Arquivo do mês: outubro 2013

Wizarding World of Harry Potter – Hogsmeade

Hoje é Halloween, e é dia de viajante geek. Eu prometi há um tempinho atrás que ia dedicar uma série de posts nessa categoria aos parques temáticos de Orlando, e vou começar a cumprir essa promessa hoje, adequando data e tema de post!

uma das fotos que eu mais amo entre todas as que já tirei lá <3

uma das fotos que eu mais amo entre todas as que já tirei lá ❤

Eu já tive muita sorte nessa vida de poder passar muitos e muitos dias nessa área fantástica, localizada dentro do parque Islands of Adventure, no complexo da Universal Orlando – o que não significa que eu não queira voltar muitas e muitas vezes pra lá, principalmente depois do anúncio de que a área correspondente ao Beco Diagonal será aberta aos visitantes no próximo ano. É por isso que hoje vamos falar do Wizarding World of Harry Potter – Hogsmeade, nome dado à área que foi aberta ao público em junho de 2010. Eu poderia falar sobre a área no post dedicado ao parque Islands of Adventure, mas não vou fazê-lo por motivos de: o Wizarding World é um parque dentro do parque. Quando entramos na área, não conseguimos ver mais nenhuma área do restante do parque. A experiência é muito imersiva, e a riqueza de detalhes pede um post exclusivo.

cara de choro

a entrada de Hogsmeade. e foi olhar pr’aquela Hogwarts maravilhosas lá atrás e começar a chorar

Pra vocês terem uma ideia, quando fui pra Orlando em julho de 2010, cheguei lá exatamente 1 mês depois da abertura da área, e eu não aguentei esperar o dia previsto na programação pra ir ao parque; eu praticamente saí do avião e fui direto pro Islands. Isso não é uma decisão sensata pra ninguém, porque eu já contei pra vocês que o ideal é separar o dia da chegada pra compras e coisas mais leves. Mas é lógico que a maluca aqui tinha que ir correndo pro parque. E fui. Não me arrependo nem um bocadinho, mas eu lembro da canseira que senti naquele dia até hoje.

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trem das 11

A área de Hogsmeade, além de ser uma maravilha em si mesma, rica de detalhes e coisinhas lindas pra fazer qualquer potterhead pirar, tem 3 atrações: a Dragon Challenge, o Flight of the Hippogriff, e a Forbidden Journey. O restaurante Three Broomsticks também está lá, lindo, maravilhoso, e cheio de comida boa e Butterbeer gelada. Anexo ao Three Broomsticks, tem o Hog’s Head, onde os maiores de 21 anos podem saborear a Hog’s Head Brew, uma cerveja artesanal deliciosa. E pros consumistas de plantão (oi! eu!), as lojas Dervish & Banges, Filch’s Emporium of Confiscated Goods, Zonko’s e Honeydukes oferecem as mais diversas tranqueiras. Além disso, tem uma Ollivanders, o que pode ser esquisito pros fãs a princípio, porque, né, a loja fica mesmo no Beco Diagonal, mas a gente passa a ignorar esse fato depois que entra lá e vê e participa do mini-show onde a varinha escolhe o bruxo. A Ollivanders dá dentro da Dervish & Banges, que também tem uma entrada pelo Owlery, que é muito mais do que só uma área com bancos pra gente descansar enquanto toma Butterbeer: dá pra enviar cartas de lá pro mundo todo, com selo de Hogwarts e tudo.

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Ollivanders (com decoração de Natal)

Ollivanders (com decoração de Natal)

Além do show dentro da Ollivanders, acontecem dois shows ao longo dos dias na área: um com o coral de Hogwarts, e outro que apresenta os competidores do Torneio Tribruxo. Mas vamos falar com mais detalhes de cada uma das atrações, lojas e restaurantes.

As rides

Como falei ali em cima, são três rides: Dragon Challenge, Flight of the Hippogriff, e Forbidden Journey. Não é permitido entrar com bolsas nem objetos muito grandes (tipo câmeras DSLR) nem na Dragon Challenge nem na Forbidden Journey, e o parque disponibiliza lockers gratuitos pelo período de brincadeira em cada uma das rides (ou você pode deixar os pertences com alguém que não queira brincar). Pra entrar com câmera, o meu truque é o seguinte: guardar a câmera no bolso, tirar na fila pra fazer as fotos e, na hora de entrar de fato na ride, guardo de novo no bolso e amarro a cordinha da câmera no passante do cinto do short/calça (#ficadica).

entrada da Dragon Challenge

entrada da Dragon Challenge

Na Dragon Challenge, podemos andar em duas montanhas russas que correspondem a dragões: o Hungarian Horntail é a montanha russa azul, e o Chinese Fireball é a montanha russa vermelha. Ambas são bem rápidas e cheias de loopings, e são pra quem gosta mesmo de brinquedos radicais.

