Arquivo do mês: junho 2013

mixtape #1: noites de inverno

Quando esse blog começou, eu costumava usar trechos e/ou nomes de música pra dar título aos posts. Que eu amo música, todo mundo já sabe. Que eu identifico cada momento da minha vida com uma música, também.

Tem um tempo que tô desenvolvendo a habilidade de fazer mixtapes – seja pra ouvir no carro, pra viajar, ou mesmo pra tentar me estimular a fazer exercícios físicos (um dia eu chego lá). Cheguei ao ponto de achar que a minha capacidade de selecionar canções pra tocar em sequência que resolvi começar a criar também aqui umas mixtapes, pra não esquecer, pra registrar, e até mesmo pra compartilhar, enquanto relaxo um pouco das minhas obrigações (tá difícil).

A ideia é selecionar vídeos nas versões mais bacanas da música – seja pelo clipe ou pelo jeito que são cantadas/tocadas mesmo. A não ser que não tenha vídeo disponível, aí, fazer o quê, vai o com capa de CD mesmo, porque o importante mesmo é refletir sobre a canção.

A primeira mixtape é uma pequena seleção de músicas pra se ouvir em noites de inverno. Ele chegou agora, e já abaixou as temperaturas (um pouquinho), mas nós mantemos o coração aquecido com músicas cheias de amor.

  1. Some Nights – Fun.
  2. St. Patrick’s Day – John Mayer 
  3. Nem Um Dia – Maria Rita 
  4. Singin in the Rain – Matthew Morrison 
  5. Quando a Chuva Passar – Ivete Sangalo 
  6. Give Me Love – Ed Sheeran 
  7. When I was Your Man – Bruno Mars 
  8. Daylight (Playing for Change) – Maroon 5 
  9. De Janeiro a Janeiro – Roberta Campos & Nando Reis 
  10. Viva la Vida – Weezer 

Espero que gostem! Comentários sobre a seleção musical são bem vindos, bem como sugestões de outras músicas pra ouvir em noites de inverno. Se quiserem sugerir algum tema que pede uma mixtape, também pode deixar aí nos comentários!

diário de viagens: Las Vegas

Protelei pra escrever sobre essa parte da viagem por vários motivos. Poderia dizer que foi só porque eu tô atolada de trabalhos acadêmicos, o que seria pura verdade. Poderia dizer que foi porque os assuntos em pauta no Brasil nos últimos dias me fizeram exercer muito mais o meu papel de analista de política/relações internacionais, o que também é pura verdade. Mas o choque de realidade de ver que as nossas #feriasforadehora acabaram, e a saudade que cada linha escrita causava, foram os reais motivos por trás do atraso.

Desde nossa viagem pela África do Sul (com post em breve nessa mesma categoria!), sabia que o Felipe gosta de uma jogatina. Ele também é chegado em pegar a estrada, e terminar a nossa viagem em Las Vegas tinha um quê de emoção, aventura e coisas inesperadas que só reforçava a ideia de que a sin city tinha que ser destino certo.

De San Diego a Las Vegas, normalmente, gastaríamos cerca de 5 horas de viagem, sem contar o tempo que paramos pra almoçar num McDonald’s da estrada. Mas quando já estávamos quase chegando em Vegas, o trânsito simplesmente parou.

Pois é. Imaginem uma freeway de velocidade 70mph totalmente PARADA. Até hoje a gente não sabe  direito o que aconteceu, exceto pelas muitas viaturas de “highway patrol” que vimos passando e por um resquício de acidente mais na frente da estrada, mas sabemos que ficamos mais de 1 hora parados.

road to vegas

tô usando: camiseta Forever 21, short Espaço Fashion

tô usando: camiseta Forever 21, short Espaço Fashion

Chegando em Vegas, já deu pra ver o quanto a cidade é louca. Basicamente, tudo acontece em uma rua: a Las Vegas Strip. O nosso hotel era o The Signature by MGM Grand, no sul da Strip. Localização maravilhosa, atendimento incrível, e suítes super espaçosas. Como a gente não queria (e nem podia!) perder tempo, fomos logo jantar e aproveitar o que Vegas tem pra oferecer.

