Arquivo do dia: outubro 3, 2013

quando eu vi Mayer pela primeira vez

é claro que eu não ia me dar por satisfeita com o post que fiz sobre o Rock in Rio quando o assunto é John Mayer. afinal, eu esperei quase 13 anos pra ver o meu muso em um show ao vivo, e as emoções são grandes demais pra não dissertar sobre elas por aqui.

o show foi reprisado há uns dias pelo Multishow, e eu assisti, é claro. e me emocionei de novo. e chorei de novo. e me arrepiei de novo. gente, aquele homem toca fundo na minha alma com as músicas dele. sempre foi assim. a música dele parece que vem do fundo do coração dele e toca direto no meu. não é a toa que teve uma época que eu dedicava uma categoria aqui do blog só pra ele, com o nome dele. aliás, de onde foi que surgiu a ideia de tirar essa categoria do ar? eu hein.

enfim. John Mayer no Rock in Rio. a primeira vez que eu vi John num palco na minha frente. uau.

quando ele entrou no palco, eu fiquei sem ar. eu tinha acabado de dizer pro Felipe o quanto eu queria que ele tocasse “No Such Thing”, e ele vai lá e começa o show com essa música, com a música que eu escolhi pra marcar o momento de receber o meu diploma, de encarar o real world. depois, “Wildfire”, que já é uma das minhas favoritas do disco novo. meu Deus, como pode alguém fazer uma música de amor tão fofinha e que dá tanta vontade de dançar como o John fez “Wildfire”? aí veio “Queen of California”, com uma das minhas frases favoritas de canções de todos os tempos (I’m headin’ out west with my headphones on, boarding a flight with a song in the back of my soul that no one knows). como se não bastasse, eis que o John resolveu tocar “I Don’t Trust Myself (With Loving You)”, que eu nunca imaginei ouvir ao vivo nem nos meus sonhos mais lindos. daí veio “Half of my Heart”, que, eu confesso, eu tinha implicância por causa da participação da Taylor Swift, mas que, quando ouço as versões ao vivo, eu sempre gosto. daí depois foi aquela porrada na cabeça com “Slow Dancing in a Burning Room”, que me faz chorar simplesmente todas as vezes que eu ouço. gente, dói o coração ouvir essa música, e agora eu tenho lembranças ao vivo pra reforçar essa dor. quando veio “Your Body is a Wonderland”, eu já tava completamente entregue, e o interlúdio (meio improvisado?) de “Neon” me deixou ainda mais emocionada. sim, eu queria ter ouvido “Neon” inteira ao vivo, e não só um pedacinho, mas prefiro um petisco do que simplesmente morrer de fome. “Daughters” foi aquele ~momento ownti~, e eu não pude deixar de pensar quantas mil pessoas ali presentes não tinham conhecido o meu John por causa dessa música quando ela fez parte da trilha sonora de uma novela das 8 há uns anos atrás. acho que é por isso que eu tenho um tico de remorso dessa música hehehe mas, ok, eu gosto dela (porque né não tem nenhuma música do John que eu não goste). depois o John tocou “Waitin’ on the World to Change”, que eu também adoro, e sempre penso nos meus amigos quando ouço essa música – e lá no show não foi diferente. aí vem o John tocar fundo o meu coração com “Dear Marie”, que desde a primeira vez que eu ouvi o Paradise Valley eu adorei porque tocou o meu coração, e ele ainda disse que essa música significava muito pra ele ❤ gente, como não amar muito?! como se não bastasse, veio outro momento ownti da noite: ouvindo os clamores da platéia, e ciente de que não tinha muito tempo, meu John pediu pra gente decidir se queria ouvir “Vultures” (prevista no setlist) ou “Stop this Train”, e a segunda ganhou. eu queria ter ouvido as duas né xD mas o John é tão bonzinho que não quis desrespeitar o Bruce que vinha depois dele e não alongou o show além do previsto. pena. “Why Georgia”, essa fofa, sempre mexe comigo, sempre me faz pensar if I’m living it right. e, pra fechar o show, “Gravity”. na falta do que dizer sobre esse momento maravilhoso na minha vida, eu deixo aqui o vídeo:

o setlist foi perfeito, é claro. foi pequeno pro show que eu queria ver, mas foi perfeito. e acho que foi perfeito porque o John encaixou muitos e muitos solos de guitarra inspiradíssimos nas músicas. e fechar com esse solo de “Gravity” com a guitarra no chão, meu Deus do céu, eu fico sem ar só de pensar.

eu nunca vou esquecer a noite em que vi John Mayer na minha frente, ainda que de longe. e eu nunca vou sossegar enquanto não for a um show dele com duração mínima de 3 horas e que eu assista da primeira fileira.

John, meu muso, meu amor, me aguarde. se Deus quiser, ainda vamos nos ver muito pelos palcos dessa vida.

