cabeça, até as opções mais impossíveis, em algum momento, pareceram plausíveis. Ainda assim, as revelações finais foram surpreendentes, o que demonstra a sabedoria do diretor Denis Villeneuve ao conduzir a trama.

Ao longo do filme, notamos que um silêncio incômodo paira em toda a história. Este silêncio fala. E muito. Este silêncio fala sobre os arranjos que, em nome de Deus e da verdade, os homens e as mulheres fazem para construírem a sua própria noção de justiça.

Mothafocka GTA is in da house!

–       What do you want, Michael?

–       I don’t know, I want something that isn’t this. But at the same time, I really want the other stuff too.

Eu tinha uns 13 anos quando joguei GTA III pela primeira vez.

Cheguei da escola trazendo na mochila o CD-Rom de instalação do jogo que havia pego emprestado com um amigo. Nas suas palavras, “aquele era o melhor jogo já feito na história dos videogames dos últimos tempos”. Assim mesmo, com todas as hipérboles que tinha direito.

Liguei meu computador, deixei o jogo fazer sua instalação de praxe e esperei. Como quem esperava uma encomenda dos correios ou uma cartinha de amor – não me julguem, eu tinha 13 anos. Amor não era importante naquela época. Até que o Windows apitou o fim e o jogo, enfim, começou.

Precisei de exatos 5 minutos em Liberty City. Foi o tempo suficiente para que eu tivesse a minha primeira morte no jogo, em decorrência de um conflito com a polícia que por sua vez se deu em decorrência de eu ter dado um tiro em um transeunte na rua. E o que aquela pobre pessoa virtual tinha me feito de ruim? Nada, eu só quis mesmo.

Gta3-pc-police

Liberty City at its maximum!

Grand Theft Auto nunca foi só um jogo. Era uma parada, um negócio pesado, no melhor linguajar popular. Diferente de quase tudo que havíamos vivido em termos de videogames, GTA jogava com uma experiência diferente: não havia fases, chefões, labirintos. No lugar do modelo padrão de jogos, a Rockstar te oferecia algo maior: liberdade de escolha.

GTA III, até hoje, foi o ápice dessa liberdade. Seus gráficos em 3D permitiam algo ainda inédito nos videogames: somar a liberdade inerente ao tema do jogo com um nível de realidade até então não visto. Era a fórmula do sucesso.

E aquele belo dia de meus trezes anos foi inteiramente consumido por Liberty City. Só não vairei a madrugada porque minha mãe, sempre sábia, me obrigou a estudar com meia dúzia de esporros.

Passada a catarse de matar pessoas na rua, enfrentar a polícia e destruir carros, zerei o jogo em não mais que uma semana, um tempo até rápido. E até hoje nunca esqueci de Liberty City.

GTA V

Desde aqueles 13 anos se passaram 11 anos. E de lá pra cá foram muitos jogos, acúmulo de idade e alguns outros GTA’s: Vice City, San Andreas, versões para portáteis, IV, até que finalmente chegamos ao atual: Grand Theft Auto V.

O jogo foi lançado no dia 17 de Setembro último. Vendeu, em 24 horas, mais de 800 milhões de dólares. A versão tupiniquim chegou dois dias mais tarde, dia 19.

Comprei o jogo no dia do lançamento. Cheguei na loja e percebi que não era o único “louco” pelo jogo: vi adolescentes, pessoas da minha idade, mães e até mesmo executivos de terno e gravata ansiosos na fila com o jogo na mão.

Trabalhar? Só depois de GTA...

Trabalhar? Só depois de GTA…

O hype se procriava na internet: fotos em redes sociais da capa do jogo acompanhados de piadas como “É o fim da minha vida” se tornaram figurinha carimbada nos dias que se seguiram. Veículos não muito versados em videogames eram obrigados a dar atenção ao que, naquele momento, se tornava o maior empreendimento de entretenimento da história, superando blockbusters como os Vingadores (2012) e Avatar (2009).