Jantamos dentro do próprio MGM Grand, no japonês Shibuya – que é muito mais do que um sushi bar, oferecendo também opções sofisticadas da cozinha japonesa.

escolhendo o jantar

escolhendo o jantar

Depois fomos explorar, de fato, a Strip, andando do MGM até o Caesars Palace, parando pra ver as águas do Bellagio.

o majestoso MGM Grand

o majestoso MGM Grand

Las Vegas Strip

Las Vegas Strip

o espetáculo de água e luz do Bellagio

o espetáculo de água e luz do Bellagio

Strip 02

tô usando: jaqueta TopShop, vestido de renda Farm, colar Espaço Fashion, bolsa PacSun

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me sentindo parte de The Hangover

Aí vem a primeira dica valiosa de Las Vegas (valeu, Dani!): nesse site aqui é possível descobrir as noitadinhas e colocar o nome na lista, tudo de graça! Por isso que o nosso primeiro destino foi o Caesars: lá era a primeira noitadinha programada! Eles mandam pro celular que fica cadastrado no site um SMS com todas as informações pra aproveitar a night. Nesse dia, fomos pro PURE Nightclub, sem pagar nada pra entrar e com free drinks pras mulheres até meia noite.

No dia seguinte, fomos cumprir um dos must-do na nossa lista de Las Vegas: os brinquedos radicais na Stratosphere Tower, do hotel & casino Stratosphere, que não fica na Strip. A torre do Stratosphere tem mais de 100 andares (se não me engano, são 108) e o ticket de acesso de um dia inteiro à torre e aos 3 brinquedos custou US$34,00.

Las Vegas vista de cima

Las Vegas vista de cima

Mas o que a gente queria mesmo era andar nos brinquedos: X-Scream, Insanity, e Big Shot. A gente tava com a adrenalina tão em alta só de olhar que eu não fotografei nada ): mas catei no Google umas imagens pra mostrar pra vocês.

insanity

Fomos primeiro no Insanity, que tem nome muito apropriado. Imagina só: você senta numa cadeirinha num treco que parece uma garra daquelas de maquina de pegar bichinho, aí uma portinhola se abre, a garra vai pra fora do prédio, e começa a girar muito, muito rápido (velocidade média de 40mph), sem nada em baixo, a 270m de altura. A primeira sensação é de pânico total, é claro. Mas depois é absolutamente maravilhoso – parece que a gente tá voando. Tem vídeo aqui.

x-scream

Depois fomos pro X-Scream, que também não é pra quem tem estômago fraco. A 264m do chão, a gente é lançado pra cima e pra baixo. É tipo uma catapulta muito alta, sabe? Tem vídeo aqui.

big shot

O Big Shot foi nosso terceiro e último brinquedo. Nada mais é do que um daqueles elevadores que sobem e descem muito rápido – e que eu amo. Só que ele é o brinquedo mais alto do mundo, com 329m. Tem vídeo aqui.

Nessas imagens que busquei do Google, dá pra ver que tinha uma montanha russa também. Pesquisei e descobri que o nome dela era High Roller (apropriado, né?), e que ela fechou em dezembro de 2005.

Eu confesso que pintou um cagaço feio em mim antes de andar, mas eu adorei! Me arrependi um pouco de não ter comprado as nossas fotos brincando, mas cada uma custava cerca de US$15,00 e eu tava muito mão de vaca nesse dia. Recomendando o passeio, eu provavelmente começaria pelo Big Shot, depois ia no X-Scream e aí pro Insanity. Tudo bem que o Big Shot é o mais alto, mas acho que ainda assim é o mais tranquilo.

Depois do Stratosphere, voltamos pra Strip. Era só primavera e o sol tava muito quente. Não dá pra andar por lá sem uma garrafa de água! Protetor solar também é importante.

Strip 03

tô usando: chapéu Farm, óculos Ray Ban, camiseta Dress To

De noite, a ideia era fazer noitadinha no Chateau Nightclub, que fica no Paris Las Vegas. Então foi pra lá que fomos!

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Jantamos no Le Provencal, porque é claro que esquecemos de tentar uma reserva no Eiffel Tower Restaurant.

tô usando: jaqueta TopShop, vestido Farm, tênis Converse All Star para Bô.Bo, colar Espaço Fashion

tô usando: jaqueta TopShop, vestido Farm, tênis Converse All Star para Bô.Bo, colar Espaço Fashion

Dos casinos e restaurantes que visitamos, achei o Paris o mais sem gracinha /: ok, é super bonito lá dentro, tem todo jeitinho de Paris mesmo… mas não era nada demais. Gostei mais dos casinos do New York New York, do Mirage, e do próprio MGM Grand.