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dentro da tenda, com o Cálice de Fogo

dentro da tenda, com o Cálice de Fogo

Taça Tribruxo

Taça Tribruxo

come seek us where our voices sound...

come seek us where our voices sound…

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visão parcial das duas montanhas russas: Chinese Fireball (vermelha) e Hungarian Horntail (azul)

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Tem gente que não gosta desse tipo de brinquedo, mas aí fica a dica: não deixe de dar uma voltinha na parte da fila dessa montanha russa. Como tudo foi minimamente pensado pra gente ter a experiência mais imersiva possível, ao longo do caminho podemos ver várias faixas de incentivo aos campeões do Torneio Tribruxo, passar por dentro da Tenda dos Campeões, ver os ovos que continham as pistas pra segunda tarefa, e muito mais. Depois de apreciar isso, é só sair da fila – ou encarar mesmo os desafios dos dragões e gritar muito.

can you dance like a Hippogriff?

can you dance like a Hippogriff?

Um pouco mais à frente fica a Flight of the Hippogriff, que é uma montanha russa infantil. Sim, ela é fraquinha, mas eu acho que vale a pena por alguns motivos: além da fila ser toda fofa, como se estivéssemos no quintal da cabana do Hagrid, a cabana do Hagrid tá lá, a gente passa do lado do Buckbeack e, enquanto andamos na montanha russa, temos visão privilegiada do Castelo de Hogwarts. E, vai, ela nem é tão ruim assim, é bem rapidinha.

Buckbeack

Buckbeack

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tranqueiras do Hagrid

tranqueiras do Hagrid

Eu tenho uma história bacana pra contar desse brinquedo: ainda em julho de 2010, fui no ~vôo do Hipogrifo~ e subi pra tirar essa foto que tá aí em cima, sentadinha na escada da cabana do Hagrid. Porque, né, quem não ia querer uma foto assim? Eu tava completamente enlouquecida vendo cabana do Hagrid ali na minha frente, e acabei ignorando completamente o fato de que aquilo poderia ser proibido. Afinal, a cabana está em cima de uma pequena colina no meio da fila por algum motivo. Mas é claro que eu nem pensei nisso na hora e fui logo subindo. Aí, quando voltei em janeiro de 2011, tinham bloqueado completamente o acesso a essa escadinha! Ou seja: eu nunca mais poderei tirar uma foto dessas. Ainda bem que ralei a perna toda daquela vez pra ter esse momento eternizado! (hihihi)

dia mais quente da vida em Orlando: 45ºC

julho de 2011, parque lotado no dia mais quente da minha vida em Orlando: 45ºC

Por último, mas não menos importante, a Forbbiden Journey. Sim, eu deixei a melhor atração para o final. Essa ride era a mais esperada da área por um milhão de motivos: além de ser dentro do castelo de Hogwarts, o que permitia realizar o sonho de andar pelos corredores do castelo, era a única ride inédita da área (tanto a Dragon Challenge quanto o Flight of the Hippogriff já existiam, quando o Lost Continent – uma das ilhas do parque – se estendia por ali; a única coisa que mudou mesmo foi a decoração, adaptada pra temática do mundo mágico. Além disso, quando a área ainda estava em construção, os responsáveis pelos desenvolvimentos dos brinquedos da Universal disseram que a Forbbiden Journey levaria os brinquedos dos parques temáticos a outro patamar – e isso estava sendo dito por aqueles que já tinham revolucionado o conceito de diversão com o simulador 3D do Homem Aranha, localizado no mesmo parque (prometo que vou falar com detalhes no post sobre o Islands of Adventure).

