superando o trauma do quindim

desde o último sábado, eu consegui superar uma barreira que pensei intransponível na minha vida por muitos anos: o trauma do quindim.

sabe como é, quando eu era pequena menorzinha, eu tinha intolerância à lactose (não do tipo Leonard Hofstader, mas do tipo que se eu comesse qualquer coisa com leite a minha glote fechava e eu poderia morrer), e eram pouquíssimos os doces que eu podia comer – já que quase tudo leva leite. pra vocês terem uma ideia, até os 9 anos de idade eu só podia tomar leite de soja. o primeiro chocolate que comi na vida foi com quase 10 anos.

aos 4 anos, aconteceu um episódio que marcou a minha vida pra sempre.

era aniversário de um dos meus primos, e ele resolveu comemorar numa casa em Angra dos Reis. foi um dia muito agradável na praia, em que andamos de jet ski, brincamos na piscina, todas essas coisas que permeiam dias bacanas de sol.

uma foto do dito dia

uma foto do dito dia

o “parabéns” não foi cantado no final da festa, mas sim depois do fim do almoço (era churrasco? não tenho certeza! capaz de ter sido). liberaram os docinhos!

e tinha uma mesa de quindim.

UMA MESA CHEIA DE QUINDIM.

e eu descobri que podia comer aqueles docinhos chamados “quindim” porque eles não tinham leite na receita!!!

eu tava naquela fase da mania de ficar embaixo de mesas. eu não sei o motivo dessa mania, não sei se é coisa de toda criança, ou de várias crianças, ou se era só eu mesma, mas eu sei que eu tinha essa mania. tava numa fase que não podia ver uma mesa que me escondia logo debaixo.

e é claro que eu fui lá e me escondi na tal mesa de quindins.

não satisfeita em me esconder lá, eu sorrateiramente pegava um quindim atrás de outro e comia tudo com avidez. eu devo ter comido, sei lá, mais de 40 ou 50 quindins.

lógico que isso não podia dar certo.

eu passei muito mal. eu passei muito, muito, muito mal.

eu passei tão mal que nunca mais comi quindim na vida.

daquele dia, se passaram quase 2 décadas, até que, nesse final de semana, eu recebi um pote cheio de quindim aqui em casa. quindim fresquinho, bem feito, brilhando de amarelo maravilhoso.

aí eu tomei coragem. foi aí que eu resolvi superar o trauma e tentar comer quindim.

comi 1, comi 2, comi 3. comi quindim sábado, domingo, segunda, e hoje. e não passei mal! vitória!!!

falando em coragem, hoje reuni toda a coragem que eu poderia ter e fui lá cortar o cabelo. aproveitei que, depois da aula do mestrado, a minha ortodontista disse que não poderia me atender por questões estruturais na clínica (a chuva de ontem fodeu com a cidade de Niterói e tem lugar sem luz até agora), e dei um pulo no salão pra aparar a juba. por enquanto, tá ok, mas a Jô sabe arrumar o meu cabelo, né. pega, seca, penteia pra lá, penteia pra cá, passa trequinho, dá um jeitinho, etc, etc. quero ver como o picumã vai ficar amanhã, quando eu lavar minhas madeixas e deixar que o tempo as seque sozinho. se não ficar minguado, tá ótimo. quando tiver alguma foto bacana do novo corte, posto aqui.

agora dá licença que eu vou aproveitar que meu dente não tá doendo muito e vou comer um cookie.

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