Sobre o New York New York Hotel & Casino: pra gente, era outra parada obrigatória. Como boa apaixonada por montanhas russas, não podia deixar de andar na The Roller Coaster. E foi lá que começamos o nosso último dia de passeios em Las Vegas.

como a montanha russa já tinha aparecido marotamente em fotos anteriores, busquei essas no Google (x

como a montanha russa já tinha aparecido marotamente em fotos anteriores, busquei essas no Google (x

A montanha russa é bem rápida – em velocidade e duração – mas é meio desconfortável. Bate muito a cabeça, sabe? Mas é bem bacana. Pra brincar uma vez, US$14,00 por pessoa. Claro que não comprei as nossas fotos de novo…

tô usando: chapéu Farm, t-shirt Forever 21, short Maria Filó, tênis Converse All Star para Bô.Bo

tô usando: chapéu Farm, t-shirt Forever 21, short Maria Filó, tênis Converse All Star para Bô.Bo

O melhor desse dia ainda estava mesmo por vir. Como bons fãs dos Beatles, não poderíamos deixar passar a oportunidade de ver The Beatles LOVE by Cirque du Soleil, um dos espetáculos fixos do Cirque du Soleil. Compramos os ingressos no concierge do nosso próprio hotel e seguimos pro Mirage, onde acontece o espetáculo.

tô usando: jaqueta Top Shop, camiseta Cantão, jeans Lucky Brand, sapatilhas Ballasox - e o óculos de grau Marc Jacobs

tô usando: jaqueta Top Shop, camiseta Cantão, jeans Lucky Brand, colar Espaço Fashion, sapatilhas Ballasox – e o óculos de grau Marc Jacobs

Já se passou quase um mês e eu ainda fico buscando palavras pra descrever aquele verdadeiro espetáculo. Eu e o Felipe compartilhávamos um certo medinho de ficarmos desapontados, porque nossa expectativa era muito alta – mas nossas expectativas foram superadas.

Como nas outras apresentações do Cirque, também não é permitido filmar ou fotografar, mas no site oficial tem um vídeo com um preview do show (que tá no YouTube).

LOVE 02

de sacolinha na mão, é claro. Yellow Submarine me deixou doida com os merchs ❤

Na falta de mais palavras, apenas duas dicas. A primeira é: não economize (muit0) nos ingressos. Quando não sabíamos de nada, queríamos ficar no setor E, o mais barato, mas acabamos indo pro C: a diferença de preço é relativamente pequena, e a visão é muito muito melhor. Também tive a impressão, ao longo do espetáculo, de que o setor A (o mais caro!) não tem a melhor das visões, porque é preciso olhar pra cima em alguns (vários) momentos. Só se for pra ver várias e várias vezes – o que, acredite, você vai ficar com vontade de fazer.

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A outra dica é uma passadinha no REVOLUTION Lounge depois do espetáculo, que seduz com essas letras/puffs gigantes.

Claro que a gente não aproveitou nem metade do que Las Vegas tem pra oferecer, mas gostei bastante dos passeios que escolhemos. Passamos muito tempo dos nossos dias & noites nos casinos – mais ganhando do que perdendo dinheiro – e aproveitamos do nosso jeitinho. O bom de não fazer tudo é que sobram motivos pra voltar pra lá!

vamos falar do que está acontecendo, parte 2

Eu não vou começar este texto dizendo que há algo de estranho no ar, porque seria uma constatação um pouco óbvia demais.

Desde que escrevi o outro texto sobre o que está acontecendo, muito mais aconteceu. E, se antes eu tinha algumas dúvidas, alguns sentimentos difíceis de explicar, agora as dúvidas só aumentaram, e os sentimentos ficaram ainda mais confusos.

Ontem teve muito mais gente na rua do que qualquer outro dia de manifestação. Mas até que ponto eu me senti representada por aquela gente?

Eu não me senti representada.

Eu não consigo me sentir representada por uma massa que está indo às ruas reprimindo bandeiras partidárias que estão na rua há muito mais tempo do que nós. Não consigo me sentir representada por uma gente que grita palavras de ordem vazias, sem saber direito as consequências do que faz. Não me sinto representada por uma gente que quer invadir a Prefeitura do Rio, ou o Palácio do Itamaraty em Brasília.