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~vamô pulá~

É claro que a ansiedade pra andar está além da minha capacidade descritiva, e eu ainda fico toda arrepiada toda vez que vou. Eu não vou estragar a surpresa, é claro, mas posso contar pra vocês que o brinquedo realmente tem uma qualidade diferenciada de todos os outros que o precederam: ao combinar elementos 3D às filmagens projetadas em enormes telas IMAX, a sensação de estar voando nos entornos de Hogwarts é muito real. Isso porque, na fila, nós já passamos por diversas partes do colégio conhecidas pelos fãs: a estufa, o escritório de Dumbledore, a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, o Salão Comunal da Grifinória… fora as muitas props que foram levadas dos estúdios Leavesden direto para a área do parque, criando a sensação real de que estamos dentro da história.

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cuidado com o basilisco

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onde está o Dumbledore?

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As lojas

Vocês não imaginam a minha reação em janeiro desse ano quando, no dia em que repetimos o Islands of Adventure, eu percebi que eu já tinha comprado absolutamente tudo o que me interessa (aka tudo) lá no Wizarding World. Vocês não imaginam o quanto eu tô rezando pra ter muita tranqueira nova e diferente na área do Diagon Alley a partir do ano que vem. Como falei ali em cima, são 4 lojas: Dervish & Banges, Filch’s Emporium of Confiscated Goods, Zonko’s e Honeydukes. Eu devo admitir que tenho bem poucas fotos das lojas porque, né, o foco nessas horas fica todos nas compras (porque eu gosto mesmo de gastar o meu dinheiro todo dessas viagens com coisas do Wizarding World) e eu praticamente esqueço que existe câmera fotográfica, então minhas opções pra ilustrar essa parte do post estão meio limitadas.

interior da Dervish & Banges

interior da Dervish & Banges

A Dervish & Banges e a Filch’s Emporium of Confiscated Goods vendem praticamente as mesmas coisas – exceto as varinhas, que são encontradas só na Dervish & Banges, embora tenha um carrinho (tipo ~quiosque~) quase em frente à Filch’s Emporium vendendo as varinhas dos personagens e alguns chaveirinhos. Em dias que o parque tá cheio, isso que eu vou dizer agora pode não valer, mas, em geral, a Dervish & Banges é mais vazia do que a Filch’s Emporium. E isso tem motivo: além das lojas serem apertadinhas, a Filch’s Emporium fica na saída da Forbbiden Journey – então ela fica cheia com muita facilidade. Tanto na Dervish quanto na Emporium, dá pra comprar roupas (uniformes de Hogwarts ou não), bolsas, almofadas, pelúcias, chaveiros, apetrechos de Quadribol, etc.

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Além disso, como eu já mencionei, a saída da atração da Ollivanders é direto na Dervish & Banges, o único lugar onde dá pra comprar uma varinha que te escolheu.

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Pois é. Como se não bastasse a magia toda, como se não bastasse poder comprar todas as varinhas de todos os personagens (a US$29,95 + tax cada), é possível comprar a varinha que te escolhe. Foram desenvolvidas 12 varinhas especiais, com caixas diferenciadas, pra que cada visitante possa ter a sua. Funciona assim: é só pedir pra um dos bruxos vendedores da loja te indicar qual é a sua varinha. Eles te fazem algumas perguntas, e, de acordo com uma tabela formulada pela própria J.K. Rowling, te indicam a sua varinha. É lindo, é mágico. E é lá também que tem o maior estoque de varinhas dos personagens, bem como objetos especiais pra colecionar (tipo Vira Tempo, vassouras que são réplicas perfeitas das usadas nos filmes), com preço condizente (ou seja: mais caros do que as tranqueiras normais). 

quando eu comprei todas as varinhas de todos os personagens de uma vez só (#investimentos)

quando eu comprei todas as varinhas de todos os personagens de uma vez só (#investimentos)

A Honeydukes e a Zonko’s, por sua vez, também são integradas – dá pra passar de uma pra outra por dentro.

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Na Honeydukes tem todos aqueles doces lindos e maravilhosos que, antes, só existiam nas páginas dos livros (ou nos cenários dos filmes). Tem uma parede de Feijõezinhos de Todos os Sabores, e tem Sapos de Chocolates, que vem com cartões de bruxos famosos dentro. Tem varinhas de chocolate, pirulitos multicoloridos, balas azedinhas, balas de limão (te dedico, Dumbledore!), e muito mais.

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Do lado do paraíso (aka Honeydukes), está a Zonko’s. Sempre que eu entro lá eu fico imaginando o Fred e o George morrendo de alegria lá dentro. Tem muita tranqueira divertida (e inútil também, mas faz parte), distribuída em prateleiras que vão até o teto. Eu acho que os meus favoritos dessa loja são o bisbilhoscópio e o lembrol.

