reflexões na biblioteca

pois é, estou em Brasília, de novo. na última sexta fui pra SP ver os amigos que por lá estavam, Felipe me encontrou lá, e no domingo cedo viemos juntos pra cá. bem assim, desse jeito de quem começa a construir uma vida junto, de quem tenta conjugar duas vidas separadas por alguns quilômetros em uma casa no meio do cerrado.

já é o terceiro dia que venho pra biblioteca do MRE e fico estudando, escrevendo, estudando, escrevendo, e estudando mais um pouco. agora que acho que acabei um artigo, cujo deadline é na sexta, Ave Maria, resolvi rabiscar algumas linhas aqui, influenciada por uns textos que li, encontrados numa escapadela sem vergonha ao news feed do facebook. romantismo, sensibilidade, tá tudo junto aflorando por aqui. e dissertação que é bom, ó, nada. mentira, já tá adiantadinho já.

Felipe tá ruinzin desde que chegamos de SP, e tá achando que a amigdalite atacou. finalmente concordou em procurar um médico hoje, mas só depois de cumprir todas as atividades antes previstas. homem teimoso. meu amor teimoso.

vem, senta na minha cama, me acorda de surpresa, com seus roncos, com seus medos, com seus sustos, com você levantando de repente e puxando a coberta porque tá na hora de tomar um remédio. deixa eu tirar cada vez mais esse seu medo de aproximação. deixa eu cuidar de você, deixa eu te fazer um cafuné. entende que eu quero te dar carinho, que eu quero cuidar de você. deixa eu mudar as suas coisas de lugar, deixa eu deixar tudo do jeito que eu quero, que é pra você pedir desculpas depois que eu disser que você bagunçou tudo e só me deu mais trabalho. deixa eu te mostrar que, quando você vivia sozinho, você não tinha que aguentar essa incerteza toda, mas que, agora, tudo pode ficar muito mais divertido nessa casa meio dividida pra dois. deixa eu te perguntar se você acha que eu devo usar as calças azuis com um cinto ou sem um cinto, a blusa pra dentro das calças ou pra fora. deixa eu demorar me arrumando, atrapalhar seu cronograma, só pra ouvir “já, amor?” toda vez que eu digo que tô pronta depois de mais de meia hora. deixa eu acordar mais cedo pra me arrumar e sair no horário, mas não sem antes fazer o seu café e lavar a louça que você insiste em deixar pra depois. deixa eu te fazer companhia naquele sofá de três lugares que acomoda nós dois tão bem. deixa eu puxar o cobertor pequenininho que cobre nós dois quando esfria um pouquinho. deixa eu pegar água ou cerveja pra você, comprar um vinho pra gente beber junto enquanto vê tevê. deixa eu fazer um sanduíche pra você, enquanto eu reclamo que você tinha que comer mais, que precisa se alimentar direito, que tem yakisoba suficiente pra nós dois. deixa eu te sujar de gordura, de coca cola, de molho, só pra te mostrar que, a dois, a gente se completa muito mais do que quando tá sozinho. afinal, ninguém fica bem sozinho, isso é um auto-engano. lembra?

tô ouvindo sem parar o novo disco do John Mayer, meu Deus do céu, que disco maravilindo. mal posso esperar dia 21/09 pra ver meu muso Mayer cantando no Rio❤ finalmente! realizar um sonho de vida — mesmo que dessa forma torta/escrota que é o Rock in Rio. se eu tivesse com grana sobrando, ia pra SP ver ele dia 19 por lá também, mas, né, #bolsistasofre.

já tô com fome, mas não sei se lancho sozinha na bichonete lanchonete ou se espero mais 1h10 até que o Felipe possa parar de trabalhar pra almoçar comigo. oh, dúvida cruel.

ps: ainda na vibe das reflexões do dia, esse texto aqui me tocou profundamente. ainda tenho 2 anos 1 ano e 4 meses até os 25, e espero que, até lá, eu consiga saber direitinho pelo menos essas 25 coisas listadas pela Mary. força!

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