Aliás, aqui cabe um ponto muito pessoal: as cenas da “quase invasão” ao Itamaraty, com gente em cima do Meteoro, nadando no espelho d’água, quebrando vidros e colocando fogo no prédio, me causou sentimentos e sensações que eu não consigo explicar. Parece que estavam invadido a minha casa (que, espero, assim será, um dia – de preferência num futuro próximo). Parece que estavam destruindo um pedaço de mim. Eu senti uma coisa horrível dentro de mim – do mesmo jeito que me sinto quando algo de ruim está pra acontecer.

Enquanto isso, tem gente pedindo nulidade das eleições. Outros  pedem o impeachment da Presidenta. O Congresso está preparado pra substituir a Presidência com novas eleições rapidamente.

De alguma forma muito hábil, uma massa foi convencida de que o mensalão foi o maior escândalo político da história. De alguma forma muito hábil, uma massa foi convencida de que a culpa é do PT, única e irrestritamente. De alguma forma muito hábil, querem fazer a massa acreditar que todas as movimentações são apartidárias.

Mas como uma manifestação política pode ser apartidária? Como podemos achar natural que em uma manifestação política os partidos políticos não podem se expressar? Como aceitar uma manifestação popular que não é verdadeiramente uma festa da democracia?

Querem o monopólio do grito? Querem o totalitarismo? Querem o Estado de Sítio?

De repente, as manifestações, que sempre foram coisas de “socialista”, da “esquerda”,  se tornaram palco para discursos conservadores e reacionários. De repente, as manifestações se tornaram ações nacionalistas – no pior sentido da coisa.

De repente, os meios de comunicação passaram a exaltar o caráter pacífico e apartidário das manifestações.

De repente, não me dá mais orgulho em ver a massa mobilizada. Ao contrário, me dá vontade de gritar aos quatro cantos que parem de ir às ruas. E, de novo, quando muito se grita, fica difícil de escutar o que as vozes pedem. Se o movimento é tão grande e com tantas causas defendidas, na prática não conseguimos identificar suas verdadeiras causas. É aquela falta de ideologia que eu já tinha sinalizado no outro post.

Enquanto não vemos nenhuma reivindicação concreta nos gritos da população, o consenso só existe na entoação do Hino Nacional, na agressão moral aos políticos, e na convocação de mais pessoas pra rua. Ou seja: há ufanismo, prega-se o ódio, e o movimento é retroalimentado. Os nacionalistas que se unem sob a desculpa da independência de partidos ou vínculos políticos podem deixar escorrer pelas suas próprias mãos a democracia, a lei e a ordem pela qual tantos lutaram há pouco mais de duas décadas.

Pode ser só o início, mas eu estou começando a ficar com medo do final.

a volta da gastrite

Quando eu tinha 15 anos, tive a minha primeira crise de gastrite. Diagnosticada como gastrite nervosa, ela atingiu o seu ápice de crises entre o final de 2008 e os primeiros meses de 2009 – ou seja: final dos 18 e inicio dos meus 19 anos.

Fiz um tratamento que deu um pouco certo. Mas eu não gostava do remédio, então parei de tomar. Rebeldia.

Por alguns anos, eu e a gastrite fizemos um trato: eu ignorava ela, e ela não me incomodava. Foram anos de pouco(?) estresse e de muita comilança, de muita porcaria.

Agora, no auge do meu estresse, que inclusive desperta espinhas jamais vistas durante a minha adolescência, a gastrite resolveu voltar. Acho que ela tava com saudade de mim.

Eu não tava com saudade dela. Não gosto nadinha de saber que preciso vigiar minha alimentação, evitar os refrigerantes e as bebidas e os alimentos cafeinados. Não gosto nadinha de pensar que a gordura, o vinagre e os condimentos terão de ser evitados por um tempo.

Mas parece que ela voltou. E chegou pra arrebentar comigo.

Ai ai ai

vamos falar do que está acontecendo

Já tem um tempo que eu procuro ser mais espectadora das redes sociais do que mais uma pessoa tentando formar as opiniões alheias. Eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim, mas eu me sinto mais confortável assim. Não gosto de discussões acaloradas via internet, muito menos de ficar recebendo notificações a cada segundo no meu celular porque alguém comentou isso ou aquilo sobre o que eu falei.

Frente a frente, é outra história – embora a minha (quase) timidez e a minha (pseudo) insegurança deixem quase sempre os argumentos adversários se tornarem vencedores. Por preguiça ou por tédio.

