Arquivo da categoria: notas mentais

desabafo

Cheguei em Brasília ontem, no vôo errado, mas na hora certa. E hoje já amanheci aqui no MRE, ansiosa por mexer nos arquivos que guardam tantas coisas preciosas pra minha dissertação.

Só que não consegui nada, até agora. Tô aqui há quase 4 horas, e nada. Aparentemente, o que eu preciso fica numa sessão diferente da qual eu tinha pensado – de acordo com as orientações recebidas – e eu ainda preciso de mais formulários e autorizações pra pesquisar.

Burocracia.

E isso só atrasa ainda mais a dissertação e a pesquisa. Falta pouco, mas o que falta é muito importante. E tá tudo aqui, no MRE, (quase) ao meu alcance.

Enquanto isso, a fome aumenta, a bateria do MacBook vai acabando, eu esqueci meu iPod em casa (na casa daqui, pelo menos), e deixei o cartãozinho da academia em Niterói.

Fevereiro, não seja tão cruel comigo assim.

PS:  Pra completar, sonhei que a Malévola tava atrás de mim. Sim, a Malévola da Bela Adormecida, essa mesma. Já é a segunda ou terceira vez que eu sonho que a Malévola tá querendo a minha cabeça. Vai entender.

notícias de um novo ano

Oi mundo! Quem me segue no instagram (@leticiatostes) já viu que eu vim pra Brasília ainda em dezembro de 2013 e continuo aqui, na saga pela dissertação (#pebvemquentequeeutofervendo) e também na arrumação da casinha. O cantinho aqui fica cada vez mais bacana, mas dá trabalho, viu.

Não tenho muitas novidades pra contar, não. O réveillon foi bem tranquilo, e tanto no dia 30/12/2013 quanto no dia 02/01/2014 eu fiquei na biblioteca (de onde escrevo neste exato momento) me divertindo estudando muito.

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#minhabolsaminhavida

E assim eu continuo, porque não tá fácil pra ninguém!

feliz 2014!

Um desejo pra esse ano:

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quase lá

último dia de novembro, tô quase lá.

dezembro vem chegando, tô quase lá.

aniversário, Natal, Ano Novo.

tô quase lá.

mas, hoje, ainda tô aqui.

eu não entendo as pessoas nos aeroportos

Hoje é segunda feira, tá um bom dia pra reclamar da vida. Afinal, é a primeira segunda feira do horário de verão, eu estou em Brasília, está um calor infernal, e várias coisas já deram errado hoje.

Pra vocês terem uma ideia, nos primeiros minutos do meu dia eu causei um curto circuito feio em casa, porque não vi que o fio tinha ficado dentro da grelha, e ele consequentemente fritou junto com o meu pão, e aí fez um barulho enorme e queimou e a casa toda apagou. Na mesma cozinha, horas depois, eu deixei a panela elétrica de arroz cair no chão não apenas uma, mas duas vezes, e, na segunda vez, ela quebrou. Dois prejuízos em um dia só. Bem assim.

Mas não é disso que eu quero reclamar agora. Eu quero compartilhar com vocês a minha agonia quanto ao comportamento de determinadas pessoas em aeroportos. Veja bem, eu não quero dizer que sou expert na rotina de aeroportos, mas, sim, tenho algum conhecimento de causa. São alguns anos viajando de avião pra lá e pra cá, de dentro do Brasil pra fora, de fora pra dentro, etc; são anos observando os comportamentos alheios em aeroportos, sem entender muito bem o porquê de determinadas atitudes/escolhas.

no aeroporto

Sem mais delongas, aqui vai uma lista explicada das coisas que eu não entendo no comportamento das pessoas em aeroportos.

1- Figurino

Aeroportos não são os lugares mais confortáveis do mundo. Além disso, nunca podemos contar com a pontualidade dos vôos/conexões; a gente nunca sabe quando aquele vôo Rio-SP (ou, como acontece frequentemente na minha vida nos últimos tempos, Rio-BSB/BSB-Rio) que não deveria tomar mais de 2h do meu tempo (considerando chegar uma hora antes do vôo, mais os 45min de vôo Rio-SP, mais uma eventual espera de malas) pode se tornar uma experiência de muitas horas. Diante de situações assim, que podem causar transtorno, a gente não vai querer se preocupar com a roupa, né? É fundamental estar confortável.

oi?

oi?

Eu simplesmente não entendo quem vai pro aeroporto com roupa colada (calça ou vestido/saia), salto alto, decotão, toda maquiada como se estivesse indo pra noitada. E, acreditem, é mais comum do que se pensa. Não quer dizer que a pessoa deva ir zoada pro aeroporto, mas acho que, na escolha do look o conforto tem que estar sempre em primeiro lugar. Um decote enorme no aeroporto pode revelar mais do que se quer, quando menos se espera. Uma roupa colada pode subir enquanto você tá puxando as suas malas, e não conseguiria ajeitar o que foi pro lugar onde Minha dica é achar um sapato que não aperte, uma calça que te dê mobilidade suficiente, e também ter sempre a mão algo que possa te proteger do ar condicionado gelado dos aviões.

