Arquivo do mês: maio 2013

de galochas!

Ontem eu anunciei que tava pra chover, né (#garotadotempo)? Então. É claro que ia chover (e muito) no dia do aniversário do meu pai!

Quase todo ano chove no aniversário dele, e mesmo assim eu ainda não me acostumei em ter que me programar pra usar “roupas à prova d’água”. Aí todo 17 de maio é um drama pra escolher alguma coisa pra comemorar em família essa data importante.

Choveu bastante, o dia inteiro, e ficou aquele friozinho gostoso. Apelei pra legging térmica, e o trench coat impermeável foi fundamental pra garantir que eu ficasse seca e quentinha pra gente ir até a pizzaria favorita do papai!

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E a estrela do look, é claro, só podia ser o par de galochas, que esquenta e protege o pé do ~moiado~! Há mais ou menos uns 2 anos atrás, eu cismei que queria uma galocha. Procurei, procurei, procurei, e nada de achar uma bacana do meu tamanho. Parecia que galocha era coisa só pra criança mesmo!

Eis que numa das minhas viagens pra Orlando (<3) eu achei esse par maravilhoso numa loja dentro de um dos parques da Disney, e não pestanejei nem um segundo pra comprar.

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I’m siiiingin’ in the raaaiin, I’m daaaanciing in the raaiiin…

Como elas chamam muita atenção sozinhas, o resto do look tem que ser mais discreto, né? Desse jeito, não preciso aposentá-las completamente nesse período de aparelho.

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Ah, mas eu acho que não conseguiria aposentá-las de jeito nenhum. São galochas! E galochas cheias de Mickeys! Mickeys!! MICKEYS!! Não tem como não amar ❤

Acabou que, quando fui pra Londres, achei mais um tantão de galochas diferentes e que poderiam muito bem entrar no meu armário, mas essa do Mickey reina soberana, e não teve mais lugar pra nenhuma outra!

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O cachecol trouxe um pouquinho de cor pro look, sem ofuscar a galocha, e mantendo a proposta do look outonal de chuva!  

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E tá aí uma foto #noelevador da família chegando da pizza em tempo de ver o último capítulo da novela! Hehehehehe

  • Cachecol: Farm
  • Trench coat: Zara
  • Calça térmica: não lembro se foi do Wal-Mart ou do Target d:
  • Galochas: uma das lojinhas do Disney’s Hollywood Studios
  • Arco: Accessorize

o vento e a ameaça de chuva

Ontem fez um calor danado por aqui, e hoje o tempo ficou bem incerto. Sabe aquele céu que ameaça chuva? Aquele vento que anuncia a chegada de frente fria? Então.

Essa semana eu tô de crise alérgica; meu nariz tá horrível e a minha garganta tá irritada. E hoje tinha que ir na rua resolver umas urgências (tipo ir na podóloga porque já não aguentava mais de dor nos pés), mesmo que o tempo lá fora me pedisse pra ficar quietinha em casa fazendo repouso (como se isso também fosse possível).

Pra poder sair sem colocar a minha saúde em mais risco (#dramas), me agasalhei e fui preparada pro pior, usando… CAPA DE CHUVA!

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Eu AMO capa de chuva. Eu poderia ter uma enorme coleção delas. E eu lembro com perfeição do dia que encontrei essa na Forever 21: eu saí correndo em direção a ela e nunca mais soltei. Eu me sinto o Axl Rose com ela, e fico sempre procurando desculpas para usá-la.

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Por baixo da capa de chuva, t-shirt retrô da DDR, porque (1) eu adoro futebol, (2) a Alemanha Oriental só conseguiu se classificar pra uma Copa do Mundo, em 1974, (3) a Copa do Mundo foi disputada na Alemanha Ocidental, e (4) a DDR ganhou da Alemanha Ocidental nesse jogo de 1×0!

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Os acessórios e o sapato seguiram a onda da proteção anti-chuva e anti-vento: cachecol levinho, que protege na medida; a amada bolsa amarela(!!) impermeável; e o sapato tipo dockside com brilho que, embora machuque um pouco o joanete, é ótimo pra andar na chuva! No braço direito esquerdo (acho que meu lado canhoto tá falando alto!!), além do relógio, combinei duas pulseirinhas, e coloquei alguns anéis nas mãos pra completar.

Acabou que São Pedro resolveu dar uma segurada nas mudanças do tempo e não choveu, mas a capa de chuva fez as vezes de trench coat e protegeu do vento e do ar condicionado de onde eu ia.