Mas os acontecimentos recentes, desencadeados pelo aumento nos preços das passagens, estão fazendo com que eu mude levemente este meu comportamento nas redes sociais. Não a ponto de gerar discussões, mas o suficiente pra me colocar junto da gente que luta por um Brasil melhor.

E, enquanto (ainda!) estudante de relações internacionais, é preciso manifestar(!!) o que eu penso da política e disso tudo – nem que seja aqui, onde sei que tenho pouco alcance de divulgação.

De repente, parece que muitas gerações acordaram e resolveram demonstrar o quão inconformados est(amos)ão com o que está acontecendo há muito tempo no Brasil. Não se trata só da política, da corrupção, ou de problemas aos quais um ou mais partidos políticos dão cara. A manifestação não é sobre 20 centavos, embora os “líderes” do “movimento” ainda digam que esta é a principal bandeira do movimento.

Mas que bandeira?

Tenho visto nas redes sociais – principalmente nas páginas dos eventos que se criam para divulgar a hora e o local do próximo manifesto – muita gente dizendo que os movimentos não correspondem a nenhum partido, e que não se devem levar bandeiras para as demonstrações – a menos que sejam bandeiras do Brasil.

Então estamos todos lutando sob as 27 estrelas? Sob a ordem e o progresso?

E, sobre a ordem: os mais de 100 mil manifestantes que foram ontem para o Centro do Rio revestiram-se do caráter pacífico que uma manifestação deve ter. Aí meia dúzia de gatos pingados (números indicam cerca de 300 vândalos) resolvem aproveitar o momento de mobilização para vandalizar e depredar o patrimônio público. Isso sem levar em conta um sem número de estabelecimentos privados que também pagaram a conta de gente que, ao invés de respeitar o movimento pela GARANTIA DOS DIREITOS DE TODOS, saqueia lojas, farmácias, etc.

Mas eu não quero ficar criticando quem faz o que eu considero errado. Não quero gastar minhas linhas com esse tipo de análise.

Eu quero falar do orgulho de ser brasileiro, e da alegria de viver este momento. As imagens das manifestações de ontem causaram emoção até no mais duro dos corações. Ver aquele mar de gente reunido na Avenida Rio Branco, em plena segunda feira, sem a desculpa do carnaval ou do futebol, fez o coração bater mais forte. É inegável que nós estamos fazendo história.

Outras cidades do Brasil, como SP, BH, e Brasília também viram seus manifestantes na rua. Sobre Brasília, ver aquela galera subindo no Congresso Nacional foi uma coisa que mexeu profundamente comigo. Eu não sabia se me preocupava com as consequências daquilo, ou se achava lindo demais o povo tomando o seu lugar, com aquelas sombras refletidas na arquitetura de Niemeyer. Dá arrepio só de lembrar!

Esses sentimentos dúbios que os acontecimentos em Brasília me despertaram acompanham os sentimentos diversificados que se formam dentro de mim ao ver tudo o que está acontecendo.

Ao mesmo tempo em que dá um orgulho danado de ser brasileiro e de participar desse despertar no outono, não concordo com o que metade do povo aproveita o momento para dizer/fazer. Uma das coisas que me causa profunda dor é ver uma gente que mama nas tetas do governo se aproveita dos benefícios que o governo coloca à disposição do povo criticar a Presidenta Dilma como se ela fosse culpada de tudo o que acontece de ruim no Brasil. É claro que tem muita coisa errada, e que a Presidenta tem muito poder para colocar mais ordem na casa. Mas não é só isso. Combater o governo e o sistema político abstratamente, sem saber o que poderia substituí-lo, pode ser simplista e até mesmo perigoso.

O povo brasileiro tem uma patologia que me assusta: a mania de colocar a culpa no sistema, a mania de colocar a culpa no governante. A culpa não é da Dilma, ou do Feliciano, ou do Datena, ou de quem quer que seja. A culpa é nossa.

A culpa é de quem fura a fila, de quem dá sempre o seu jeitinho pra tirar vantagem em tudo, de quem não respeita a vaga do idoso na rua ou no shopping, de quem leva 11 produtos pra caixa de 10 itens no mercado, de quem dá troco errado, de quem não age com honestidade nas pequenas coisas. A culpa é de quem não escolheu com consciência os seus candidatos a governador, prefeito, deputados, senadores. A culpa é de quem não acompanha de perto os mandatos de quem elegeu para os postos governantes.