2- Mala de mão oversized

As companhias aéreas estabelecem um limite de tamanho e peso para bagagens de mão. Aqui no Brasil tá ficando cada vez mais difícil embarcar com malas de mão, por conta das restrições – mas quem vai direto pro portão não faz nem ideia disso. E tem gente que simplesmente não respeita o tamanho máximo das malas de mão. Isso é um problema pra quem carrega e pros outros passageiros por motivos de: além de ser difícil de encaixar a mala no bagageiro, a tal mala pode ocupar muito mais do que o espaço destinado inicialmente pra uma só bagagem, restringindo o espaço que outros passageiros poderiam usar.

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3- Mais malas de mão do que o permitido

Isso é outra coisa que me incomoda muito. Eu entendo – e acho mais do que justo – que as companhias aéreas restrinjam a bagagem de bordo a uma mala de mão e um item pessoal. A verdade é que isso é mesmo o suficiente pra que você faça uma viagem curta, ou mesmo acomode seus objetos de valor e uma (ou duas) muda(s) de roupa pro caso de extravio de bagagem. Mas eu vejo muita gente em aeroporto que abusa. Outro dia, numa das minhas idas e vindas de Rio-BSB, uma moça entrou no avião com 5 itens de mão. Veja bem, CINCO ITENS DE MÃO. Ela tinha uma bolsa pessoal, uma mala de rodinhas, uma mochila, e duas sacolas de compras.

Gente, isso é o cúmulo do exagero/falta de consideração com os outros passageiros. Pra essa pessoa guardar todos os seus itens de mão, obrigatoriamente vai ocupar o lugar que seria destinado às bagagens de bordo de outro passageiro. E nenhum funcionário da companhia aérea falou nada – o que eu achei ainda mais absurdo.

4- Embalar malas nos plásticos

Eu me senti obrigada a abrir um tópico só pra falar nisso. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que mala foi feita pra ser destruída. Não adianta quanto cuidado a gente tenha, ela não vai durar linda e limpinha e inteira por muito tempo. Já tive mala que durou 10 anos, já tive mala destruída na primeira viagem. E embalar em plástico é apenas um gasto desnecessário (a menos que o seu destino seja algum lugar na África, aí realmente eu recomendo – um dia eu conto o porquê, num post do viajante geek). Já vi muita gente embalando mala, gastando uns 50 reais (ou até mais, dependendo do aeroporto gringo), pra proteger algo que foi feito para ser destruído. Apenas aceite que sua mala foi feita para ser destruída, compre uma mala barata (ou invista numa com garantia) e liberte-se dessa neura.

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5- Salto alto

Eu sempre fico muito muito incomodada quando vejo alguém em aeroporto de salto alto. Não sei se é porque eu abomino esse tipo de sapato, mas a simples ideia de usar salto pra viajar é inconcebível pra mim. Gente, já é ruim de carregar bagagem de sapato sem salto, imagina de salto? Se o vôo atrasa, já é ruim ficar esperando, imagina de salto?

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Ok, tem gente que sai do aeroporto direto pra uma reunião, e não pode se dar o luxo de chegar de tênis num ambiente de trabalho, mas acho que rola substituir o salto por uma sapatilha – pelo menos nas horas de aeroporto. É só guardar o salto na mala de mão e trocar quando chegar no destino – elas existem pra isso.

6- Fotógrafos

Eu não consigo me lembrar de nenhuma viagem saindo ou chegando no Santos Dumont em que eu não tenha visto alguém famoso (ou alguma sub celebridade). E sempre tem um paparazzo atrás, tentando um bom clique do dito cujo. Eu entendo que é o trabalho deles, e que tem gente que gosta de ver fotos dos artistas na vida real, na rotina de aeroporto, mas tem uns fotógrafos que perdem a noção. Aconteceu comigo: na busca de uma foto perfeita de uma artista, um paparazzo simplesmente bloqueou o portão de acesso à sala de embarque. Não dá pra entender.

7- Fila no gate 

Isso é outra coisa que não faz o menor sentido. Por que raios as pessoas formam filas nos portões de embarque muito tempo antes do mesmo ser anunciado? É esquisito demais. Cada um tem o seu lugar marcado, e o avião não vai sair dali sem ninguém – ou melhor, o avião não vai decolar sem que seja anunciada a última chamada para embarque. Não é mais fácil ficar sentado, aguardando a chamada do seu grupo de embarque? Eu acho.

caos

caos

8- Guardar a mochila no bagageiro

De volta à bagagem e ao bagageiro, eu não consigo entender quem viaja com uma mochila e/ou uma bolsa pessoal como bagagem de mão e não coloca embaixo da poltrona na sua frente. É tão mais prático e mais rápido, e ainda deixa mais espaço livre pra quem leva uma mala de rodinhas, ou uma mala de mão que não cabe em baixo da poltrona.

9- Gente que perde a paciência

Tem gente que simplesmente não aceita o fato de que shit happens. Se acontece na vida, acontece no aeroporto. Num aeroporto, o mais importante é não perder a calma. Se você vai fazer isso lendo um livro, ou lendo uma revista, ou ouvindo música, ou mexendo no seu tablet/notebook, não importa. Mas, por favor, não perca a paciência, e não faça escândalo. É feio, e incomoda a todos a sua volta. Pense que o avião não atrasou só pra você, e que tem mais gente na mesma situação. Não adianta reclamar com o funcionário se o painel mostrar que o seu vôo tá atrasado, ou mesmo sem previsão de embarque.