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“WHY ARE YOU WORRYING ABOUT YOU-KNOW-WHO?
YOU SHOULD BE WORRYING ABOUT U-NO-POO
THE CONSTIPATION SENSATION THAT’S GRIPPING THE NATION!”

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Também tem umas blusas com estamparia que só são vendidas na Zonko’s, garrafinhas de suco de abóbora, e uns outros docinhos e balas. O meu doce favorito é vendido na Zonko’s: U-No-Poo! Nada mais é do que M&M’s, só que num pote mil vezes mais bacana.

As comidas e as bebidas do Wizarding World

A parte mais gostosa ficou por último (#gordices). Embora só tenha o Three Broomsticks (e o Hog’s Head anexo), tem 3 carrinhos de comida e bebida ao longo de Hogsmeade: 2 deles vendem Butterbeer, e um deles vende água, suco de abóbora, e frutas frescas.

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Enquanto eu amo Butterbeer infinitamente e queria ter um abastecimento eterno da bebida em casa (de preferência num barril vermelho desses), eu não gostei muito do suco de abóbora. Já tentei tomar umas duas vezes e não consigo; fico só com a garrafinha de souvenir mesmo. Agora, Butterbeer, eu posso passar o dia inteiro tomando!

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Já aconteceu de tomar mais de 5 copos de Butterbeer em um só dia. True story. Explico: a bebida é bem doce. É um refrigerante meio caramelado, parece um guaraná com caramelo com sorvete de flocos, sei lá. Eu sei que é bem doce mesmo. E não é todo mundo que gosta (não entendo essa gente). Mas enfim. Como eu ia de guia, sempre tinha muita gente no grupo que comprava Butterbeer pra provar/tomar, e acabava não gostando. E eu não aceito desperdício de Butterbeer. Então eu não deixava ninguém jogar Butterbeer no lixo, eu botava tudo pra dentro da minha barriguinha numa alegria só.

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entrada do Três Vassouras

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Eu me perco mesmo na gordice é no Three Broomsticks. Eu sempre dou um jeitinho de comer lá pelo menos uma vez em cada viagem, que é pra matar a minha vontade de fish n chips, além do ambiente ser uma delícia.

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No Hog’s Head, eu recomendo fortemente provar a cerveja artesanal. A Hog’s Head Brew é bem leve, bem gostosa, perfeita pra dias quentes (ou não). A caneca de souvenir é bem grande.

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É legal destacar que todas as comidas vendidas no Three Broomsticks, bem como a Butterbeer, o suco de abóbora e a Hog’s Head Brew tem o selo de aprovação da J.K. Rowling. Antes da abertura da área, ainda na fase em desenvolvimento, uma equipe da Universal foi enviada à Edinburgh pra mostrar pra tia Jo o que estava sendo preparado pra ser vendido no Wizarding World, e ela provou e aprovou tudo antes da inauguração. Tudo isso foi feito pra que a experiência fosse o mais fiel possível ao universo criado por ela.

E daí?

A primeira vez que eu fui no Wizarding World – Hogsmeade foi no dia 17 de julho de 2010. Eu chorei de emoção um tanto naquele dia, que achei que nunca mais ia chorar quando voltasse lá. Engano meu. De lá pra cá, eu acho que não teve uma só vez que eu tenha pisado naquela área maravilhosa e não tenha chorado, pelo menos um pouquinho. E eu ainda quero voltar lá muitas e muitas vezes – principalmente a partir do ano que vem, que vai ter Beco Diagonal pra visitar, cheio de atrações e lojinhas novas!

barkeep, fill her mug!

barkeep, fill her mug!

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roupa com estampa de gibi: IRON MAN

Com a proximidade da estréia da sequência de Thor, já comecei a pensar num look adequado pra ocasião. Sim, há de se pensar no look que se usa pra pré-estréia ou estréia de um filme geek!!

Aí lembrei desse look que usei nesse ano, quando fui na pré-estréia de Homem de Ferro 3, e resolvi mostrar pra vocês aqui, servindo também de inspiração pra filmes futuros. Vingador por Vingador, o Homem de Ferro é o meu favorito, e eu comprei esse moletom na Forever21 em uma das minhas últimas viagens pros EUA. É lógico que ele tinha que ser usado na pré-estréia do filme, né.