O uso indevido do dinheiro público e os atos de corrupção são reflexos do que a gente faz no nosso dia a dia. E eu sinto que, a menos que todas as muitas vozes que gritam por mudança se unam sob uma bandeira clara e um pedido honesto, toda a mobilização será em vão.

Isso porque fica difícil entender as manifestações quando são muitos os gritos. Fica difícil de entender o que se quer quando até mesmo quem está gritando nas ruas não sabe direito pelo que grita. Fica difícil entender o que se grita quando não tem uma voz de comando que leva a pauta de reivindicações para as mesas de negociação.

A única voz uníssona que eu tenho ouvido e visto por aí é a que pede que as manifestações sejam pacíficas. Com isso, estou, é claro, de acordo. Mas me parece que nos falta um ingrediente principal pra que tudo isso faça, de fato, sentido: ideologia.

Não é que o movimento tenha que ser de esquerda ou de direita. Mas as manifestações precisam sim ter uma cara mais clara, e uma voz límpida que possa ser ouvida. Do mesmo modo, não adianta uma direita reacionária querer se valer das manifestações para atacar de maneira feroz quem está no poder, como estou vendo acontecer por aí. Se a manifestação é séria, há que se assumir a sua verdadeira identidade, banindo aqueles que vandalizam bem como aqueles que ofendem.

O futuro está nas nossas mãos. Resta-nos descobrir, sem demora, a melhor forma de conduzir a mudança que já está batendo na porta.

sabedoria Rowling

Que eu sou fã incondicional de Harry Potter, todo mundo já sabe. Mas ser fã de Harry Potter me levou a me tornar fã da autora de Harry Potter, a Joanne Rowling, aka tia Jo.

E eu sou fã dela desde que ganhei a biografia dela, no meu aniversário de 13 anos. Foi descobrindo um pouco mais da vida da tia Jo que eu me tornei mais fã ainda dela e da série que ela escreveu. Não vou ficar aqui, agora, contando da vida dela pra vocês, mas logo logo – eu acho – vocês vão entender o porquê de tamanha admiração.

De vez em quando (ok, sempre), eu descubro alguma coisa que a tia Jo escreveu e/ou disse e que posso trazer pra minha vida.

Hoje, curiosamente, eu comecei o dia postando no instagram uma imagem contendo uma das muitas frases de sabedoria que a tia Jo escreveu em um dos livros de Harry Potter. E, agora, na minha última olhadinha na internet antes de dormir, descobri esse discurso que a tia Jo fez para a classe que se formou em Harvard no ano de 2008.

Pra quem quiser – e pra mim mesma, em futura consulta – ler o texto do discurso na íntegra, o link é este aqui. Reproduzo aqui apenas um trecho, no seu original, seguido de uma versão em português, pra que #reflitamos nesta noite de quinta feira:

So given a Time Turner, I would tell my 21-year-old self that personal happiness lies in knowing that life is not a check-list of acquisition or achievement. Your qualifications, your CV, are not your life, though you will meet many people of my age and older who confuse the two. Life is difficult, and complicated, and beyond anyone’s total control, and the humility to know that will enable you to survive its vicissitudes.

TRADUÇÃO LIVRE: Se me dessem um Vira-Tempo, eu diria ao meu eu de 21 anos que a felicidade pessoal está em saber que a vida não é uma checklist de aquisições ou realizações. As suas qualificações, o seu currículo, não são a sua vida, embora vocês conhecerão muitas pessoas da minha idade e mais velhas que confundem as duas coisas. A vida é difícil, e complicada, e além do total controle de qualquer um, e a humildade de saber isso irá capacitar-lhes para sobreviver às suas inconstâncias.

Essa mulher, minha gente, me ensinou – e me ensina – muita coisa muito importante pra minha vida. E é incrível como eu descubro mais e mais motivos para amá-la e admirá-la em momentos cirúrgicos da minha vida.

diário de viagens: Anaheim & San Diego

Pra continuar com a nossa história da Califórnia, vou contar pra vocês dos dias que passamos em Anaheim e San Diego!