Eu já vi casos em aeroportos em que foi preciso chamar a polícia federal para acalmar um sujeito exaltado que gritava com funcionários da companhia aérea. O negócio foi tão feio que o cara quase foi impedido de embarcar. Além disso, a confusão ainda fez com que o vôo atrasasse ainda mais, depois de um atraso de mais de 3 horas.

pessoas em Aeroporto

Tem aqueles que perdem a paciência esperando a bagagem na esteira. Gente, não adianta: é muita mala pra pouco funcionário e pra pouca esteira. Alguma mala vai ter que demorar. Ao invés de reclamar que tá demorando, concentre em desejar que a mala chegue. Melhor ficar esperando a mala por um tempo e ela chegar, do que simplesmente ter a bagagem extraviada.

10- Malas sem rodinhas 360º

Não dá pra entender quem ainda vive sem uma dessas. Além de serem um milhão de vezes mais fáceis de empurrar, elas costumam ser infinitamente mais leves. É tão fácil de carregar que muitas vezes não é nem preciso pegar um daqueles carrinhos de aeroporto pra empurrar.

depois do Rock in Rio 2013

dois finais de semana de festival, muito dinheiro gasto (tô pobre num grau que vocês não fazem ideia), e poucas horas de sono depois, cá estou eu pra contar da minha experiência no Rock in Rio.

(ok, eu demorei 1 semana pra começar esse post contando do Rock in Rio, mas tá tranquilo. a dissertação exige e a gente cumpre e larga o blog de lado d: é a vida.)

acabou que fui 3 dias ao festival: os planejados (e previamente anunciados aqui) 14 e 21, e também dia 20. teve uma venda especial acho que 1 mês antes do Rock in Rio, e eu aproveitei a oportunidade pra comprar um ingresso do dia 20 pra minha cunhada, porque ela queria ir nesse dia mas não conseguiu comprar no dia da venda normal (é, naquele dia louco que eu fiquei quase 4h pra conseguir comprar os ingressos do dia 14, já que graças a Deus eu tinha comprado Rock in Rio Card e marcado pro dia 21), mas ela não conseguiu vir de SP pra ir no dia 20, então acabou que eu fui. fiquei mortinha mortinha mas curti demais!

companheiros do dia 14: Dani, Leo, e Gabriel!

companheiros do dia 14: Dani, Leo, e Gabriel!

companheiros do dia 20: Leo e Gabriel!

o companheiro do dia 21: Felipe ~meu amor~ Ortega

o companheiro do dia 21: Felipe ~meu amor~ Ortega

mas, nem tudo são flores, e eu confirmei minhas opiniões antigas, além de perceber outras graves falhas do festival. vou tentar organizar o pensamento pra comentar tudo. vou tentar.

a Cidade do Rock: é bacana, bem mais bacana do que eu pensava, mas bem menor do que eu esperava. quando eu via da tv, parecia que a extensão do gramado diretamente na frente do Palco Mundo era muito maior, mas na verdade a Cidade do Rock cresce “pros lados”. embora seja extremamente comercial e a galera fique enlouquecida correndo atrás dos brindes, eu curti a ideia dos stands de marcas parceiras do Rock in Rio.

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  • no dia 14, eu fui no box da Niely, onde tinha uma espécie de salão de beleza com um menu de penteados, e aproveitei pra prender o cabelo bem bonitinho, e foi ótimo porque ficou bem preso mesmo até chegar em casa, mesmo depois de pular e dançar muito nos shows da Florence e do MUSE. e é claro que eu esqueci de tirar foto só do penteado, né. foi ótimo também porque eu ganhei várias amostras de shampoo e condicionador e a minha pão durice agradece xD vale a pena dizer que nesse dia eu demorei muito pra entrar na Cidade do Rock porque tive que andar até láááá do outro lado, com um sol queimando a minha cuca, pra buscar o tal ingresso do dia 20, porque não tinha opção de entregar em casa quando da compra. enquanto andava, ainda do lado de fora da Cidade do Rock, deu pra ouvir -pelo menos isso- a banda cover dos Beatles que ficava tocando por lá. bacaninha.
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esperando pra ser penteada pelos profissionais da Niely (ó, moço, eu não quero passar nada colorido nem brilhoso no meu cabelo não, tá?)

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depois de penteada, eu virei ~caixinha~! (x mas eu achei super esquisito me ver numa caixa de tintura já que, né, eu não uso essas coisas na minha juba (ainda, porque eu sei que o dia dos cabelos brancos vai chegar e eu vou acabar tendo que pintar as madeixas)

  • no dia 20, eu aproveitei um pouquinho pra passear pela Rock Street e vi os stands da Ipanema e da Rider, mas só de fora, porque estavam super lotados. queria ter ido, pelo menos, na roda gigante do Itaú, mas a fila tava mais do que imensa e eu não tava querendo esperar lá não. o cabum do Trident também tava impráticável. gente, que filas eram aquelas? gostei dos tonéis da Heineken que ficavam lá pro final da Rock Street, perto da Tenda Eletrônica. eu mal cheguei perto da Tenda Eletrônica, mas, de longe, parecia um brinquedo, ou um ET, sei lá. acho que combinava com a vibe.

