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vamos pular essa parte

“Letícia, você sumiu de novo!” é, eu sei, mas vamos pular essa parte.

ou não.

porque, se eu tô sumida, é porque estou consumida. pelo deslocamento no trânsito, pelas aulas no Clio, pela dissertação sem fim.

hoje é o segundo dia nesta semana que eu falto aula por causa da dissertação, e também porque tô pifando. sabe lâmpada quando quer queimar mas não queima de uma só vez? então.

falando em lâmpadas, comprei lâmpadas novas pra casa ontem, habemus luz!

a sensação de sobrecarga tá grande demais. mesmo! sinusite atacou, pressão baixou, cabeça doeu, corpo reclamou, e eu tô com torcicolo.

eu não sei onde eu tava com a cabeça quando achei que ia ser tranquilo dar conta de acabar a dissertação e o mestrado fazendo cursinho.

vamos pular essa parte.

quero força pra acabar logo de escrever! meu Deus, me dá força! meu Deus, me dá sabedoria pra que eu saiba que acabei! meu Deus, não me deixa ficar inventando novas coisas pra escrever numa dissertação que já tá enorme! aí depois o Senhor me ajuda pra continuar forte e estudando pro concurso!

vou comer uns tomates.

mudanças

É, eu sei, fiquei mais um longo período sem passar por aqui pra registrar as minhas ~peripécias~. Acontece que, de repente, e não mais do que repente, eu descobri que as aulas do cursinho preparatório que quero fazer pra me preparar pra remota possibilidade de entrar no Itamaraty começariam agora no meio de abril e, como eu queria fazer o cursinho aqui em Brasília, tinha que preparar uma certa mudança.

É, mudança. “Mas, Letícia, você já não tava passando longos períodos em Brasília na casa do namô por conta da pesquisa?”, vocês poderiam me perguntar. Sim, estava. Desde agosto do ano passado, a mudança já ia tomando forma. Cada vez que vinha pra cá, trazia um pouquinho mais de mim, um pouquinho das minhas coisas. Mas determinadas coisas só puderam vir depois da decisão definitiva, da nossa decisão de morar junto, do apoio dos meus pais à minha escolha de estudar aqui. Afinal, aqui eu estudo – como eu sempre digo.

Foram alguns dias preparando caixas e mais caixas que seriam enviadas pelo Correio, cheias de livros, DVDs, objetos decorativos, maquiagem(!), cabides, roupas, chá de erva cidreira, toalha de mesa, sapatos, e tudo mais que eu precisava pra deixar a nossa casinha aqui mais gostosa e aconchegante. Além disso, fiquei um tempinho pesquisando orçamentos de caminhões cegonha que pudessem trazer o Neville pra cá, combinando preço x prazo. Tô na expectativa de que ele chegue aqui ainda essa semana, e vocês podem acompanhar a hashtag #nevilleporaí no instagram pra ver as aventuras do carro mais bacana do universo.

Além disso, antes de vir pra cá na quarta feira passada, eu ainda precisei ir no ortopedista com urgência, porque não aguentava mais de dor no tornozelo e o último angiologista que consultei disse que o problema não era originário da veia – quero dizer, não tinha nenhum problema na veia propriamente dita – e que, se a dor continuasse, que eu deveria consultar um ortopedista especialista em pés.

E foi isso que fiz. No mesmo dia, fiz raio-x e levei pra ele ver, e ele pediu uma tomografia. Ele suspeita que seja coalizão tarsal + lesão osteolítica, mas o diagnóstico só poderá ser fechado com a tomografia. A tomografia já tá marcada pro dia 22 de abril, quando eu volto pra Niterói pra passar o aniversário da mamãe com ela. Depois da tomografia, é claro que terei que voltar no médico, e o tratamento provável (pra não dizer único, porque eu acredito em milagres!) é cirúrgico. Só que a cirurgia requer uns 2 meses de recuperação, e aí só rola de fazer depois que o cursinho acabar, e ainda tenho que acabar a dissertação, e só Jesus na minha causa.

Por conta da dor, eu preciso ficar com o pé direito pra cima, com gelo, boa parte do meu dia. Pra vocês terem uma ideia, eu tô aqui na biblioteca do MRE estudando/escrevendo dissertação, com essa pequena pausa pra escrever esse post, e tô com o pé pra cima da cadeira – mas sem o gelo -, que é pra ver se eu “aguento”.

Sobre a dissertação, quando eu achei que tava no fim, que tava redondinha, que tava linda, o meu orientador resolveu identificar várias “questões” que devem ser trabalhadas. Nisso aí lá se vai pelo menos mais um mês, eu acho.  Então, além do fantasma de uma possível cirurgia, eu ainda tenho que conviver com a realidade de que, depois de tanto tempo, eu ainda não consegui terminar a dissertação. Isso me afeta severamente.

E, honestamente, a ideia de cirurgia me assusta, me assusta muito, e eu peço a Deus que opere o milagre na minha vida.

Bom, voltando à mudança e à vida em Brasília, ainda tô terminando de organizar as coisas em casa e não vejo a hora do meu carro chegar pra poder sair com #nevilleporaí e comprar (e poder levar!) coisas pra casa que são super necessárias – tanto pra fins de organização quanto pra fins de aconchego.