Eu devo admitir que a lógica que guiou o look foi o conforto. Eu estava usando aparelho, e era todo um drama na minha vida pra me vestir sem parecer uma criança de 13 anos e ainda me manter fiel ao meu estilo. Tenhamos em mente também que era abril e, já que eu morro de frio no cinema, tinha que ficar super quentinha, é claro. O look geek preguiçoso foi inevitável.

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Mas ser preguiçoso não precisa ser largado! A esperança fashion é a última que morre. Então combinei a blusa de moletom do Homem de Ferro com legging de oncinha da Farm e botinha de cano curto da Converse. A legging de oncinha deixou a coisa menos tomboy e mais perua feminina! E, já que eu tava assumindo tudo de geek que há dentro de mim, me pareceu adequado usar os óculos de aro grosso ray Ban (o que foi ótimo, já que a sessão era de madrugada e eu já tinha usado lente o dia inteiro e meu olho tava cansado #dramas).

oi, eu sou a Letícia, e eu não sei tirar foto.

oi, eu sou a Letícia, e eu não sei tirar foto.

Dentro da sala de projeção, entrou em cena (hã? hã?) a parka da Cantão que é xodó do meu guarda roupa, e foi uma das minhas compras favoritas do outono/inverno 2013.

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ataque de palhacite.

Achei que, ao combinar a botinha com a bolsa, consegui chegar mais perto de atingir esse equilíbrio entre o geek e o fashion. A bolsa Louis Vuitton foi obviamente escolhida pra deixar tudo com jeitinho mais classy, e o batom vermelho (esse é o Ruby Woo, da MAC!) é aliado quase sempre certo dos óculos de aro grosso. Sem contar que um batom vermelho resolve questões de maquiagem com uma eficiência incrível, é um truque muito bom pra quem quer ficar biita sem gastar muito tempo na frente do espelho.

Dá pra ver como as peças conversam entre si e tudo acabou ficando harmonioso? Vou tentar repetir a dose pro look pra ver Thor essa semana!

cineminha de terça feira: Os Suspeitos

Cheguei em Niterói de Brasília hoje e já fui direto pro cinema (e fazer gordice, é claro) com os meus amigos. O filmes escolhido foi o suspense Os Suspeitos e, de tão tenso, acabei de chegar em casa e sei que não vou conseguir dormir tão cedo (#soudessas). Não me levem a mal: eu adoro suspenses. Mas eu procuro sempre assisti-los cedo, que é pra não atrapalhar o meu soninho sagrado. Como hoje essa regrinha foi quebrada, a solução é vir logo escrever sobre esse filme tenso e muito massa.

A história é a seguinte: Keller Dover (interpretado por Hugh Jackman) leva uma vida feliz ao lado da esposa e dos filhos. Um dia, a família visita a casa de Franklin (Terrence Howard) e Nancy Birch (Viola Davis), seus grandes amigos. Sem que eles percebam, a pequena Anna (a filha pequena de Keller, interpretada por Erin Gerasimovich) e Joy (Kyla Drew Simmons), a filha dos Birch, desaparecem. Desesperadas, as famílias apelam à polícia e logo o caso cai nas mãos do detetive Loki (Jake Gyllenhaal). Não demora muito para que ele prenda Alex (o ótimo Paul Dano), que fica apenas 48 horas preso devido à ausência de provas contra ele. Na verdade, Alex tem o QI de uma criança de 10 anos e, por isso, a polícia não acredita que ele esteja envolvido com o desaparecimento. Entretanto, Keller está convicto de que ele tem culpa no cartório e resolve sequestrá-lo para arrancar a verdade dele, custe o que custar.

Em 2h33min de projeção, o filme é marcado pelo conflito entre a justiça dos homens e a justiça de Deus. O personagem de Hugh Jackman, excelente em seu papel, é um homem extremamente religioso, e um pai dedicado, mas que começa a tomar atitudes condenáveis e muito violentas com o intuito de salvar e encontrar a sua filha. O dilema é complicado, e revela uma grande sabedoria na condução da história do filme: nós nos identificamos e torcemos por um personagem que tortura e se torna cada vez mais bárbaro, porque é um pai corajoso que quer salvar sua filha. Quando bota criança no meio, sempre fica mais complicado, e todas as nuances fazem diferença.