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cervejinha cervejinha

cervejinha cervejinha

  • o dia 21 foi o mais tranquilo de tempo pra andar: foi o dia que cheguei mais cedo na Cidade do Rock, e deu pra andar um pouquinho mais. foi o único dia que consegui andar a Cidade do Rock inteira. logo que cheguei, fui pra Rock Street, e curti um showzinho enquanto tomava um Sorvete Itália (gente, 5 reais um potinho de sorvete, é por isso que tô pobre). depois fui andando em direção ao oooutro lado da Cidade do Rock, crente que talvez pudesse andar na montanha russa da Chilli Beans, mas não rolou. o máximo que consegui foi pegar uma das bandanas ~bonitinhas~ que eles estavam distribuindo (se bem que a bandana combinava muito mais com a vibe do dia anterior, Bon Jovi e tal, mas tá valendo). dei uma passadinha também no stand da Shell, mas a brincadeira era pra tirar foto. no Submarino (aliás, acho que nunca tinha visto uma loja física do Submarino!), dava pra jogar guitar hero com uma guitarra de verdade – mas, de novo, tava super concorrido. só nesse dia que eu fui ver que na Delta dava pra fazer bag tags com uma foto tirada na hora, e eu adorei a ideia e fiquei doida pra fazer, mas a fila era maior do que a vontade. então a gente acabou optando pela preguiça, ficar deitado/sentado na grama, essas coisas (e vamos levar em conta que eu tinha ido na véspera, dormi menos de 5h entre um dia e outro de festival, e já estava com o tornozelo super estourado).
fazendo gordice com o sorvete overpriced

fazendo gordice com o sorvete overpriced

51h

de boua na lagoua Cidade do Rock

os shows no Palco Sunset: assisti alguns dos shows nesse palco. ao contrário do que eu pensava, a gente realmente tem que andar um pouquinho entre o Palco Sunset e o Palco Mundo. ponto pro Rock in Rio. o problema é que o som do Palco Sunset é muito muito ruim, e, se você não ficar na direção das caixas de som, não vai ouvir muito bem os shows. dos shows que vi nesse palco, gostei bastante da homenagem a Raul Seixas com os Detonautas, mas o melhor foi, sem dúvida, o show do Offspring. mas o som tava péssimo, porque aquele palco era pequeno demais pra todo mundo que queria ver os caras tocando. #offspringnopalcomundo

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Palco Sunset, ainda com sol

Palco Sunset de noite

Palco Sunset

os shows no Palco Mundo: uma coisa que sempre me irritou no Rock in Rio era a ideia de passar o tempo todo de um festival de frente pra um único palco. na minha cabeça, isso é o tipo de coisa que não faz o menor sentido. eu acho que festival requer mobilidade. nesse ano, tinha um intervalo bem grande entre o primeiro e o segundo show do Palco Mundo, em que se encaixava o último show do Sunset. foi o caso da hora do show do Offspring -entre Capital Inicial e 30 Seconds do Mars no palco Mundo-, mas a mobilidade foi péssima, porque a Cidade do Rock não foi pensada pra esse formato: ela “afina” exatamente onde seria o “corredor” entre os palcos, e ainda tem uma parada mega imensa da Heineken que é da saída da tirolesa (que teve um dia que teve fila de 6h). sem contar todo o povo que fica por ali mesmo no Palco Mundo porque não quer perder o lugar que já escolheu pra ficar pros próximos shows. de resto, o palco é bem bacana, e eu vi ótimos shows lá. nenhum dia eu fiquei suuuuper perto do palco, sempre preferia ficar mais do meio pra trás, e as vezes rolava até um espacinho extra pra dançar mais um pouco.

  • dia 14: vou ser muito muito sincera: Capital Inicial foi uma decepção, porque eu esperava um show incrível, tipo o que eles fizeram no Rock in Rio 2011 (pra vocês terem uma noção, naquele dia eu fiquei dançando sozinha em casa vendo pela tv). mas, na verdade, foi um show tipo montanha russa, com muito sobe e desce, e, quando todo mundo empolgava alguma música, vinha alguma em seguida cortando o clima. enfim, fiquei decepcionada. 30 Seconds to Mars foi aquela coisa não fede nem cheira; eu já tinha ouvido algumas músicas dos caras, tenho alguns discos no iTunes, mas não era uma banda que me chamava a atenção, e continuou assim mesmo depois do show. as duas únicas músicas que eu posso dizer que de fato gosto (The Kill e Kings and Queens) não foram tocadas – ok, houve uma menção a The Kill quando o carinha foi lá pra tirolesa, mas pra mim foi insuficiente. o show da Florence e a sua máquina (ok, ok, Florence + the Machine) foi muito incrível, quase transcendental. a Florence parecia estar super feliz, pulando e correndo de um lado pro outro, como se estivesse se divertindo muito mesmo. foi, pra mim, um show redondinho, não senti falta de nenhuma música. adorei You’ve Got the Love e Dog Days Are Over (já pode considerar clássico?!). aí, depois do show incrível da Florence, entraram os headliners da noite: MUSE. cara, que show foda. foi muito bom, muito bom mesmo. colocar SupremacySupermassive Black Hole logo no comecinho do show foi ótimo pra empolgar logo, e eu acho que os caras fazem um rock ‘n roll bem bacana, quase próximo ao som do Pink Floyd (veja bem, eu disse quase próximo, eu sei que uma comparação dessas é meio foda, mas, guardadas as devidas proporções, eu acho que dá pra entender do que eu estou falando). gostaria que eles tivessem tocado também Undisclosed Desires e I Belong to You/Mon Cœur S’ouvre à ta Voix, porque eu gosto muito delas, mas a falta dessas músicas não comprometeu o show. deixar Madness pro finzinho do show foi coisa de gênio, amei, e teria adorado participar da ação dos pequenos cartazes escritos “I need your love”.
Capital Inicial

