Arquivo da categoria: devaneios

sobre morar em Niterói e morar em Brasília

quando moro em Niterói, meus pés são o principal meio de transporte. quando moro em Brasília, meus pés são as quatro rodas do meu carro.

quando moro em Brasília, o céu é azul todo dia. quando moro em Niterói, o céu muda de cor todo dia.

em Brasília ou em Niterói, o céu tem várias cores todos os dias.

quando moro em Niterói, a umidade me faz espirrar. quando moro em Brasília, o clima seco faz o nariz sangrar.

quando moro em Brasília, não preciso lavar o cabelo todo dia. quando moro em Niterói, é muita oleosidade, muita agonia.

quando moro em Niterói, quero aproveitar pra passear. quando moro em Brasília, a minha vida é só estudar.

quando moro em Brasília, OS X. quando moro em Niterói, Windows.

quando moro em Niterói, UFF. quando moro em Brasília, Clio.

quando moro em Brasília, as quatro estações do ano acontecem em um dia. quando moro em Niterói, as estações se confundem em vários dias.

quando moro em Niterói, TV. quando moro em Brasília, biblioteca.

quando moro em Brasília, me sinto livre em meio a tanto verde, mas sinto falta de praia. quando moro em Niterói, não dou bola pra praia.

quando moro em Niterói, banho. quando moro em Brasília, água.

quando moro em Brasília, não se fala em quarteirões – se fala em quadras. quando moro em Niterói, falo de ruas.

quando moro em Niterói, acordo cedo porque eu quero. quando moro em Brasília, acordo cedo porque preciso.

quando moro em Brasília, me falta tempo pra tudo. quando moro em Niterói, também.

quando moro em Niterói, vejo prédios altos demais. quando moro em Brasília, acho os prédios pequenos demais.

quando moro em Brasília, vejo uma cidade organizada demais. quando moro em Niterói, acho que a cidade precisava de mais organização.

quando moro em Niterói, os prédios são altos, fazem sombra, cortam o vento. quando moro em Brasília, os prédios são horizontais demais.

quando moro em Brasília, tudo é muito longe, e 3km é perto. quando moro em Niterói, 3km é longe, e tudo é muito mais perto.

quando moro em Niterói, tomo café fresco. quando moro em Brasília, tomo suco.

quando moro em Brasília, faço compra de mercado. quando moro em Niterói, já tem tudo no armário.

quando moro em Niterói, sou filha. quando moro em Brasília, sou mulher.

quando moro em Brasília, me dá saudade de Niterói. quando moro em Niterói, me dá saudade de Brasília.

quando as coisas começam a melhorar

E aí que segunda feira a gente pensa “poxa, mas já? Cadê meu final de semana que tava aqui?”, acreditando que esse dia não vai ter nada de bom. Por sorte, a minha segunda feira foi bem melhor do que eu esperava.

Comecei a semana enfurnada nos arquivos do MRE e estou com as mãos e o nariz cheios de poeira – mesmo usando luvas e máscara de proteção. Vou ter que me entupir de remédios mas – who cares? – tô feliz da vida. Finalmente tô começando a achar as pecinhas que faltam ao meu quebra cabeça chamado dissertação. E, ó, eu acho que vai ficar bacana, viu.

To empolgada – ainda bem. Imagina se eu estivesse frustrada, ou desanimada com a minha pesquisa?!

E eu continuo viciada em Let it Go — gente, será que eu nunca vou me cansar dessa música? Resposta: não.

desabafo

Cheguei em Brasília ontem, no vôo errado, mas na hora certa. E hoje já amanheci aqui no MRE, ansiosa por mexer nos arquivos que guardam tantas coisas preciosas pra minha dissertação.

Só que não consegui nada, até agora. Tô aqui há quase 4 horas, e nada. Aparentemente, o que eu preciso fica numa sessão diferente da qual eu tinha pensado – de acordo com as orientações recebidas – e eu ainda preciso de mais formulários e autorizações pra pesquisar.

Burocracia.

E isso só atrasa ainda mais a dissertação e a pesquisa. Falta pouco, mas o que falta é muito importante. E tá tudo aqui, no MRE, (quase) ao meu alcance.

Enquanto isso, a fome aumenta, a bateria do MacBook vai acabando, eu esqueci meu iPod em casa (na casa daqui, pelo menos), e deixei o cartãozinho da academia em Niterói.