As crescentes notas máximas nos mais diversos portais especializados garantiam a excelência de público e crítica – algo que no videogame costuma ser comum, diferente de outras artes. E com isso chegávamos a cabal pergunta: por que GTA é o que é?

A resposta talvez pareça simples, mas a mesma desde a terceira edição da série: liberdade.

O que que eu vou fazer com essa tal liberdade?

O filósofo holandês Baruch de Espinosa, nas suas vindas lá pelo século XVII, dizia que ser livre é o ato de se realizar em sua total plenitude, de acordo com nossas amarras naturais.

SPC na vanguarda do pensamento liberal

SPC na vanguarda do pensamento liberal

Usando a tecla SAP, o que ele pregava era que um ser era livre quando era capaz de fazer tudo o que lhe era permitido pela sua natureza. Assim sendo, um jacaré era livre quando gozava de suas funções de jacaré, como nadar, ficar tomando sol e matar um bicho ou outro de vez em quando. Ele não poder voar, por exemplo, era sua limitação natural.

Para nós, seres humanos, a liberdade também é restrita por leis e por nossa moralidade, o que nos impede de dar uns tiros em alguém se nos fecham no trânsito.

Jacaré no seco é livre

Jacaré no seco é livre

E é aí que GTA brilha: é no jogo que podemos ser livres à la Espinosa! Porque no jogo, no duro, praticamente tudo é permitido. Podemos roubar carros, matar pessoas, atropelar, explodir pessoas com bombas em celulares, invadir bases militares, pular de pára-quedas, pilotar um avião e até mesmo torturar uma outra pessoa. E tudo isso sem o risco de sofrer qualquer tipo de sanção legal ou moral.

GTA é o nosso filme de ação preferido onde nós somos os protagonistas. Se em GTA III isso já era algo inebriante, no V ele alcança sua maestria: sequestrar um avião no ar está, sem dúvidas, no hall das melhores coisas que já fizeram na história dos videogames.

E não, não me entendam mal achando que eu prego que possamos agir como se a vida fosse um GTA. Não, é bom que tenhamos regras e princípios que nos impeçam de cometer qualquer tipo de atrocidade.

Por outro lado, é quase notório o fascínio do ser humano pela violência e sua necessidade de canalizar isso de alguma forma, seja em filmes, sexo ou vendo lutas de MMA sábado a noite. O videogame – e GTA, por tabela – é apenas mais um exemplo nos montes que corroboram isso.

O veredicto

Não se iludam com relatos sobre a história de GTA V, a dinâmica de troca de três personagens, o drama pessoal de cada um deles etc. Isso importa, sem dúvida, mas não é o que te ganha em GTA V. Em narrativa, por sinal, o jogo perde com folgas para seu grande concorrente ao jogo do ano, Last of Us.

GTA V é sobre roubar um carro e cruzar Los Santos em direção à Sandy Shores ouvindo Radio Gaga, do Queen, no rádio; é sobre se esconder em um descampado enquanto inúmeros carros da polícia te procuram sem descanso; é sobre nadar no mar aberto em busca da inevitável morte por tubarão.

All we hear is Grand Theft Auto... Grand Theft Auto...

All we hear is Grand Theft Auto… Grand Theft Auto…

É, em suma, a essência da série há mais de uma década: diversão por diversão, sem medo de ser feliz. Soma-se isso ao montante de dinheiro investido na produção, tecnologia e marketing, bem como o crescimento da indústria de videogames e o fenômeno é explicado.

Se isso não basta, fiquem com a fala do psicólogo de um dos protagonistas:

You’re plainly addicted to chaos.

E sim, nós somos.

 

 

 

cineminha do domingo: GRAVIDADE

Como contei no post sobre cineminha de sábado, tava precisando colocar em dia os meus filmes em cartaz nos cinemas. Ontem fui matar a curiosidade de ver GRAVIDADE, filme dirigido por Alfonso Cuarón e produzido por David Heyman (#potterforever).