Capital Inicial

30 Seconds to Mars

30 Seconds to Mars

Florence + the Machine

Florence + the Machine

MUSE

MUSE

  • dia 20: quando o Frejat acabou de fazer o show dele, eu virei pros meus amigos e disse “tá ótimo, já vi um show maravilhoso, já posso ir embora“. o cara arrasou (e, não, não é só a super fã do Barão Vermelho/Frejat falando, o show foi incrível mesmo, tava todo mundo comentando). sério, eu não vi NINGUÉM PARADO durante o show, mesmo ao tocar a música nova de trabalho (O Amor É Quente), bem pouco conhecida entre o público presente. o melhor guitarrista do Brasil escolheu um setlist maravilhoso, não se atendo apenas às suas músicas ou às músicas do Barão; meu coração bateu MUITO MUITO FORTE quando ele tocou Não Quero Dinheiro (Eu só quero amar) do Tim Maia. eu me arrisco a dizer que essa é a minha música favorita do Tim Maia, e poder ouvi-la na voz do Frejat foi super especial. e, fechar o show com Pro Dia Nascer Feliz, putz, f-o-d-a. como se eu já não fosse super fã do cara, ele vai lá e arrasa no Rock in Rio. aí veio Matchbox 20, com um show ok, um show honesto. explico: eu não conheço muito a banda, como a maioria das pessoas que lá estavam (eu observei). pra não dizer que eu só conhecia as duas músicas (Unwell e Disease) que foram pra trilhas sonoras de novelas da Globo, eu também reconheci She’s so Mean, que eu provavelmente ouvi em alguma rádio em alguma viagem pros EUA, ou sei lá aonde. então o show foi mesmo honesto, agradou os fãs de plantão, e passou bem o tempo de quem tava simplesmente lá assistindo e curtindo a vibe. eu só não entendi porquê o vocalista cortou o cabelo, ele era bem gatinho nos clipes com o cabelo maiorzinho, ficou esquisito de cabelo muito curto. agora, um show que me surpreendeu foi o do Nickelback: primeiro porque eu não fazia a menor ideia de que sabia de cor tantas músicas da banda, segundo porque tinha muito muito fã por lá, terceiro porque o show foi super bacana! alguém deve ter falado pra eles todas as músicas que bombavam na MTV e no TVZ, não é possível! eles apostaram nos hits, e foram pouquíssimas as músicas que foram cantadas só pelos fãs (e era exatamente aí que você separava os fãs do restante da galera). foi um show que me deu vontade de ouvir mais as músicas da banda, mesmo que eu me atenha aos hits. quando Bon Jovi entrou no palco, a gente já tava quente quente, pronto pra ferver com muito rock ‘n roll. eu confesso que senti falta de Missunderstood, e mais falta ainda de I’ll Be There for You (gente, e o Bon Jovi tem música mais linda do que essa?) mas foi um show bem redondo, daqueles que ficam marcados pra sempre. eu tinha dado uma olhada na setlist que ele andava seguindo nos últimos shows e foi mais ou menos a mesma coisa, sendo que o momento mais incrível foi quando nós, o povo, conseguimos fazer a banda tocar Always, que eu não lembro de ter visto nas mencionadas setlists. foi emocionante nível ~tears~ (e, sério, eu vi muita gente chorando, emocionada com o momento). nesse dia, eu fui embora com a sensação de que tinha curtido um bom dia de shows.
Frejat