Fevereiro, não seja tão cruel comigo assim.

PS:  Pra completar, sonhei que a Malévola tava atrás de mim. Sim, a Malévola da Bela Adormecida, essa mesma. Já é a segunda ou terceira vez que eu sonho que a Malévola tá querendo a minha cabeça. Vai entender.

vamos falar sobre liquidações

No post onde contei um tiquinho sobre as minhas mini férias de janeiro, eu “reclamei” sobre os preços das coisas lá pelas bandas dos EUA. Falei que podia ser impressão minha ou exagerado pela alta do dólar, e contei que não achei os preços tão convidativos quanto de outras vezes.

Pois bem, minha gente, isso não aconteceu só lá na América do Norte não. Nos meus passeios pelas lojas em liquidação, o susto foi constante.

Lembro de uma época em que descontos de 50% nas liquidações correspondiam a grandes descontos – grandes mesmo! A queda nos preços realmente fazia valer a pena montar o guarda-roupa com essas promoções, ou (quase sempre no meu caso) arrematar aquelas peças que faltaram ao longo da coleção.

Andando por aí, vejo várias lojas que anunciam descontos de ATÉ 50%, 60%, ou 70%. Entro nas lojas, com vontade de gastar dinheiro com achadinhos e novidadinhas que incrementem o meu guarda roupa e a minha vida, mas não encontro nada. E não é só porque eu tô achando as coisas meio esquisitas não: os preços não estão nada convidativos.

É, gente. Eu, que sou consumista de carteirinha, não estou conseguindo comprar nadinha nessa época de liquidação porque os preços estão absurdos até pra quem, como eu, ama comprar. Além do absurdo dos preços, as coleções que estão sendo liquidadas agora foram lançadas ainda no inverno, então tenho peças delas dentro do meu armário há, pelo menos, 6 ou 7 meses. Ou seja: eu já estou meio enjoada também da cara dessas roupas, e não acho que valha a pena desembolsar uma grana considerável em peças que já estão outdated.

E isso é outra coisa que fode com a minha cabeça. Cara, lançaram coleções de verão em pleno inverno. E, em pleno verão, as temperaturas lá em cima, e que assim ficarão por algum tempo ainda, as lojas liquidam suas peças da estação e algumas já lançam o seu outono/inverno em previews ou coleções completas mesmo. Isso é muito esquizofrênico!!!

As lojas tem jogado os preços das coleções lá em cima e, quando chega a liquidação, mesmo com descontos de 70%, tudo fica muito caro. E aí a gente fica se sentindo meio roubado, meio frustrado, meio feito de bobo, meio não-sei-o-que, enquanto eles continuam lucrando montes com descontos que não são feitos pra acabar com os estoques das lojas, mas sim pra ver quem ainda aguenta pagar um tanto por uma peça que já passou de 6 a 8 meses nas araras das lojas.

flocos de neve de uma aventura congelante

Comentei no post passado que fui assistir FROZEN com a mamãe nos cinemas assim que cheguei da viagem, e que eu tinha ficado apaixonada pela história – e pelas músicas, pelos personagens, etc.

Aí eu estava hoje fazendo a minha habitual ronda pela internê quando encontrei essas imagens de flocos de neve recortados à mão com inspiração na história congelante:

Anna, Elsa & Olaf ❤

esse é pra brincar de “encontre o Olaf” (x

o meu favorito, com o perfil da Elsa ❤

E, ainda no assunto #frozenfandom, esses desenhos de Arendelle congelaram aqueceram o meu coração!

Quem acha que eu tô muito apaixonada por essa história levanta a mão o/

PS: quem assistir FROZEN nos cinemas pode ver o curta Get a Horse! com Mickey e Minnie antes do começo do filme! É fofo demais, começa em P&B e depois…

(;

quase lá

último dia de novembro, tô quase lá.

dezembro vem chegando, tô quase lá.

aniversário, Natal, Ano Novo.

tô quase lá.

mas, hoje, ainda tô aqui.

eu não entendo as pessoas nos aeroportos

Hoje é segunda feira, tá um bom dia pra reclamar da vida. Afinal, é a primeira segunda feira do horário de verão, eu estou em Brasília, está um calor infernal, e várias coisas já deram errado hoje.