Jake Gyllenhaal também dá um show de interpretação no papel do detetive Loki, com um ~tique nervoso~ que o faz piscar os olhos muito rápido, com tatuagens em formas de símbolos espalhadas pelo corpo, e outros elementos de personalidade que revelam o seu caráter obsessivo e de profissional dedicado.

Não me lembro de ter visto um filme nesse gênero com essa extensão (as 2h33min passam voando), pelo menos recentemente, que conseguisse prender a atenção do espectador o tempo inteiro, sem perder o ritmo e conseguindo mostrar tantas reviravoltas que influenciam no entendimento da história. A atenção, aliás, é fundamental para que nenhum aspecto da história escape ao espectador, enquanto montamos o quebra-cabeça que deverá solucionar o mistério do sequestro das meninas.

Embora alguns elementos não fiquem muito bem resolvidos (como a simbologia do labirinto, presente no poster de divulgação e em tantos outros momentos da história), o filme revela uma trama sombria, com homens e mulheres marcados pelo pecado e pela controvérsia, ao invés de mostrar a moral e os bons costumes dos personagens incorruptíveis característicos dos suspenses hollywoodianos. E é isso que surpreende o expectador.

Como um bom suspense, a cada segundo, parece emergir um novo suspeito possível. Na minha cabeça, até as opções mais impossíveis, em algum momento, pareceram plausíveis. Ainda assim, as revelações finais foram surpreendentes, o que demonstra a sabedoria do diretor Denis Villeneuve ao conduzir a trama.

Ao longo do filme, notamos que um silêncio incômodo paira em toda a história. Este silêncio fala. E muito. Este silêncio fala sobre os arranjos que, em nome de Deus e da verdade, os homens e as mulheres fazem para construírem a sua própria noção de justiça.

sobre aprender com os erros

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Nunca fica mais fácil, você é que fica melhor.

Marvel Vinylmation

Mais uma vez, a Disney me faz ~pirar o cabeção~ com coleções Vinylmation. Pra quem não conhece, Vinylmation é o nome (que combina Animation com Vinyl) dado para bonecos colecionáveis vendidos nos parques da Disney, nas Disney Stores e na loja online da Disney. Todos os bonecos tem o formato do Mickey, mas cada coleção tem um tema diferente. É das tranqueiras que eu mais gosto de comprar na Disney!

A coleção que me deixou maluca dessa vez é inspirada nos super heróis da Marvel. Olha só alguns dos ~Mickeys Vingadores~ disponíveis:

Thor

Thor

Black Widow

Black Widow

Capitão América e Hulk

Capitão América e Hulk

Homem Aranha

Homem Aranha

É demais pro meu coração. Quero todos, quero já, quero pra sempre!

Mothafocka GTA is in da house!

–       What do you want, Michael?

–       I don’t know, I want something that isn’t this. But at the same time, I really want the other stuff too.

Eu tinha uns 13 anos quando joguei GTA III pela primeira vez.

Cheguei da escola trazendo na mochila o CD-Rom de instalação do jogo que havia pego emprestado com um amigo. Nas suas palavras, “aquele era o melhor jogo já feito na história dos videogames dos últimos tempos”. Assim mesmo, com todas as hipérboles que tinha direito.

Liguei meu computador, deixei o jogo fazer sua instalação de praxe e esperei. Como quem esperava uma encomenda dos correios ou uma cartinha de amor – não me julguem, eu tinha 13 anos. Amor não era importante naquela época. Até que o Windows apitou o fim e o jogo, enfim, começou.

Precisei de exatos 5 minutos em Liberty City. Foi o tempo suficiente para que eu tivesse a minha primeira morte no jogo, em decorrência de um conflito com a polícia que por sua vez se deu em decorrência de eu ter dado um tiro em um transeunte na rua. E o que aquela pobre pessoa virtual tinha me feito de ruim? Nada, eu só quis mesmo.

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Liberty City at its maximum!

Grand Theft Auto nunca foi só um jogo. Era uma parada, um negócio pesado, no melhor linguajar popular. Diferente de quase tudo que havíamos vivido em termos de videogames, GTA jogava com uma experiência diferente: não havia fases, chefões, labirintos. No lugar do modelo padrão de jogos, a Rockstar te oferecia algo maior: liberdade de escolha.

GTA III, até hoje, foi o ápice dessa liberdade. Seus gráficos em 3D permitiam algo ainda inédito nos videogames: somar a liberdade inerente ao tema do jogo com um nível de realidade até então não visto. Era a fórmula do sucesso.