Anaheim está a cerca de meia hora de Los Angeles, e a verdade é que não é fundamental ficar em um hotel por lá se você quer conhecer a Disneyland; dá tranquilamente pra ir e voltar dos parques da Disney ficando hospedado em LA. Só que eu sou SUPER DISNEY FREAK (mais sobre isso em um post futuro nesta mesma categoria!) e queria aproveitar ao máximo o complexo onde toda a magia Disney começou a se tornar realidade, então foi comum acordo que ficássemos 2 dias por lá! Pra gente, isso foi vantajoso porque 1) não precisávamos enfrentar o trânsito caótico de LA depois de cansar o dia inteiro nos parques, e 2) quando o Felipe ficou cansado demais da maratona de parques temáticos deu pra voltar pro hotel rapidinho pra tirar uma sonequinha. Escolhemos o Hilton Anaheim Convention Center pra essa etapa da viagem, que tem um Starbucks dentro e shuttle pros parques!

tô usando: tricot Farm e camisa xadrez H&M

tô usando: tricot Farm e camisa xadrez H&M

A Disney da Califórnia se resume a 2 parques: a Disneyland – onde tudo começou – e o Disney California Adventure. Entre os dois parques, fica o acesso à área de Downtown Disney, com restaurantes diversos, muitas lojas (tem até Sephora!) e também cinemas. Nós demos sorte e fomos pra lá justo no dia em que os parques ficariam abertos por 24h seguidas, dando início ao Monstruous Summer (ação pra promover o Monsters University). Ok, até que ponto foi sorte é discutível, já que os parques ficaram bem mais cheios do que o esperado.

paradise pier

todo mundo reparou que o Mike tá DE APARELHO em Monsters University?

No primeiro dia, fomos pro Disney California Adventure, que tem uma área inteira temática do filme “Carros”, chamada Cars Land, e o Paradise Pier, com roda gigante e tudo mais o que um píer californiano tem direito. Meus brinquedos favoritos foram, certamente, a Torre do Terror (eu adoro, eu me amarro!), o Toy Story Mania! (amor eterno, amor verdadeiro!), e as montanhas russas California Screamin’ e Radiator Springs Racers!

tô usando: blusa comprada no parque, legging Farm, tênis Converse All Star para Bo.Bô

tô usando: blusa comprada no parque, legging Farm, tênis Converse All Star para Bo.Bô, óculos Ray Ban

De noite, rola no Paradise Pier o show World of Color, mas a gente (aka eu) optou por assistir ao Magical, o show de fogos da Disneyland. Nosso ingresso era o Park Hopper de 2 dias, então estávamos tranquilos quanto ao horário e mudança de parques. Eu não sei descrever a emoção de ver a Disneyland de noite. É linda demais! Aliás, todos os parques temáticos que já visitei parecem ganhar uma magia a mais de noite…

Como a Disney tava aberta por 24 horas, ainda demos uma passadinha em Downtown Disney nesse dia antes de voltar pro hotel pra visitar a World of Disney, loja que reúne muita muita muita merchandise dos parques e que me enlouquece. 

a Letícia pira!

a Letícia pira!

O segundo dia foi dedicado só à Disneyland, e eu fiquei (de novo) super emocionada nesse parque, porque foi nele que o Walt Disney deu início a tudo o que me encanta nesse mundo. Pra completar a emoção, em frente à estátua “Partners” do Walt Disney com o Mickey na frente do castelo da Bela Adormecida, foi colocada uma placa onde se registra o dia do centenário do Walt Disney, o mesmo dia em que eu completei 12 anos de vida. Pois é, eu e Walt nascemos no dia 05 de dezembro! E isso explica muita coisa!

tô usando: blusa comprada no parque, short Dress To, cinto Santa Lolla para C&A, parka Espaço Fashion amarrada na cintura

tô usando: blusa comprada no parque, short Dress To, cinto Santa Lolla para C&A, parka Espaço Fashion amarrada na cintura

O parque estava muito cheio (ai, sábados), e já tínhamos ido aos clássicos Piratas do Caribe, Splash Mountain, e Space Mountain. De fato, já tínhamos conhecido o parque todo (o que é muito diferente de ir a todos os brinquedos), passando por todas as “lands” que o Walt Disney planejou. Adorei Toontown, onde ficam as casas de Minnie e Mickey! E a Minnie tava por lá tomando chá! Uma fofa ❤ Enfim. Como o sol tava muito forte e já estávamos cansados, o Felipe me convenceu a descansar um pouco no hotel (eu ficaria mais no parque, mas já passei da fase de gostar de curtir os parques sozinha).