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Eu nem sei direito porquê eu tava tão curiosa pra ver esse filme. Eu acho que vi um trailer uma só vez, e provavelmente fiquei mais atraída pelo título do que qualquer outra coisa (afinal, o título é o mesmo de uma das minhas músicas favoritas da vida). Talvez fosse a expectativa de ver um filme inteiro passado no espaço. E, vamos lá, eu pensei, um filme com Sandra Bullock e George Clooney só pode ser bom – no mínimo há de valer o ingresso.

Combo mega em mãos, óculos 3D na cara, começou a projeção. Eu geralmente não gosto de filmes 3D, porque dói muito o meu olho. Passou de 20min, a lente incomoda muito, os olhos doem demais, a vista começa a ficar turva… enfim. Mas, ok, esse filme dura ~só~ 91min, então foi menos difícil de aguentar. Aliás, acho que tinha muito tempo que não via um filme de 91min, principalmente se desconsiderarmos os filmes de criança.

Bullock, Clooney, Cuarón

Eu fiquei muito muito muito tensa com esse filme. Não quero dar spoiler, mas é tranquilo dizer que acontece um acidente no espaço, e Clooney e Bullock (respectivamente astronauta e engenheira médica) ficam a esmo, tentando descobrir meios de sobreviver. Lá pelas tantas, o filme vira quase um monólogo, e a trama não me deixava respirar direito de tanta apreensão. Eu não lembro de ter visto, pelo menos nesse último ano, um filme que me deixasse tão apreensiva.

A sensação ao sair da sala de projeção foi de que eu e mais meia dúzia tínhamos gostado do filme o suficiente, o que eu achei super esquisito no início, mas até consigo entender agora, refletindo algumas horas depois de ver o filme. Achei os efeitos especiais muito, muito bons, e a trilha sonora é incrível (cheers, Steven Price), e eu já tô querendo baixar pra ouvir enquanto escrevo a dissertação (eu sou esse tipo de pessoa que ama ouvir trilhas sonoras enquanto estuda).

cineminha de sábado: É o Fim

Final de semana é quase sinônimo de cinema pra muita gente. Quando eu tô em Niterói, prefiro ir ao cinema durante a semana (menos cheio e mais barato #bolsistasofre); quando tô aqui em Brasília, só rola ir mesmo ver os filmes nos finais de semana. Salas lotadas, ingressos mais caros, filas pra pipoca. Mas é melhor do que não ir ao cinema, né? Eu acho.

This is the End

Tava meio atrasada com os filmes em cartaz, mas comecei a dar um jeito nisso nesse final de semana. No sábado, assisti É o Fim, com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg. Eu estava super mega ultra ansiosa pra ver esse filme desde que vi o trailer a primeira vez, em maio. Queria muito ver qual era a desse filme que me parecia muito louco e que juntava um milhão de artistas agindo como “eles mesmos”.

Seth e Jay

E, olha, esse filme é mesmo muito, muito louco. Não lembro de ter visto nenhum filme apocalíptico tão louco como esse. E é extremamente divertido. Enquanto os atores tentam entender o que está acontecendo, e como poderiam se salvar do fim apocalíptico, os dilemas que envolvem ego, vaidade, egoísmo, respeito e amizade acabam virando pauta, e o filme vai deixando de ser apenas uma diversão pra fazer a gente refletir um pouquinho também sobre a vida e como agimos uns com os outros. Ou só eu fiz isso?

James, Emma, Seth

De qualquer modo, o filme que mostra a destruição de Hollywood e conta com milhões de participações super especiais, tem, pra mim, dois pontos altos, e eu deixo vídeos desses momentos, na mesma ordem em que acontecem no filme, aqui:

– “Hermione just stole all of our shit”. Porque a Emma Watson não tava “fucking around”:

– o final ÉPICO:

Não tem muito mais a dizer depois disso. Fica a conclusão: recomendo fortemente esse filme pra qualquer pessoa que queira rir muito com o fim do mundo.