E aquele belo dia de meus trezes anos foi inteiramente consumido por Liberty City. Só não vairei a madrugada porque minha mãe, sempre sábia, me obrigou a estudar com meia dúzia de esporros.

Passada a catarse de matar pessoas na rua, enfrentar a polícia e destruir carros, zerei o jogo em não mais que uma semana, um tempo até rápido. E até hoje nunca esqueci de Liberty City.

GTA V

Desde aqueles 13 anos se passaram 11 anos. E de lá pra cá foram muitos jogos, acúmulo de idade e alguns outros GTA’s: Vice City, San Andreas, versões para portáteis, IV, até que finalmente chegamos ao atual: Grand Theft Auto V.

O jogo foi lançado no dia 17 de Setembro último. Vendeu, em 24 horas, mais de 800 milhões de dólares. A versão tupiniquim chegou dois dias mais tarde, dia 19.

Comprei o jogo no dia do lançamento. Cheguei na loja e percebi que não era o único “louco” pelo jogo: vi adolescentes, pessoas da minha idade, mães e até mesmo executivos de terno e gravata ansiosos na fila com o jogo na mão.

Trabalhar? Só depois de GTA...

Trabalhar? Só depois de GTA…

O hype se procriava na internet: fotos em redes sociais da capa do jogo acompanhados de piadas como “É o fim da minha vida” se tornaram figurinha carimbada nos dias que se seguiram. Veículos não muito versados em videogames eram obrigados a dar atenção ao que, naquele momento, se tornava o maior empreendimento de entretenimento da história, superando blockbusters como os Vingadores (2012) e Avatar (2009).

As crescentes notas máximas nos mais diversos portais especializados garantiam a excelência de público e crítica – algo que no videogame costuma ser comum, diferente de outras artes. E com isso chegávamos a cabal pergunta: por que GTA é o que é?

A resposta talvez pareça simples, mas a mesma desde a terceira edição da série: liberdade.

O que que eu vou fazer com essa tal liberdade?

O filósofo holandês Baruch de Espinosa, nas suas vindas lá pelo século XVII, dizia que ser livre é o ato de se realizar em sua total plenitude, de acordo com nossas amarras naturais.

SPC na vanguarda do pensamento liberal

SPC na vanguarda do pensamento liberal

Usando a tecla SAP, o que ele pregava era que um ser era livre quando era capaz de fazer tudo o que lhe era permitido pela sua natureza. Assim sendo, um jacaré era livre quando gozava de suas funções de jacaré, como nadar, ficar tomando sol e matar um bicho ou outro de vez em quando. Ele não poder voar, por exemplo, era sua limitação natural.

Para nós, seres humanos, a liberdade também é restrita por leis e por nossa moralidade, o que nos impede de dar uns tiros em alguém se nos fecham no trânsito.

Jacaré no seco é livre

Jacaré no seco é livre

E é aí que GTA brilha: é no jogo que podemos ser livres à la Espinosa! Porque no jogo, no duro, praticamente tudo é permitido. Podemos roubar carros, matar pessoas, atropelar, explodir pessoas com bombas em celulares, invadir bases militares, pular de pára-quedas, pilotar um avião e até mesmo torturar uma outra pessoa. E tudo isso sem o risco de sofrer qualquer tipo de sanção legal ou moral.

GTA é o nosso filme de ação preferido onde nós somos os protagonistas. Se em GTA III isso já era algo inebriante, no V ele alcança sua maestria: sequestrar um avião no ar está, sem dúvidas, no hall das melhores coisas que já fizeram na história dos videogames.

E não, não me entendam mal achando que eu prego que possamos agir como se a vida fosse um GTA. Não, é bom que tenhamos regras e princípios que nos impeçam de cometer qualquer tipo de atrocidade.

Por outro lado, é quase notório o fascínio do ser humano pela violência e sua necessidade de canalizar isso de alguma forma, seja em filmes, sexo ou vendo lutas de MMA sábado a noite. O videogame – e GTA, por tabela – é apenas mais um exemplo nos montes que corroboram isso.

O veredicto

Não se iludam com relatos sobre a história de GTA V, a dinâmica de troca de três personagens, o drama pessoal de cada um deles etc. Isso importa, sem dúvida, mas não é o que te ganha em GTA V. Em narrativa, por sinal, o jogo perde com folgas para seu grande concorrente ao jogo do ano, Last of Us.

