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em Belém!

estou em Belém-PA! cheguei ontem, depois de um vôo BSB-BEL, recepcionada por relâmpagos e chuva nesse cidade quente e úmida. enquanto o meu nariz agradece o intervalo de secura, meu coração fica batento forte esperando logo a hora de voltar pra BSB, nem que seja só mais um pouquinho antes de voltar pra Niterói de novo.

minha pele também já notou a diferença de clima: o que estava mega seco por dá lugar a um avermelhado esquisito, que, se tiver sinais de alergia, já tá sendo combatido pelo antialérgico que eu já tomei.

ah, sim. por que estou aqui? é hora do Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos de Defesa. é aquele tipo de viagem que não tem escapatória, e que a gente aceita que dói menos. tenho que apresentar 2 artigos em 2 simpósios aqui, nessa cidade quente.

o hotel escolhido é okzinho, nada demais, nem nada de menos. o que fudeu tudo é que todas as tomadas no quarto são daquelas de três pinos, padrão novo, e eu não trouxe nenhum adaptador. então tô sugando bateria do MacBook pro iPhone, enquanto carrego a bateria da câmera com um adaptador emprestado de um dos amiguinhos que também está hospedado aqui e foi mais prevenido do que eu. já soube que tem uma Lojas Americanas aqui perto, mas tô com preguiça de ir sozinha comprar. os amiguinhos que também estão nesse hotel querem dormir até meio dia, vê se pode.

falta descobrir o que há de bom pra se fazer nessa cidade, porque é claro que eu não anotei nenhuma das dicas que os conhecidos que já vieram aqui me deram. #leticiafail

tô achando esquisito ver um céu cheio de nuvens depois de ficar mais de uma semana vendo só o azul do céu pelas janelas.

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a house becomes a home

a ideia de ter uma casa sempre foi muito distante pra mim. nunca pensei que sairia rápido da casa dos meus pais, e nem tenho necessidade disso. viver com eles é uma bênção e eu ainda quero aproveitar bastante essa convivência.

mas, com a volta do Felipe pro Brasil, mais precisamente pra Brasília, como contei no post anterior, foi preciso assumir uma maturidade que eu não sabia que tinha, e desenvolver habilidades que não imaginava ter em mim. os horários dele de trabalho exigiam que eu o ajudasse – e muito – no processo de ter um lugar para morar.

anteontem ele conseguiu uma folga e nós arrumamos juntos a casa, enquanto os móveis e eletrodomésticos começavam a chegar. ontem, esperei a manhã inteira pela instalação do combo tv a cabo + internet + telefone. hoje, tô o dia inteiro trancafiada em casa, esperando por uma equipe que não vem, que deveria montar o rack.

nem tudo está dando certo de primeira, é claro. a inexperiência acaba nos pregando algumas peças: falta uma peça pra poder instalar a máquina de lavar roupas, o telefone ainda não pode funcionar porque o aparelho comprado é pra uso em ramal e não como telefone central, hoje o dia ficou meio perdido (ok, foi bom pra colocar os estudos em dia e preparar apresentações pra conferência da próxima semana) porque a equipe de montagem (ainda) não chegou, e ainda não descobri um método eficiente de organizar o banheiro – que não tem um gabinete embaixo da pia. tudo isso, é claro, há de se resolver com o tempo, e sem muita demora, mas damos algumas risadas com essas situações.

ontem de tarde fiquei hoooooras escolhendo e comprando itens de casa, desde piso anti-derrapante pro banheiro até mesa de canto pra sala. pouco a pouco, esse apê vai tomando forma de casa, forma de lar.

uma frase do U2 sempre ecoou nos meus ouvidos quando pensava numa vida pós-casa-dos-meus-pais: a house doesn’t make a home. é preciso muito mais do que 4 paredes e um teto pra se ter um lar. e eu sempre tive certeza de que faria o máximo pra ter um lar.

um lar é feito dessas pequenas coisas, dessas pequenas doses de amor que ficam em cada objeto de decoração ou móvel escolhido; são pequenas doses de amor que definem qual será o sofá que abrigará corpos cansados que querem ver um filme na tv, ou qual o pano de prato vai enxugar a louça usada numa refeição simples.

é mais ou menos isso que tô tentando fazer aqui: tô tentando fazer dessa casa um verdadeiro lar pro Felipe, um lugar onde ele possa ficar feliz. um lugar pra onde ele queira voltar, porque se sente bem aqui.