Falando em aconchego, fui na Forever21 do Rio, no Village Mall, no domingo antes de vir pra cá, e só valeu a pena porque entrei rapidinho com a mamãe na fila preferencial. Sim, mamãe ninja opera milagres, amém. Gostei de ter encontrado as calças que queria ter comprado em janeiro lá em Orlando, e também achei um vestidinho, uma saia e um kimono fofos. Todos vieram pra Brasília e estão felizes de morar aqui.

Aliás, essa história de vir morar em Brasília tem causado uma mudança profunda dentro de mim, como se a frase “I’m heading out west with my headphones on” trouxesse junto um novo estilo de vida. Aproveitei, enquanto arrumava o meu armário e escolhia o que vinha pra cá e o que ficaria em Niterói, pra dar uma “limpa” no guarda roupa, e vi que tinha várias peças guardadas com as quais eu simplesmente não me identificava mais. Em um momento de mudança de cidade, eu também mudo por dentro um pouquinho, e o meu estilo de viver e de me vestir também está refletindo isso. Talvez seja também porque eu só tenho conseguido usar botinhas que protejam o tornozelo…

E hoje é um dia muito especial, porque faz 2 anos que fui ao Lollapalooza com o Felipe e que assistimos a shows incríveis e vimos Foo Fighters maravilhosos e tudo mais o que aconteceu a partir daí.

feeling good

Gente, já pode ser carnaval?!

Tô aqui na biblioteca do MRE tentando progredir na dissertação e acabar o penúltimo(!!!) capítulo mas tá difícil. Além de estar morrendo de fome (como sempre), a concentração tá afetada por motivos de: carnaval tá chegando!! Amanhã volto pra Niterói, e esse ano a folia começa na sexta no primeiro dia de desfiles da Série A do RJ na Sapucaí com a minha família do carnaval (Haddad Haus <3). No sábado, o Felipe chega pro almoço (amém!), e no domingo vamos ~sapucar~ no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Sim, estou sofrendo porque só vamos assistir ao primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, e porque eu não vou ver a Vila Isabel S2 cruzar a Avenida com Sabrina MUSA Sato à frente da bateria de sangue azul. 

Fazer o quê, não conseguimos fechar uma frisa pra segunda feira, e não dá pra arcar com gastos de uma frisa de 6 lugares só pra 2 pessoas né. Paciência! O jeito vai ser assistir a esse dia pela TV nova, que aliás já chegou lá na casa niteroiense, segundo a mamãe me informou hoje. Pois é, já que a gente não vai nos dois dias de desfile, a mamãe resolveu investir numa tv maior e melhor pra sala, e também comprou um ar condicionado novo pro cômodo, porque ninguém merece o calor que tá fazendo no Rio.

Se bem que eu até tô com saudade do calor, do verão, sabe?! Aqui em Brasília começou a fazer frio de repente há uns dias, e é um tal de chover toda hora, e o Felipe perdeu o meu guarda chuva que eu adorava, e eu só tenho uma capa de chuva aqui, e eu fico sofrendo porque não entendo essa saudade súbita que me dá do verão, da praia, do Rio e do meu ~lifestyle niteroiense~ quando tô aqui no cerrado. Logo eu, que sempre achei legal o frio e nunca fui chegada à praia.

Eu acho que eu simplesmente gosto de saber que a praia tá ali, a 3 quadras de distância de casa, sabe. Mas tô me acostumando, e tenho que me acostumar, com essa vidinha ~Brasiliense~, que parece que tá a cada dia mais perto de se tornar mais constante na minha vida. Só Jesus.

Enfim. Os outros dias de carnaval devem ser punks também, porque alguns amigos do Felipe vão daqui de Brasília pro Rio também, e eles adoram blocos carnavalescos, e eu já tô sentindo uma maratona se aproximando. Gosto de blocos e acho a folia divertida, aliás estou ansiosíssima pra chegar em Niterói e ver ao vivo a fantasia que a mamãe comprou pra mim e que eu já tô apaixonada só de ver por fotos ❤ mas eu trocava qualquer bloco por mais um dia (ou dois) de Sapucaí!

Nosso esquenta começou aqui em Brasília, porque eu desci com o disco dos sambas-enredos pro carro e só se ouve isso no José Dirceu. Falando em carro, acho que vou ter que trazer o meu carro pra cá em breve, não tô querendo ficar longe do Neville quando a mudança “definitiva” vier.

Eu escrevi tanto que já podia ser carnaval. Já é carnaval?!

quando as coisas começam a melhorar

E aí que segunda feira a gente pensa “poxa, mas já? Cadê meu final de semana que tava aqui?”, acreditando que esse dia não vai ter nada de bom. Por sorte, a minha segunda feira foi bem melhor do que eu esperava.

Comecei a semana enfurnada nos arquivos do MRE e estou com as mãos e o nariz cheios de poeira – mesmo usando luvas e máscara de proteção. Vou ter que me entupir de remédios mas – who cares? – tô feliz da vida. Finalmente tô começando a achar as pecinhas que faltam ao meu quebra cabeça chamado dissertação. E, ó, eu acho que vai ficar bacana, viu.

To empolgada – ainda bem. Imagina se eu estivesse frustrada, ou desanimada com a minha pesquisa?!

E eu continuo viciada em Let it Go — gente, será que eu nunca vou me cansar dessa música? Resposta: não.