GTA V é sobre roubar um carro e cruzar Los Santos em direção à Sandy Shores ouvindo Radio Gaga, do Queen, no rádio; é sobre se esconder em um descampado enquanto inúmeros carros da polícia te procuram sem descanso; é sobre nadar no mar aberto em busca da inevitável morte por tubarão.

All we hear is Grand Theft Auto... Grand Theft Auto...

All we hear is Grand Theft Auto… Grand Theft Auto…

É, em suma, a essência da série há mais de uma década: diversão por diversão, sem medo de ser feliz. Soma-se isso ao montante de dinheiro investido na produção, tecnologia e marketing, bem como o crescimento da indústria de videogames e o fenômeno é explicado.

Se isso não basta, fiquem com a fala do psicólogo de um dos protagonistas:

You’re plainly addicted to chaos.

E sim, nós somos.

 

 

 

músicas covers que amamos

A listinha de músicas pra embalar essa nossa sexta feira tá curtinha, mas tá cheia de amor. Tem músicas que tocam e encantam, e que ficam simplesmente melhores quando algum outro artista pega e faz uma releitura própria da canção. Sim, tô falando dos famosos covers. Quando eu canso de leve da minha seleção musical, saio catando covers que me façam sorrir. É, simples assim: se a música me estampar um sorriso no rosto, tá valendo, e ela entra logo pra minha biblioteca, e vai ficar no repeat por alguns dias. Pra mim, covers de músicas são uma grande prova de que tudo se transforma!

1- Ainda é Cedo – Frejat

  • Uma fórmula fácil que deu muito certo: um clássico do rock nacional, numa versão feita pelo lorde brasileiro do rock n roll (Frejat, te amo S2), com guitarras ainda mais distorcidas e solos ainda mais inspirados.

2- Love of My Life – Scorpions

  • Fazer cover do Queen não é pra qualquer um, mas acho que os caras do Scorpions acertaram em cheio. A voz do Klaus entoando essa canção consegue me emocionar tanto quanto Freddie Mercury, e acho que isso é motivo suficiente pra fazer dessa música um dos meus covers favoritos.

3- Como é grande o meu amor por você – Lulu Santos

  • Lulu Santos e como tornar uma das músicas brasileiras mais lindas da vida numa versão rock n roll maravilhosa. Só isso, porque não resta muito mais o que dizer.

4- Viva la Vida – Weezer

  • Weezer é banda que sempre me lembra o comecinho da minha adolescência, e que eu ouço até hoje pelos velhos tempos. Aí eles pegam e fazem a sua própria versão de uma música do Coldplay que eu adoro, e só me fazem agradecer por eu não ter perdido o hábito de escutá-los.

5- Fluorescent Adolescent – Kate Nash

  • Embora eu seja super fã dos Arctic Monkeys desde o início da carreira, nunca tinha dado muita bola pra essa música especificamente. Sei lá, não batia. Até que eu ouvi esse cover com a fofa da Kate Nash. Achei que a música ficou tão leve, tão suave, e ainda assim rock n roll cantada por ela!

6- Titanium – Boyce Avenue

  • Essa música é o verdadeiro exemplo de que covers podem superar – e muito – as versões originais. Eu não sei vocês, mas eu tenho uma certa preguiça desses hits eletrônicos que tocam direto nas rádios. Nada contra quem gosta, mas eu pessoalmente não costumo escolher esse tipo de música pra ouvir quando tô estudando, por exemplo. Mas a letra de “Titanium” é realmente bacana e motivadora, e eu gostei muito de descobrir esse cover. Aliás, Boyce Avenue é uma banda que tem um tino pra fazer covers, e eu recomendo uma olhadinha cuidadosa no canal deles no YouTube.

7- Não quero dinheiro – Frejat

  • É, eu sei, dose dupla de Frejat nessa mixtape de hoje. Mas não deu pra resistir. A história é a seguinte: eu quase morri mesmo de tanta emoção quando tava lá no Rock in Rio nesse ano e o meu cantor/guitarrista favorito entoou a minha música favorita do Tim Maia. E só ele mesmo, com essa versão linda dessa música que eu amo, poderia fechar a listinha de covers dessa sexta feira.

Gostaram da seleção? E acharam bacana a mixtape comentada? Conta pra gente (: e boa sexta pra todo mundo!