é claro que é cedo pra dizer se esse aqui também será o meu lar – só Deus sabe o dia de amanhã – mas eu tô adorando essa experiência de escolher cada detalhe que transforma esse apto num refúgio aconchegante no meio do cerrado, que transforma esse apto num verdadeiro lar.

falta só mais uma horinha pro meu amor chegar do trabalho… cada carro que estaciona aqui na quadra acelera o meu coração, pensando que pode ser ele, que poderia ser ele. essa espera que aquece o coração é a espera de quem ama.

felicidade, enfim, chegou!

escrevo, neste momento, de Brasília, onde estou desde a última quinta feira. queria ter registrado antes o que ora escrevo, mas os últimos dias foram tão corridos que só agora pude parar e corresponder mais ou menos à minha necessidade de escrever.

quinta feira a noite cheguei aqui, poucos minutos depois do meu amor. o tempo dele em Harare, finalmente, acabou!

sim, foi antes do tempo inicialmente previsto – 2 anos – mas ainda assim foi tempo demais. não aguentava mais esperar pela volta dele, pra saber que a distância que vai nos separar por algum tempinho será, agora, muito mais fácil de ser superada. o que é um vôo Rio-Brasília pra quem ficou quase 1 ano e meio tendo que aguentar todas as dificuldades de uma separação Brasil-Zimbabwe? nada!

desde que ele chegou, não paramos um minuto. era preciso comprar logo um carro, porque em Brasília dificilmente se consegue resolver a vida a pé. em seguida, alugar um apartamento – e ainda comprar os principais móveis e eletrodomésticos pra que ele se instale logo.

e conseguimos! foi bem coisa de Deus, de iluminação divina. conseguimos achar um apto ótimo pra ele logo no sábado, e no mesmo dia ele não só alugou o apto como começou a comprar os móveis. ontem fomos no outro shopping pra ele comprar os eletrodomésticos, e agora falta só o fogão, mas acho que vai ser comprado pela internet.

hoje precisamos fazer uma limpeza no apto antes que os móveis e eletros comecem a chegar amanhã. tô morta de cansaço nessa maratona, mas é preciso fazer o máximo possível enquanto tô aqui pra ajudá-lo.

e hoje acordei meio ruinzinha do nariz. ainda não identifiquei se é só alergia ou se pode ser uma gripe chatinha querendo me pegar. se for gripe, fudeu, porque ainda há muito por fazer e eu tenho que ir pra Belém no domingo pro Encontro Nacional da Associação Brasileira de Defesa. Deus me ajude!

o que eu também não entendo

não entendo esse Oceano Atlântico separando a gente. não entendo acordar do seu lado num dia e, no outro, dormir longe de você. não entendo te abraçar num segundo e no outro tomar um avião pra um destino diferente do seu. não entendo a distância. não entendo a separação física. não entendo esse amor que eu sinto por você.

não entendo ficar sem você.

não entendo passar duas semanas maravilhosas viajando com você e, em seguida, ficarmos tão longe. não entendo uma road trip tão maravilhosa acabar com uma separação compulsória assim. não entendo você longe de mim.

não quero mais ficar longe de você.

volta logo, chaveirinho. só assim eu vou parar de quebrar minha cabeça pra entender essa saudade imensa que eu sinto de você.

mas eu te amo. e é só por isso que eu aguento a espera: porque sei que ficar perto de você vale a pena tudo o que essa distância nos obriga a viver.

awesome face is awesome

eu provavelmente terei que atualizar esse post no futuro, já que outras fotos surgem desse jeito ~espontâneo~, mas eu já vou postar essa foto aqui, porque awesome face is awesome!

MWIB

Universal Studios, Orlando – FL, 25/jan/2013

e, né, tô com saudade de Orlando, pra variar só um pouquinho ❤

looks reais do dia a dia em Orlando

esse post é inspirado pelo post do Garotas Estúpidas, porque eu sou enxerida mesmo, e quero dar pitaco em tudo. e também foi uma boa desculpa esfarrapada pra falar um pouquinho mais de Disney, enquanto não me jogo de vez no carnaval (hoje tem!).

é também uma boa oportunidade de prestar mais um serviço de utilidade pública, combinado aos dois posts que publiquei lá no Viaje Sim! (que vocês podem ver aqui e aqui), pra quem por ventura for pra Disney e não tiver a menor ideia do que levar na mala pra andar confortável e curtir ao máximo os parques!

(vale lembrar que, enquanto guia, a minha cartela de cores fica sempre limitada ao verde + preto + cinza + branco, que são as cores da Point Travel. a camisa pólo branca que dá as caras no look é o uniforme da Point.)

a roupa que eu mais usei nessa última temporada em Orlando foi a combinação suéter térmico + calça legging (com uma calça térmica por baixo) + casaco térmico/corta-vento + botta UGG.