10 dicas para curtir Orlando ao máximo

Eu dei muita sorte nessa vida de ter sido convidada pra ser guia pra Orlando quando tinha 18 pra 19 anos. Na época, eu já contabilizava 4 viagens pra cidade, e já conhecia bem os parques, mas continuava encantada com as muitas possibilidades de diversão que me eram oferecidas. É claro que eu agarrei a oportunidade, e tá difícil largar o osso mesmo tantos anos depois. De 2009 a 2013, já levei muitos grupos pra lá, e me diverti muito com todos eles.

~apenas guiando!~

bandeirinha em mãos: ~apenas~ guiando! (x

Tô querendo fazer uma série especial de posts sobre os parques aqui pro blog, mas vou dedicar o post do viajante geek dessa semana falando do destino a partir de 10 dicas pra quem quer curtir Orlando ao máximo.

  1. Programe-se para passar pelo menos um dia inteiro em cada parque temático: eles são enormes e são muitas atrações pra curtir, e você certamente deverá aproveitar tudo. Os parques aquáticos podem ser combinados a parques temáticos ou tardes de compras, mas, pra isso, programe dias extras. Dias de chegada e partida não devem incluir idas aos parques temáticos. É por isso que um programa com guia não costuma ter menos do que 14 dias. No período que compreende o Natal e o Reveillón, os parques ficam muito cheios. Se programar a sua primeira viagem para Orlando nessa época, procure ficar pelo menos uns 10 dias do Ano Novo por lá, pra aproveitar mais os parques, que já estarão mais vazios. E, independente da época, sente-se junto à World Showcase Lagoon em EPCOT pra observar o por do sol.
  2. Os hotéis dentro dos complexos são caros e nem sempre oferecem o melhor custo-benefício. Já fiquei em um hotel dentro da Disney em que tinha que andar o equivalente a uns 3 quarteirões pra comprar meu café da manhã, e a food court estava sempre cheia. Os hotéis parceiros da Disney ou da Universal, que ficam fora dos complexos, costumam oferecer café da manhã continental incluído na diária, e o padrão dos hotéis não varia muito (ok, os resorts da Disney e da Universal são temáticos, mas se você não é Disneyfreak não precisa dormir e acordar com Mickeys na sua frente, ou tomar banho num banheiro com azulejos do Mickey). Pessoalmente, gostei mais de ficar em hotéis parceiros do que num resort da Disney (e eu sou Disneyfreak assumida!). Além disso, se possível, dê preferência a hotéis que não tem múltiplas portas de entrada e onde a entrada para os quartos fique em corredores fechados.
  3. O clima em Orlando é bem seco o ano inteiro. As temperaturas do verão de Orlando são bem altas, variando geralmente entre os 33ºC e 40ºC (só que eu já peguei 45ºC na sombra, juro). Já no inverno, geralmente ficam entre os 14ºC e 22ºC, embora algumas frentes frias cheguem sem aviso e derrubem a temperatura pra menos de 10ºC (ou até 0ºC, mas com ínfimas chances de neve), ou massas de ar quente aumentem pra até 27ºC ou 30ºC. Sim, o clima é bem louco. Pro inverno, o segredo é levar (ou comprar lá, porque são muito baratas) roupas térmicas; pro verão, shorts e roupas bem leves, e uma capa de chuva sempre à mão. E, em qualquer estação, os seus melhores amigos serão: a garrafa de água, o protetor solar, e o protetor labial.
  4. Deixe a preguiça no Brasil: acorde cedo e chegue nos parques na hora em que eles abrem, e só saia na hora em que eles fecham. É o melhor jeito de curtir tudo – inclusive a iluminação noturna dos parques, que é de arrepiar. O Magic Kingdom, por exemplo, abre as 8 da manhã, e os personagens vão saudar os guests na entrada do parque, fazem countdown e tudo mais; é uma verdadeira festa, e você não vai nem se lembrar de que dormiu pouco. Magic Kingdom, EPCOT e Hollywood Studios tem shows noturnos que misturam pirotecnia e projeções de imagens que vão fazer você se emocionar (o show noturno em EPCOT é na World Showcase Lagoon que eu já mencionei ali em cima, então é só chegar um pouquinho mais cedo, sentar-se junto ao lago, e curtir a vista enquanto espera o início do IllumiNations). Não se esqueça de conferir os horários dessas atrações, bem como dos desfiles e shows nos timetables.
  5. Sempre que chegar aos parques, pegue um mapa e um timetable. Em seguida, marque um horário e um ponto de encontro na entrada do parque com aqueles que estão te acompanhando. Os parques são enormes, há muito o que fazer, e sem uma programação, coisas fantásticas (como o show de dublês Lights, Motors & Action no Hollywood Studios ou o divertido show do Beetlejuice na Universal Studios) podem ficar de fora do seu dia. Vigilância constante!