Disney smile (:

Disney smile (:

Depois do descanso, fomos jantar no Downtown Disney. Recomendo o Napolini, que oferece massas maravilhosas e uma carta de vinhos bacana.

tô usando: jaqueta TopShop, camisa Espaço Fashion, bolsa Prada, jeans Lucky Brand

tô usando: jaqueta TopShop, camisa Espaço Fashion, bolsa Prada, jeans Lucky Brand, e o óculos de grau Marc Jacobs

Depois da janta, voltamos pra Disneyland, para noooossa alegriiiia! E aí andamos nos brinquedos que faltavam: a Matterhorn e o simulador Star Tours. A gente ia também no brinquedo Indiana Jones Adventure, mas eu tenho fobia de um certo animal que aparece na decoração do brinquedo, e aí eu resolvi que não queria ir de jeito nenhum, porque já era tarde da noite e fiquei com medo de ter pesadelo (#soudessas). Daí aproveitamos e assistimos o Fantasmic!, que é igual ao que acontece no Disney’s Hollywood Studios em Orlando, e que eu amo de paixão. O Fantasmic! mistura pirotecnia e jogo de águas com projeção de imagens, e eu fico sorrindo e com vontade de dançar só de lembrar da musiquinha que embala o espetáculo.

tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?  HE HE HE

tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?

Eu não queria sair mais de Anaheim de jeito nenhum! Mas era hora de seguir viagem e aproveitar San Diego! Depois de cerca de 1h40 de viagem de carro – e uma parada esperta em um dos view points na Pacific Highway pra observar a imensidão do Oceano Pacífico – chegamos na cidade.

in the biiiiig blue wooooorld

in the biiiiig blue wooooorld

San Diego era o único lugar onde não tínhamos muita certeza do que faríamos. E foi ótimo! As surpresas começaram com o hotel: sem querer, escolhemos um hotel da rede Ramada que manteve todas as características de quando foi construído na década de 60! Ok, nem todas as características, já que as suas instalações atendem aos padrões mínimos de uma cadeia internacional – mas não ao ponto de perder o seu arzinho vintage.

Um dos lugares que tentamos visitar foi o San Diego Chargers Qualcomm Stadium, já que o Felipe é fã de futebol americano. Mas demos com a cara na porta, já que estava fechado por conta do feriado.

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Pois é. Coincidentemente, chegamos em San Diego num final de semana de  feriado: o Memorial Day! Daí tinha muita coisa fechada e a gente não sabia direito o que fazer. Resolvemos ir pra San Diego Harbor e andar sem rumo.

lugar delícia pra passar o dia! dá pra alugar bicicleta, almoçar olhando a baía...

lugar delícia pra passar o dia! dá pra alugar bicicleta, almoçar olhando a baía…

Foi uma grata surpresa descobrirmos por lá um porta aviões  (o USS Midway) que serve de museu e fica aberto à visitação! Logo quis visitar, porque achei oportunidade única! 

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Nem vi direito o tempo passar enquanto estávamos lá. Tinha tantos aviões pra ver, veteranos de guerra pra conversar, informações pra obter… e o dia tava lindo demais!

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Do lado do USS Midway, fica uma escultura ENORME reproduzindo aquele beijo que ficou famoso no mundo inteiro quando a Segunda Guerra Mundial teve fim. Chamada Unconditional Surrender, a escultura não é em p&b, mas nas cores que seriam os uniformes do marinheiro e da enfermeira que protagonizaram a cena. Perdi a conta de quantos casais vimos tentando reproduzir a cena pra tirar fotos!

tô usando: chapéu Kate Spade, vestido Forever 21, tênis Converse All Star para Bo.Bô

tô usando: chapéu Kate Spade, vestido Forever 21, bolsa Prada, tênis Converse All Star para Bo.Bô

Ali pertinho de San Diego Harbor, fica o centro histórico da cidade, cheio de bons restaurantes! E, falando em comida, essa foi provavelmente a etapa mais gorda da viagem: fomos ao Applebee’s, ao Cheesecake Factory, e até no IHOP (International House Of Pancakes)! E, é claro, descobrimos também uns cantinhos de comida japonesa muito gostosos (será que é assim por toda a Califórnia?).

GORDURA! <3

GORDURA! ❤

Ah! E pra quem quiser fazer compras em San Diego, recomendo o Fashion Valley. É um shopping a céu aberto, com lojas pra todos os gostos e bolsos!

No próximo post sobre essa viagem, a última etapa da nossa road trip: Las Vegas!