Pra vocês terem uma ideia, nos primeiros minutos do meu dia eu causei um curto circuito feio em casa, porque não vi que o fio tinha ficado dentro da grelha, e ele consequentemente fritou junto com o meu pão, e aí fez um barulho enorme e queimou e a casa toda apagou. Na mesma cozinha, horas depois, eu deixei a panela elétrica de arroz cair no chão não apenas uma, mas duas vezes, e, na segunda vez, ela quebrou. Dois prejuízos em um dia só. Bem assim.

Mas não é disso que eu quero reclamar agora. Eu quero compartilhar com vocês a minha agonia quanto ao comportamento de determinadas pessoas em aeroportos. Veja bem, eu não quero dizer que sou expert na rotina de aeroportos, mas, sim, tenho algum conhecimento de causa. São alguns anos viajando de avião pra lá e pra cá, de dentro do Brasil pra fora, de fora pra dentro, etc; são anos observando os comportamentos alheios em aeroportos, sem entender muito bem o porquê de determinadas atitudes/escolhas.

no aeroporto

Sem mais delongas, aqui vai uma lista explicada das coisas que eu não entendo no comportamento das pessoas em aeroportos.

1- Figurino

Aeroportos não são os lugares mais confortáveis do mundo. Além disso, nunca podemos contar com a pontualidade dos vôos/conexões; a gente nunca sabe quando aquele vôo Rio-SP (ou, como acontece frequentemente na minha vida nos últimos tempos, Rio-BSB/BSB-Rio) que não deveria tomar mais de 2h do meu tempo (considerando chegar uma hora antes do vôo, mais os 45min de vôo Rio-SP, mais uma eventual espera de malas) pode se tornar uma experiência de muitas horas. Diante de situações assim, que podem causar transtorno, a gente não vai querer se preocupar com a roupa, né? É fundamental estar confortável.

oi?

oi?

Eu simplesmente não entendo quem vai pro aeroporto com roupa colada (calça ou vestido/saia), salto alto, decotão, toda maquiada como se estivesse indo pra noitada. E, acreditem, é mais comum do que se pensa. Não quer dizer que a pessoa deva ir zoada pro aeroporto, mas acho que, na escolha do look o conforto tem que estar sempre em primeiro lugar. Um decote enorme no aeroporto pode revelar mais do que se quer, quando menos se espera. Uma roupa colada pode subir enquanto você tá puxando as suas malas, e não conseguiria ajeitar o que foi pro lugar onde Minha dica é achar um sapato que não aperte, uma calça que te dê mobilidade suficiente, e também ter sempre a mão algo que possa te proteger do ar condicionado gelado dos aviões.

2- Mala de mão oversized

As companhias aéreas estabelecem um limite de tamanho e peso para bagagens de mão. Aqui no Brasil tá ficando cada vez mais difícil embarcar com malas de mão, por conta das restrições – mas quem vai direto pro portão não faz nem ideia disso. E tem gente que simplesmente não respeita o tamanho máximo das malas de mão. Isso é um problema pra quem carrega e pros outros passageiros por motivos de: além de ser difícil de encaixar a mala no bagageiro, a tal mala pode ocupar muito mais do que o espaço destinado inicialmente pra uma só bagagem, restringindo o espaço que outros passageiros poderiam usar.

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3- Mais malas de mão do que o permitido

Isso é outra coisa que me incomoda muito. Eu entendo – e acho mais do que justo – que as companhias aéreas restrinjam a bagagem de bordo a uma mala de mão e um item pessoal. A verdade é que isso é mesmo o suficiente pra que você faça uma viagem curta, ou mesmo acomode seus objetos de valor e uma (ou duas) muda(s) de roupa pro caso de extravio de bagagem. Mas eu vejo muita gente em aeroporto que abusa. Outro dia, numa das minhas idas e vindas de Rio-BSB, uma moça entrou no avião com 5 itens de mão. Veja bem, CINCO ITENS DE MÃO. Ela tinha uma bolsa pessoal, uma mala de rodinhas, uma mochila, e duas sacolas de compras.

Gente, isso é o cúmulo do exagero/falta de consideração com os outros passageiros. Pra essa pessoa guardar todos os seus itens de mão, obrigatoriamente vai ocupar o lugar que seria destinado às bagagens de bordo de outro passageiro. E nenhum funcionário da companhia aérea falou nada – o que eu achei ainda mais absurdo.