Frejat

Matchbox 20

Matchbox 20

Nickelback

Nickelback

Bon Jovi

Bon Jovi

  • dia 21: esse era o dia mais esperado pra mim, por motivos de John Mayer. eu amo gosto muito muito muito muito desse homem (rola ciúmes quando eu digo que amo ele ou que amo o Rupert Grint xD ) há muitos anos, e eu esperei quase 13 anos pra vê-lo ao vivo. pois é, o meu primeiro registro de ter ouvido uma música do John Mayer já tem quase 13 anos. mas o dia todo de festival tinha shows bacanas no line up. o show do Skank foi puro amor, adorei que teve participação especial de Emicida e Nando Reis (em momentos distintos). eu nunca tinha ido a um show do Skank, e foi muito especial ver ao vivo a banda do meu primeiro CD de rock da vida (o meu primeiro CD, primeiro mesmo, foi de Sandy e Junior, porque, né, eu era louca por eles quando tinha 6 ou 7 anos). é o tipo de banda que não fica velha no meu coração e eu mal posso esperar pela oportunidade de vê-los de novo. daí veio Phillip Phillips, que fez um show bem bonitinho. ah, vai, o cara é um fofo, e eu achei super bacana ele vir, já que ele tem aberto os shows da turnê “Born and Raised” do John. eu baixei o disco dele antes do Rock in Rio mas não cheguei a ponto de decorar todas as músicas. o ponto alto foi mesmo quando ele começou a entoar Home, que é a música que entrou pra trilha sonora da novela Sangue Bom. ele me pareceu um bom músico, e eu acho que tem futuro. aí, depois dele, veio o muso, o maravilhoso, o meu amor John Mayer ❤ eu sabia que o show seria menor do que o habitual da turnê “Born and Raised“, mas, fã que sou, amei de todo jeito. e tinha como não amar? ele começou o show com a música que eu escolhi pra tocar quando peguei o meu diploma de RI (No Such Thing) e, ali, ele me ganhou (como se fosse preciso me ganhar, eu já sou dele -hehehe- há quase 13 anos). daí pra frente, foi música maravilhosa atrás de música maravilhosa, e, quando vi, ele já tava começando a tocar Gravity. mas, antes de falar sobre Gravity, vamos mencionar o momento em que ele jogou pro público decidir se ele ia tocar Vultures ou Stop this Train, porque o tempo do show já tava acabando. eu falei “ai, John, toca as duas! toca qual você quiser!” mas acabou vencendo Stop this Train. e, olha, foi lindo. e Gravity, ah, Gravity foi um momento lindo, ele tacou a guitarra no chão, fez um solo imenso, super inspirado, super maravilhoso, jogado naquele tapetinho que eu vi tantas vezes em tantos DVDs e vídeos do YouTube. não tinha jeito de terminar melhor um show – quer dizer, eu preferia que ele simplesmente não tivesse terminado o show, eu poderia ter ficado por lá mais 1 semana ouvindo ele tocar todas as músicas de todos os discos e fazendo solos intermináveis. pra mim, o John consegue juntar muitas das virtudes do Jimi Hendrix com uma pegada pop/folk que super funciona. e, ah, muso maravilhoso ❤ quero que ele volte logo pra cá! e, ó, pode ficar aqui na minha casa, tá, John? depois do show dele, eu já tava super acabada, sem voz nenhuma (eu perdi a voz na segunda ou terceira música e continuei cantando e tal), e meu tornozelo tava doendo demais (mas isso vai ser pauta pra outro post, porque esse aqui já tá grande demais -isso porque eu estou tentando resumir as coisas), e, convenhamos, eu já estava em plenitude, mas ainda vinha The Boss pra fechar o Palco Mundo. esse show eu vi só um pedacinho ao vivo, e depois vi pela tv, mas me arrependi um tiquinho bastante de não ter forçado a barra pra ficar até o final. o que eu ouvi, eu gostei bastante. o Bruce Springsteen tem uma energia absurda no palco, e a E Street Band é fantástica. foi, enfim, um dia incrível, com shows incríveis, e eu saí de lá muitíssimo satisfeita.
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Skank

Phillip Phillips

Phillip Phillips

John Mayer

John Mayer

Bruce Springsteen (and the E Street Band)

Bruce Springsteen (and the E Street Band)

os preços e os perrengues: cara, que porra é essa de pagar 5 reais em um copinho de sorvete? e 12 reais em um cone de batata frita? e 10 reais num copo de Heineken (ou 9, se você fosse até uma das lanchonetes pra comprar)? tudo bem que os preços nesses eventos são mais caros, mas, porra, precisava aumentar tanto o preço da cerveja? no Lollapalooza de 2012 (e soube que no Rock in Rio de 2011 também), um copo de Heineken era 7 reais (ou 8 na mão dos carinhas que vendem no meio da galera). também era caro, mas, vá lá, ainda pagável. ah, sim, sobre os banheiros: muita gente comentou de problemas nos banheiros e tal, mas eu acho que dei muita sorte, porque, pra mim, tava ótimo. os banheiros estavam limpos todas as vezes que fui, sempre tinha papel higiênico, sempre tinha sabonete pra lavar as mãos, sempre tinha papel toalha, e sempre tinha gente limpando os boxes! sem contar que a iluminação tava ajudando muito (eu lembro que no Lollapalooza foi bem difícil ir no banheiro químico na escuridão). ou seja: a coisa que eu mais temia de perrengue foi super tranquila, pelo menos pra mim. é claro que tinha filas nos banheiros – mas, porra, isso sempre tem né. as filas pra comprar comida também estavam bem aturáveis. e, bem, eu levei tanto biscoito que quase não precisei comprar comida.