casaco Columbia, bolsa Disney, bota UGG, legging Shop 126, óculos Carrera

casaco Columbia, legging Shop 126, bota UGG

um dia de frio médio foi encarado com suéter + jaqueta de couro + calça jeans + All Star:

calça jeans Lucky Brand + suéter Hollister + jaqueta TopShop + bolsa Prada + tênis Converse All Star

dias ensolarados e sem vento só precisavam de um casaquinho mais leve pra manter a temperatura sob controle:

jaqueta Farm Adidas, calça jeans Lucky Brand, tênis Converse All Star, óculos American Eagle Outfitters

moletom e bolsa Disney, calça jeans Lucky Brand, tênis Converse All Star, óculos American Eagle Outfitters

como dá pra ver, o jeans e o All Star são as vedetes dos meus looks! e não só nessa última temporada, mas também em todas as outras vezes em que fui em janeiro. a calça legging também é muito parceira. já rolou também short jeans + meia calça (fio 80, por favor, porque eu sou friorenta e não gosto mesmo de sofrer de frio!), e também touquinhas e cachecóis fofos (lightweight ou pesados!).

tenho sempre na bolsa um arquinho ou uma faixa, e também muitos grampinhos e elásticos pra domar os fios rebeldes que adoram voar (e se embolar) nas montanhas russas.

o sol em Orlando é mesmo forte, e o protetor solar e protetor labial são indispensáveis. eu gosto do protetor solar da Neutrogena, e, pros lábios, Carmex ❤

eu não gosto de abusar muito de acessórios pra ir pros parques não. já perdi umas 3 pulseiras em Orlando, e, por isso, hoje me limito a brincos pequenos, relógio, um colarzinho (e meu escapulário, é claro), e a minha pulseira inseparável (que vai merecer um post só dela aqui em breve).

claro que eu estou esquecendo de alguma coisa, mas o básico já está aqui. naturalmente que tenho um número sem fim de leitores a menos do que o Garotas Estúpidas, por exemplo, mas esses looks que postei aqui – podem acreditar! – estão bem mais reais do que (por exemplo) botas de couro (furada! furada! furada detected!) pra andar o dia inteiro nos parques lindos e maravilhosos de Orlando.

ps: eu não sou contra as escolhas das roupas das blogueiras famosas e ricas pros parques. só quis mostrar o que a gente costuma usar de verdade quando está lá, o que mais vemos as pessoas usando, e o que traz mais conforto e segurança pra brincar!

notícias do mundo de lá de quem já está aqui

voltei, Brasil!

depois de praticamente um mês e meio fora de casa, acho que vou sossegar nessas terras um pouquinho.

essa viagem pra Orlando foi muito bacana, mas deu trabalho! e não foi pouco trabalho não!

por conta do mestrado (e da greve), demorei uns 2 meses pra conseguir de fato a liberação dos profs pra viajar, e, de lá, tive que enviar três trabalhos. os trabalhos estavam prontos, já que tinha feito tudo no período em que estava na África, e arrematado nos 3 dias e meio que fiquei em casa entre Zimbabwe-EUA. um dos trabalhos estava com uma introdução medonha, e eu só me dei conta disso na hora de mandar por email pro professor. ainda bem que me sobrava uns 20min antes de ir pro parque do dia e consegui escrever uma introdução ok. posso imaginar a cara desse professor lendo aquela introdução e depois o restante do trabalho…

o grupo foi bacana, mas não foi bacana o suficiente pra me deixar com vontade de continuar sendo guia. eu finalmente percebi que tá mesmo na hora de parar de brincar de guia. eu preciso mesmo focar no que eu quero de verdade pra minha vida. já era hora.

isso não significa que eu nunca mais vá voltar pra Orlando. isso está fora de cogitação! eu quero muito voltar muitas vezes pra lá, só não mais como guia. de agora em diante, quero só curtir e não ser responsável por mais ninguém além de mim mesma. quero escolher os brinquedos em que quero ir, quais brinquedos quero repetir; quero poder ignorar completamente aqueles brinquedos dos quais já cansei, ou os que sempre detestei.

fiz a minha despedida de guia, e aposentei a bandeirinha. de agora em diante, esses dias ficarão somente na memória. os tempos de guia serão memórias de um tempo feliz mas que precisou ter seu fim. agora é foco na tarefa e olho na missão!

as malas chegaram cheias – de histórias e de achados – e assim continuam mesmo 2 dias depois de ter “desembarcado” em casa. acontece que, enquanto fiquei fora,  meus pais decidiram reformar um dos banheiros daqui de casa, o que também resultou em reforma dos quartos e mudanças. a obra deveria ter terminado antes da minha chegada, mas é claro que atrasou. os gloriosos trabalhadores que estão aqui juram juradinho que terminam amanhã. Deus queira que sim. esse cheiro de cimento e de tinta não me faz nada bem. e a casa está uma bagunça sem fim!

sem contar que eu quero logo abrir minhas malas e tirar delas todas as tranqueiras (incríveis ou não) que eu comprei, pra mostrar pros meus pais e ver aquela cara de não-acredito-que-você-comprou-isso que só eles dois sabem fazer.

e o carnaval tá chegando! e isso é super motivo pra ficar feliz! carnaval é muito bacana! a UFF vai parar por uma semana, o que significa que, depois da próxima quinta, eu tô livre pra curtir a folia da melhor maneira possível. mais sobre isso num próximo post. sem spoilers!