4- Embalar malas nos plásticos

Eu me senti obrigada a abrir um tópico só pra falar nisso. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que mala foi feita pra ser destruída. Não adianta quanto cuidado a gente tenha, ela não vai durar linda e limpinha e inteira por muito tempo. Já tive mala que durou 10 anos, já tive mala destruída na primeira viagem. E embalar em plástico é apenas um gasto desnecessário (a menos que o seu destino seja algum lugar na África, aí realmente eu recomendo – um dia eu conto o porquê, num post do viajante geek). Já vi muita gente embalando mala, gastando uns 50 reais (ou até mais, dependendo do aeroporto gringo), pra proteger algo que foi feito para ser destruído. Apenas aceite que sua mala foi feita para ser destruída, compre uma mala barata (ou invista numa com garantia) e liberte-se dessa neura.

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5- Salto alto

Eu sempre fico muito muito incomodada quando vejo alguém em aeroporto de salto alto. Não sei se é porque eu abomino esse tipo de sapato, mas a simples ideia de usar salto pra viajar é inconcebível pra mim. Gente, já é ruim de carregar bagagem de sapato sem salto, imagina de salto? Se o vôo atrasa, já é ruim ficar esperando, imagina de salto?

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Ok, tem gente que sai do aeroporto direto pra uma reunião, e não pode se dar o luxo de chegar de tênis num ambiente de trabalho, mas acho que rola substituir o salto por uma sapatilha – pelo menos nas horas de aeroporto. É só guardar o salto na mala de mão e trocar quando chegar no destino – elas existem pra isso.

6- Fotógrafos

Eu não consigo me lembrar de nenhuma viagem saindo ou chegando no Santos Dumont em que eu não tenha visto alguém famoso (ou alguma sub celebridade). E sempre tem um paparazzo atrás, tentando um bom clique do dito cujo. Eu entendo que é o trabalho deles, e que tem gente que gosta de ver fotos dos artistas na vida real, na rotina de aeroporto, mas tem uns fotógrafos que perdem a noção. Aconteceu comigo: na busca de uma foto perfeita de uma artista, um paparazzo simplesmente bloqueou o portão de acesso à sala de embarque. Não dá pra entender.

7- Fila no gate 

Isso é outra coisa que não faz o menor sentido. Por que raios as pessoas formam filas nos portões de embarque muito tempo antes do mesmo ser anunciado? É esquisito demais. Cada um tem o seu lugar marcado, e o avião não vai sair dali sem ninguém – ou melhor, o avião não vai decolar sem que seja anunciada a última chamada para embarque. Não é mais fácil ficar sentado, aguardando a chamada do seu grupo de embarque? Eu acho.

caos

caos

8- Guardar a mochila no bagageiro

De volta à bagagem e ao bagageiro, eu não consigo entender quem viaja com uma mochila e/ou uma bolsa pessoal como bagagem de mão e não coloca embaixo da poltrona na sua frente. É tão mais prático e mais rápido, e ainda deixa mais espaço livre pra quem leva uma mala de rodinhas, ou uma mala de mão que não cabe em baixo da poltrona.

9- Gente que perde a paciência

Tem gente que simplesmente não aceita o fato de que shit happens. Se acontece na vida, acontece no aeroporto. Num aeroporto, o mais importante é não perder a calma. Se você vai fazer isso lendo um livro, ou lendo uma revista, ou ouvindo música, ou mexendo no seu tablet/notebook, não importa. Mas, por favor, não perca a paciência, e não faça escândalo. É feio, e incomoda a todos a sua volta. Pense que o avião não atrasou só pra você, e que tem mais gente na mesma situação. Não adianta reclamar com o funcionário se o painel mostrar que o seu vôo tá atrasado, ou mesmo sem previsão de embarque.

Eu já vi casos em aeroportos em que foi preciso chamar a polícia federal para acalmar um sujeito exaltado que gritava com funcionários da companhia aérea. O negócio foi tão feio que o cara quase foi impedido de embarcar. Além disso, a confusão ainda fez com que o vôo atrasasse ainda mais, depois de um atraso de mais de 3 horas.

pessoas em Aeroporto

Tem aqueles que perdem a paciência esperando a bagagem na esteira. Gente, não adianta: é muita mala pra pouco funcionário e pra pouca esteira. Alguma mala vai ter que demorar. Ao invés de reclamar que tá demorando, concentre em desejar que a mala chegue. Melhor ficar esperando a mala por um tempo e ela chegar, do que simplesmente ter a bagagem extraviada.