#bolsistasofre

#bolsistasofre

os looks: eu escolhi roupas bastante confortáveis para os dias de festival, todas dentro do meu estilo, e pensando mais no frio que eu poderia sentir de noite do que nas horas de sol que antecederiam a madrugada.

  • no dia 14, eu arrisquei uma muscle tee da Espaço Fashion que eu usei muito pouco desde que comprei, com um bralet estampado de flores da Farm, pra ficar confortável e curtir numa boa sem me preocupar com o que poderia eventualmente aparecer. o short é da 284, cheio de spikes  ❤ nos bolsos. a camisa xadrez é da Farm (essa camisa já tá quase andando sozinha, é muito xodó), e a bolsa de franjas e ~studs~ é da PacSun (quando eu comprei essa bolsa eu falei que ela seria a minha bolsa de festival). meia calça fio 80 pra segurar a friaca da noite, e bota da Forever 21 pra manter os pés quentinhos e protegidos. os óculos escuros são da American Eagle Outfitters.
a única foto onde aparece o bralet da Farm é essa, onde estou agarrando o príncipe regente xD

a única foto onde aparece o bralet da Farm é essa, onde estou agarrando o príncipe regente xD

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  • no dia 20, fui bem mais básica, porque soube meio que de última hora que eu iria no lugar da minha cunhada. combinei a blusa do Led Zeppelin com short jeans de estrelinhas da Shop 126, e o ~toque especial~ ficou por conta dos dois cintos da C&A. nos pés, o All Star cinza da Converse. óculos escuros da Urban Outfitters, com a meia calça e a bolsa que voltaram pra Cidade do Rock. de noite, entrou em cena o tricot listrado p&b da Farm, e o óculos de grau Marc Jacobs – a melhor sacada de todos os tempos pra não cansar mais ainda os olhos com as lentes de contato.

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quem acha que eu tirei essa foto pra mostrar que o Harry Potter foi pra Cidade do Rock levanta a mão o/

quem acha que eu tirei essa foto pra mostrar que o Harry Potter foi pra Cidade do Rock levanta a mão o/

quando a noite caiu, tricôzin pra esquentar a friorenta

quando a noite caiu, tricôzin pra esquentar a friorenta

  • no dia 21, eu acho que eu pirei muito no look, mas acabou dando certo! combinei um vestidinho estampado de flores e caveiras da H&M com camisa xadrez cinza com aplicação de tachinhas também da H&M e parka estampada de cavalinhos da Farm. pode parecer exagero, mas na véspera eu senti tanto frio por lá que eu preferi não arriscar. também fui com chapéu de feltro da Farm, o mesmo óculos da véspera e a mesma bolsa da véspera, e de meia calça, e com a botinha da Forever 21 outra vez (essa bota é mega confortável, tô #chatiada que ela tá ficando velhinha demais).
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de dia, o truque foi amarrar a camisa e a parka na cintura

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combinação das estampas: o vestido, a camisa, a parka, e o lenço com estampa da bandeira do UK que fez as vezes de canga

combinação das estampas: o vestido, a camisa, a parka, e o lenço com estampa da bandeira do UK que fez as vezes de canga

  • em todos os dias, a make foi bem simples: lápis waterproof nos olhos, lip balm, e muito protetor solar! e, ah, claro: muitas muitas pulseiras junto do relógio da Casio! #armparty

a conclusão: curti muito o festival, e não me arrependo de ter ido. além de ter visto shows muito bons, foi ótimo poder quebrar algumas opiniões que eu tinha, e também confirmar outras. pode ser que eu morda a minha língua, mas eu acho que em 2015 eu não volto não. veremos. #provemewrong #idareyou

o resumo: depois de um post desse tamanho (cara, eu escrevi muito, como pode?), eu posso resumir o Rock in Rio que eu vivi com essas fotos:

rock on.

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~vamo pulá~

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a little bit of ~rock and roll~ is what the whole year is all about

sobre sinusite e frustrações

Eu não me considero uma pessoa extremamente saudável, mas também não sou doente sempre. Acho que sou só uma herdeira das doenças respiratórias do meu pai que, não satisfeita em herdá-las, acabei ~aperfeiçoando~ a sinusite, a rinite, a asma, e todas as muitas alergias. Pai, te amo muito, mas eu preferia não ter herdado essas características tão marcantes. Na verdade, eu queria só a sua inteligência, tava de bom tamanho já.

Enfim. Nessa última semana, tive uma crise como não tinha há, sei lá, uns 5 anos. Acho que desde que operei pra tirar o desvio de septo e limpar os cornetos, aos 18, não tinha uma crise assim. Foi crise de não agüentar esperar o meu otorrino, que não por acaso é meu primo, e que me conhece bem o suficiente pra receitar tudo o que eu preciso por telefone, poder me atender depois de um dia de centro cirúrgico.

Quarta feira eu tava tão ruim mas tão ruim que fui numa clínica que atende emergências aqui em Niterói, meio perto de casa, rezando pra encontrar algum otorrino que não fosse muito louco, nem muito são, mas apenas acertasse o suficiente nos medicamentos pra me dar um alívio. Por sorte, foi isso mesmo que aconteceu!

A médica bacana que me atendeu diagnosticou como uma forte crise de sinusite, e me deu uns remédios que fazem efeito.

