o talismã do meu país?

eu acho que prometi aqui que ia falar um pouquinho da viagem pra Belém que fiz no início do mês, e, passada a frustração absurda do final de semana, combinada à diminuição de drogas remédios no meu organismo (hoje são só 7! yey!), resolvi riscar aqui umas linhas sobre a minha experiência semi-acadêmica semi-turística na capital do Pará.

cara, inevitável: toda vez que eu pensava que ia pra Belém, que eu ia pro Pará, eu começava a cantarolar – nem que fosse só na minha cabeça – o samba da Imperatriz Leopoldinense de 2013.

eu admito que eu fui pra Belém obrigada. eu não tinha a menor vontade de me deslocar pro Pará tão cedo nessa vida, quando tantos outros destinos brasileiros me enchem os olhos e me despertam curiosidade. mas o ENABED 2013 foi lá, então lá fomos todos rumo a um pedacinho da Amazônia pra alguns dias de calor, suor e discussões acadêmicas.

a saga começou na busca por hotel: todos os hotéis que eu procurava vinham acompanhados de críticas negativas dos hóspedes. eu já tava pirando com aquilo, porque eu prezo por um bom hotel nas minhas viagens. se guerra sem conforto é extermínio, imagina numa viagem que eu nem queria fazer?

acabou que, quando já tava em Brasília, cancelei a terceira(!!!) reserva de hotel em Belém e, no chute, na sorte, decidi ficar no mesmo hotel que os meus amiguinhos do mestrado iam se hospedar: o Belém Soft Hotel. bonzinho, simples, limpinho, mas também um pouquinho caro pra o que (não) oferece. pelo menos ele não foi na linha das críticas que eu tinha lido sobre outros hotéis – desde proliferação de formigas a cheiros horrorosos impregnados.

tá. chegando a Belém, um aeroporto longe, porém ajeitadinho. ponto pro Pará. mas era domingo de noite, e tinha trânsito. era domingo a noite, e a única opção de comida perto do hotel era o conjugado Domino’s/Spoletto. comemos lá – e depois outras vezes também, já que era bem perto, e, bem, pizza❤

o lugar que mais gostei foi, é claro, a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. o que eu senti lá não tem explicação, eu não consigo descrever. fé.

mas, em Belém, senti uma insegurança nas ruas que coloca qualquer carioca mais ligado do que nem sei o quê. todo mundo mandava a gente ter muito muito cuidado. e sentimos na pele: no caminho do Mercado Ver-o-Peso até a Estação das Docas (uma caminhada de, sei lá, 5min no máximo), eu e meus amiguinhos fomos seguidos e por muito pouco não fomos assaltados.

não fomos assaltados porque entramos na Estação das Docas, o lugar-pra-turista de Belém. lá, sim, tudo limpo e seguro, com ar condicionado, policiamento, lojinhas bacanas, restaurantes maravilhosos, e sorvete Cairu❤

a Estação das Docas logo virou nosso ~point~, e a gente foi lá todo dia. destaque pra Amazon Beer e seu delicioso happy hour com choppes artesanais e muita muita muita comida boa❤

visitamos também o complexo onde fica a Casa das Onze Janelas, mas lá tinha um restaurante caro demais, e tava muito calor e estávamos com muita fome, então nem ficamos muito por lá.

no mais, teve a parte acadêmica mesmo da viagem, de comparecer no ENABED, apresentar trabalho, ser elogiada(!!!!!), e fazer aquele networking acadêmico que é necessário.

na minha listinha, faltou entrar no Teatro da Paz (porque passar por ele nós passamos umas 80 vezes), ir numa festa de aparelhagem pra ver a galera dançando treme, e também o passeio de barco no rio, que sai da Estação das Docas, e que tem umas moças dançando carimbó. mas eu tava pão dura e não quis pagar 30 Dilmas pra isso, preferi tomar muito sorvete. o treme, bem, eu não descobri se tinha uma festa de aparelhagem enquanto a gente tava lá.

disso tudo, dessa experiência, me resta dizer: tô ainda tentando descobrir onde é que é que o Pará é o “exemplo pro mundo” como diz no samba da Imperatriz. uma cidade onde o transporte público não tem ar condicionado, onde você pode ser assaltado a qualquer segundo, onde o povo joga lixo na rua a torto e a direito, onde as calçadas até dos bairros mais “nobres” são super esburacadas, não tem muito exemplo pra dar não.

no todo, foi bacana. amei a Basílica e também o sorvete de Castanha do Pará. aliás, eu sonho com esse sorvete todas as noites desde que voltei de lá. mas, se Belém é “o talismã do meu país”… xiiii…

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