  6. Ao chegar em Orlando, vá o mais rápido possível ao Wal Mart mais próximo e compre uns snacks, água e capas de chuva. Os hotéis costumam dispor de frigobar e micro-ondas, e, como é permitido entrar nos parques com pequenos lanches, pode-se fazer uma economia bacana – e empregar os recursos escassos (também chamados de “dinheiro”, “Obamas”, ou “dólares”) em comprinhas. Wal Mart e Target são ótimos também pra comprar souvenires (chaveiros podem ser comprados por cerca de 3 dólares, enquanto, nos parques, custam o dobro ou o triplo).
  7. Se você não quer se estressar com absolutamente nada, compre um pacote numa agência da sua preferência e vá acompanhado por um guia. Se o seu guia for realmente bom, você disfrutará de confortos que fazem toda a diferença. Um exemplo clássico de conforto são os fastpasses (também conhecidos como “fura filas”, disponibilizados gratuitamente nos parques da Disney em atrações muito populares): os fastpasses são conseguidos com os ingressos de admissão aos parques, e, com eles, você terá uma hora específica naquele dia para entrar num determinado brinquedo ou atração numa fila mais rápida (por exemplo: Splash Mountain, 10:32am-11:32am); se você for desacompanhado de guia, terá que se preocupar em ir buscar fastpass e depois voltar pra outra atração, e esperar dar a hora do fastpass, e pode parecer uma barata tonta dentro do parque; se o seu guia for bacana e experiente (duas características importantes!), ele (ou ela) saberá administrar o tempo no parque de maneira que você aproveite os brinquedos sem ficar ziguezagueando pelo parque feito barata tonta, seguindo um roteiro que, no final das contas, você vai perceber que fez o parque fazer sentido.
  8. Sim, os parques fazem sentido. O Walt Disney não planejou o Magic Kingdom, por exemplo, de qualquer maneira: ele queria contar uma história para os visitantes. Se começar o passeio pela Tomorrowland, e der uma volta em círculo no parque, você terminará o dia passando pelo velho oeste em Frontierland e encontrando os Piratas do Caribe em Adventureland. Se, ao contrário, começar o dia em Adventureland, vai perceber que está numa viagem do tempo, chegando, ao final do dia, ao mundo do amanhã (Tomorrowland). Bem mais legal, né? É outro diferencial de ir pra Orlando acompanhado de um guia: porque temos (ui!) experiência, podemos seguir um roteiro dentro do parque de forma que você se encante ainda mais com a experiência, e até compartilhamos informações que nem sempre são amplamente divulgadas.
  9. Desde a abertura do Wizarding World of Harry Potter, em 2010, a Universal Orlando tem atraído muito mais visitantes do que nos anos anteriores a essa invenção maravilhosa (sim, eu sou apaixonada por Harry Potter e quase tive um troço de felicidade quando descobri que abriria uma área temática num dos meus parques favoritos de Orlando, e quase enfartei na primeira vez que fui lá), embora o complexo Disney ainda atraia mais visitantes. A lógica de todo mundo quando chega no Islands of Adventure é ir correndo pro Wizarding World. Não faça isso. Pensa comigo: se todo mundo corre pro Wizarding World, o restante do parque fica relativamente vazio. Andar na Incredible Hulk Coaster com 0 minutos de fila? E se aventurar no The Amazing Adventures of Spider Man esperando só 5 minutos? Eu já fiz isso – não uma, mas várias vezes. Por quê? Porque o Islands of Adventure tem MUITO a oferecer, e você vai aproveitar muito mais se deixar pra curtir o Wizarding World depois do meio dia, ou das 13 horas, quando os loucos que saíram correndo pra lá entupiram a área até essa hora começam a se dispersar pelo resto do parque – e formar filas de 1 hora no Hulk ou no Spider Man, ou no Popeye, ou no Jurassic Park, que você já curtiu antes. E você, esperto(a), vai aproveitar o Wizarding World menos cheio (porque, ainda assim, certamente estará cheio), e, de quebra, sendo persistente, verá as luzes do Castelo de Hogwarts e das lojas de Hogsmeade acesas quando a noite chegar (é tanta beleza que eu chorei de emoção nas vezes em que pude ficar lá até de noite).
  10. Acima de tudo, DIVIRTA-SE. Deixe os problemas e as preocupações no aeroporto internacional brasileiro em que você embarcar, e chegue em Orlando de coração aberto pra APROVEITAR! Volte a ser criança, brinque, tire muitas fotos. Pode até perder o senso do ridículo, e andar de orelhinhas da Minnie ou chapéu do Pateta. Em Orlando, o que importa mesmo é ser feliz! Quanto menos você se importar com o que os outros pensam, mais você vai curtir, e mais inesquecível se tornará a sua viagem. Capaz até de querer voltar de novo, e de novo, e de novo…

Eu não sei se virei guia porque era Disneyfreak, ou se virei Disneyfreak porque era guia. Só sei que quanto mais eu penso nos parques mais me dá vontade de voltar sempre e muito!