Mas, porra, voltei pra casa com uma receita com 6 remédios diferentes – 5 dos quais eu nunca tinha usado na vida. E, cara, eu sou escolada nesse negócio de remédio pras vias respiratórias. Fora esses 6 da receita, eu ainda continuei usando mais 2 que já fazem parte da minha rotina, pra garantir que eu conseguiria respirar um tiquinho que fosse.

Eu detesto a sensação de não respirar. É horrível. E eu fico tossindo porque não respiro direito e resseca a garganta, e eu sou ruim de beber água, e eu fico cansada demais.

Na quinta a noite, mesmo fazendo uso de um tanto de remédio assim, e de um tanto de remédio que dá sono – porque, imagina, esses remédios já dão sono sozinhos, imagina misturados num McMenu combinado de drogas? Fico chapada fácil fácil -, e eu não conseguia dormir porque não conseguia respirar. Naquele dia eu cheguei num desespero tal que, depois de quase 2h tentando buscar o ar sem conseguir, eu comecei a chorar. Ok, eu sou chorona mesmo, mas você já ficou sem respirar? Você sabe o que é não conseguir sentir o ar chegando aos seus pulmões?

Cara. É foda.

As frustrações foram começando por aí. Com tanto remédio, eu simplesmente não consigo raciocinar direito. Eu fico chapada num grau que, pra escrever uma frase com sentido, eu demoro mais de 10min, e tenho que reler umas 3 vezes pra ver se tá ok (eu nem sei quanto tempo mais eu tô demorando pra escrever essas linhas aqui, e também tô ficando com preguiça de revisar – afinal, quem lê isso aqui mesmo?). Tentei umas 5x continuar a escrever o artigo que tá pertinho do deadline, mas cadê que eu consigo? Salvei tudo o que escrevi no melhor estilo a esperança é a última que morre.

Afinal, tanto artista bom que escreve músicas incríveis quando tá drogado – vai que eu escrevi alguma coisa que preste sob efeito de corticoides, cortisonas e afins? Tô tão louca nesse nível, querendo comparar assim as minhas drogas de farmácia/drogaria.

E, porque não agüento fazer muita coisa, passo quase o dia todo vendo tv ou dormindo mesmo. Ontem eu fui dormir 9 da noite, chapada de sono como se tivesse chegado de uma noitada as 5 da manhã. 9 da noite de um sábado, e eu estava DORMINDO. Eu tenho 23 anos? Ou tenho 93?

Tento ler um livro ou outro, e até comprei umas versões novas de ebooks, pra evitar o contato com papel que sempre guarda uma poeirinha safada que atrapalha ainda mais a recuperação. Mas, olha, já bati com o iPad mini tantas vezes na cara tentando ler, que não sei como não tô com um galo enorme na cabeça. Ainda bem que é o mini, se fosse o grande mesmo, porra, já era.

Ontem tava com tanta falta de ar que apelei pro Aerolin – a famosa bombinha pra asma. E hoje, pra completar, acordei menstruada, com mega dor (ai, cólica, por que não me largas?), e ainda tive que mandar o tylenol pra dentro.

E aí veio outra senhora frustração: mesmo sem me preparar adequadamente – como fazê-lo durante o mestrado? Não dá não, eu não sou de ferro – hoje eu deveria estar lá no Centro do Rio fazendo a primeira fase do CACD.

CARA, EU TO FRUSTRADA NUM GRAU QUE NINGUÉM CALCULA.

Porque, assim, de todo modo, é menos um ano na minha conta de anos que tenho pra passar pro IRBr. Mesmo que fosse ínfima a minha chance de, numa prova hoje, me dar , eu sei que essa chance existia – se eu estivesse bem de saúde, conseguindo discernir direitinho o a do b. Mas, não, é claro que eu tinha que estar toda fodida tomando 10 remédios (acho que são 10 né? Ou eu perdi a conta?), com cólica, sem respirar direito, e ainda por cima parecendo uma velhinha que só quer cama e cobertor e chá quentinho.

Essa prova, que já não seria nada fácil pra mim em condições normais, ainda é um desafio maior pela minha ansiedade sempre alta e pela minha dificuldade patológica em fazer provas. Perder um ano na conta – ainda que um ano só de experiência mesmo, ainda que um ano sem grandes expectativas – é foda. Tô frustrada, tô frustrada mesmo. Mas tenho que lidar com a frustração né – não tem jeito.

Eu sei que existe muita coisa muito pior do que isso tudo acontecendo com pessoas que sofrem muito mais do que eu. Graças a Deus, eu tenho pai e mãe que cuidam de mim, compram remédios, fazem de um tudo pra que eu fique melhor. Mas essas doenças respiratórias que não tem cura, que dão crise a hora que bem entendem, sem se preocupar se vão atrapalhar o meu cronograma ou não, são muito muito chatas.

Ai, Deus, dai-me forças pra aceitar essas coisas… e também multiplica o tempo pra ver se eu dou conta de tudo que tem pra fazer? Sei que tô pedindo muito mas, Papai do Céu, Você sabe como é, eu preciso acabar esse mestrado e virar gente.