10- Malas sem rodinhas 360º

Não dá pra entender quem ainda vive sem uma dessas. Além de serem um milhão de vezes mais fáceis de empurrar, elas costumam ser infinitamente mais leves. É tão fácil de carregar que muitas vezes não é nem preciso pegar um daqueles carrinhos de aeroporto pra empurrar.

quando eu vi Mayer pela primeira vez

é claro que eu não ia me dar por satisfeita com o post que fiz sobre o Rock in Rio quando o assunto é John Mayer. afinal, eu esperei quase 13 anos pra ver o meu muso em um show ao vivo, e as emoções são grandes demais pra não dissertar sobre elas por aqui.

o show foi reprisado há uns dias pelo Multishow, e eu assisti, é claro. e me emocionei de novo. e chorei de novo. e me arrepiei de novo. gente, aquele homem toca fundo na minha alma com as músicas dele. sempre foi assim. a música dele parece que vem do fundo do coração dele e toca direto no meu. não é a toa que teve uma época que eu dedicava uma categoria aqui do blog só pra ele, com o nome dele. aliás, de onde foi que surgiu a ideia de tirar essa categoria do ar? eu hein.

enfim. John Mayer no Rock in Rio. a primeira vez que eu vi John num palco na minha frente. uau.

quando ele entrou no palco, eu fiquei sem ar. eu tinha acabado de dizer pro Felipe o quanto eu queria que ele tocasse “No Such Thing”, e ele vai lá e começa o show com essa música, com a música que eu escolhi pra marcar o momento de receber o meu diploma, de encarar o real world. depois, “Wildfire”, que já é uma das minhas favoritas do disco novo. meu Deus, como pode alguém fazer uma música de amor tão fofinha e que dá tanta vontade de dançar como o John fez “Wildfire”? aí veio “Queen of California”, com uma das minhas frases favoritas de canções de todos os tempos (I’m headin’ out west with my headphones on, boarding a flight with a song in the back of my soul that no one knows). como se não bastasse, eis que o John resolveu tocar “I Don’t Trust Myself (With Loving You)”, que eu nunca imaginei ouvir ao vivo nem nos meus sonhos mais lindos. daí veio “Half of my Heart”, que, eu confesso, eu tinha implicância por causa da participação da Taylor Swift, mas que, quando ouço as versões ao vivo, eu sempre gosto. daí depois foi aquela porrada na cabeça com “Slow Dancing in a Burning Room”, que me faz chorar simplesmente todas as vezes que eu ouço. gente, dói o coração ouvir essa música, e agora eu tenho lembranças ao vivo pra reforçar essa dor. quando veio “Your Body is a Wonderland”, eu já tava completamente entregue, e o interlúdio (meio improvisado?) de “Neon” me deixou ainda mais emocionada. sim, eu queria ter ouvido “Neon” inteira ao vivo, e não só um pedacinho, mas prefiro um petisco do que simplesmente morrer de fome. “Daughters” foi aquele ~momento ownti~, e eu não pude deixar de pensar quantas mil pessoas ali presentes não tinham conhecido o meu John por causa dessa música quando ela fez parte da trilha sonora de uma novela das 8 há uns anos atrás. acho que é por isso que eu tenho um tico de remorso dessa música hehehe mas, ok, eu gosto dela (porque né não tem nenhuma música do John que eu não goste). depois o John tocou “Waitin’ on the World to Change”, que eu também adoro, e sempre penso nos meus amigos quando ouço essa música – e lá no show não foi diferente. aí vem o John tocar fundo o meu coração com “Dear Marie”, que desde a primeira vez que eu ouvi o Paradise Valley eu adorei porque tocou o meu coração, e ele ainda disse que essa música significava muito pra ele ❤ gente, como não amar muito?! como se não bastasse, veio outro momento ownti da noite: ouvindo os clamores da platéia, e ciente de que não tinha muito tempo, meu John pediu pra gente decidir se queria ouvir “Vultures” (prevista no setlist) ou “Stop this Train”, e a segunda ganhou. eu queria ter ouvido as duas né xD mas o John é tão bonzinho que não quis desrespeitar o Bruce que vinha depois dele e não alongou o show além do previsto. pena. “Why Georgia”, essa fofa, sempre mexe comigo, sempre me faz pensar if I’m living it right. e, pra fechar o show, “Gravity”. na falta do que dizer sobre esse momento maravilhoso na minha vida, eu deixo aqui o vídeo:

o setlist foi perfeito, é claro. foi pequeno pro show que eu queria ver, mas foi perfeito. e acho que foi perfeito porque o John encaixou muitos e muitos solos de guitarra inspiradíssimos nas músicas. e fechar com esse solo de “Gravity” com a guitarra no chão, meu Deus do céu, eu fico sem ar só de pensar.

eu nunca vou esquecer a noite em que vi John Mayer na minha frente, ainda que de longe. e eu nunca vou sossegar enquanto não for a um show dele com duração mínima de 3 horas e que eu assista da primeira fileira.

John, meu muso, meu amor, me aguarde. se Deus quiser, ainda vamos nos ver muito pelos palcos dessa vida.

não há limites para a gordice

eu vou fazer um post muito rápido e muito pequeno (até porque a bateria do MacBook tá acabando e eu tô com preguiça de ir buscar a fonte), porém necessário.

eis que, buscando fotos do meu amor ❤ criança, eu descobri essa foto em um dos álbuns da minha cunhada:

gordice

gordice

poderia ser ~apenas~ mais uma foto minha fazendo gordice – acho que é o que mais existe por aí nessa vida – mas, infelizmente, essa não é uma foto qualquer.

veja bem, eu estava no Palácio do Itamaraty, na formatura da turma de 2010 do Instituto Rio Branco (aka turma do meu amor), e este momento foi eternizado pra sempre com esta foto:

repetindo: gordice

é meio foda pensar que para sempre existirá um registro meu fazendo gordice em pleno Palácio do Itamaraty. é quase um atestado da minha gordice. vamos reparar bem na minha concentração no que quer que seja que eu estava comendo, e nas minhas bochechas infladas de comida que já estava na boca, e na minha preparação para já colocar mais comida na boca.

quer dizer. foda.

se bobear, podem até usar essa foto contra mim na cerimônia de posse quando eu passar pro IRBr. já pensou? a Dilma tá lá, linda, e de repente projetam essa imagem na parede. e na formatura? tipo, sei lá, o Lula me entregando a medalha por ter sido a melhor aluna da turma (cês tão vendo que eu tô sonhando pacas nesse parágrafo né?) e aí PÁ tá lá essa foto projetada na parede.

ou seja: vergonha.

eu devia pensar mais nessa vergonha posterior que eu posso acabar sentindo quando eu fico comendo sem parar por essa vida.

e vamos pro “rock”, bebê

todo mundo sabe da birra que eu tenho com o Rock in Rio (se não sabe, clica aqui e lê o que eu já escrevi sobre o festival em 2011). mas, esse ano, eu resolvi deixar a birra de lado, como eu anunciei em 2011 que poderia eventualmente fazer, e vou curtir os dois sábados de festival. acontece que, nesse ano, eu fui positivamente surpreendida por um line-up que, de fato, privilegia o rock. dos 7 dias de festival, 5 são dedicados ao rock n roll nas suas muitas variações.

pra falar a verdade, eu gostei do line up num grau que gostaria de ir, além dos dois sábados, nas noites de Metallica, Bon Jovi e Iron Maiden. mas, além de não ter grana, já foi difícil conseguir ingresso pra dois dias, que dirá cinco. e, vamos combinar, cada ingresso tava caro pra caramba,

falando em caro, já fiquei sabendo que um copo de Heineken tá custando R$10,00. DEZ REAIS. DEZ FUCKING REAIS PRA UM COPO DE CERVEJA. tá foda a vida. #bolsistasofre

ah, já fiquei sabendo também que tem fila de 6h pra brincar na tirolesa (que eu não tenho vontade de ir), e uma média de 2h de espera pra brincar nos outros brinquedos (pretendo ir pelo menos na roda gigante, veremos).

é claro que pretendo registrar aqui minhas impressões e experiências no festival, mas eu quis registrar antes da farra começar que eu vou pro Rock in Rio ver rock n roll, esperando ser surpreendida de forma tal que as minhas birras acabem.

e vamos pro rock, bebê!