  • Capa de chuva: Forever 21
  • T-shirt: Liga Retrô
  • Calça jeans: 7 for all mankind
  • Sapato: Sollas
  • Bolsa: Accessorize
  • Cachecol: Oasis (marca britânica)
  • Pulseiras: Maria Filó (preta) e d’África

comprando online: óculos de grau

Não, esse não é o primeiro publipost do blog. Esse é apenas o primeiro de uma nova categoria de posts aqui no De Aparelho: comprando online!

Pode parecer óbvio demais. Mas percebi que não é! Tem muita gente que ainda tem receio de comprar online – principalmente em sites gringos.

Então eu decidi compartilhar com vocês algumas das minhas experiências de compras online, pra que, juntos, possamos rir das furadas e desfrutar das vantagens do e-commerce!

Esse primeiro post é sobre um óculos de grau que eu comprei pela internet e chegou aqui em casa essa semana.

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screen da homepage

Fuçando a internet, descobri a Zenni Optical, que oferece armações com as lentes de grau por preços bem camaradas. Fiz um orçamento e vi que a armação + lentes de grau + frete me custariam menos de US$17,00. Achei uma pechincha e meus olhos brilharam!

Quem precisa usar lentes corretoras de visão sabe o quanto isso pode sair caro aqui no Brasil. Há uns anos venho comprando minhas armações em viagens, o que me fazia economizar uma graninha, já que conseguia comprar armações grifadas gastando a mesma coisa que pagaria numa armação simples por aqui. Mesmo assim, as lentes de grau continuam caras, e, no final das contas, ainda gastava quase 1 mês de bolsa (#minhabolsaminhavida) pra ter o par de óculos pronto pra uso.

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screen do pedido (1)

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screen do pedido (2)

A pura ideia de ter um óculos completo por cerca de R$40,00 foi tentadora demais pra resistir, e eu preenchi logo o formulário todinho e fechei a compra.

Teria dado certo se (1) o óculos não tivesse demorado 2 meses e 11 dias pra chegar, e (2) eu não tivesse ido na oftalmologista no meio tempo e constatado que meu grau mudou. Tudo bem que meu grau não mudou taaaanto assim, e dá pra usar esse óculos da Zenni Optical e ainda enxergar tudo direitinho, mas a demora na entrega foi algo que me incomodou bastante.

Isso foi agravado porque eu não conseguia acompanhar o progresso do pedido nos Correios! Depois de um pouco mais de um mês esperando pelo tal do óculos e nada dele chegar, eu resolvi enviar um email pra lá, e eles não foram muito solícitos ao me atender. Eu já tava achando que esses óculos nunca iam chegar aqui em casa!!

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o lenço é estampado ❤

Enfim, chegou um pacotinho de Hong Kong (!!!!!) pra mim. Aí eu entendi um bocado do porquê de tanta demora!

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A armação me pareceu mais resistente do que eu esperava, e tô ansiosa pra levar na minha ótica de confiança e ouvir a opinião de quem entende do assunto (prometo fazer um update nesse post com a informação!). Eles tem (MUITAS) outras opções de armação, e o preço varia de acordo – mas acho que dá pra encontrar boas opções por preços módicos!!

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Exceto essa demora na entrega, achei que vale bem a pena! Afinal, não me custou nem R$40,00, e eu curto ter diferentes opções de óculos pr’aqueles dias em que eu não consigo usar as lentes de contato.

Espero que vocês achem útil essa nova categoria do blog!

do dia das mães

Como diz a minha mamãe, “dia das mães é todo dia”! Mas nós aceitamos, no melhor estilo Sheldon Cooper, as convenções sociais, e ontem comemoramos o dia das mães da melhor forma possível.

tie dye

Escolhi esse vestido de renda em tie dye porque sabia que o dia pedia um look confortável e que (pra variar) aguentasse as mudanças de temperatura.

multi tie dye

Essas fotos foram tiradas de noite, então a meia calça já tinha entrado em cena, porque, como vocês já devem ter percebido, eu sou friorenta.

up is down

Nos pés, o meu mais novo amor: esse All Star de zebrinha com aplicação de tachinhas! E tem como não amar?

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E uma foto em família pra fechar o post:

família

  • Vestido: Farm
  • Colar: Cantão
  • Tênis: Converse All Star para Bo.Bô
  • Bolsa: Belier

pra comprar frango assado

O look de hoje, em princípio, não ia aparecer aqui no blog. Afinal, o meu dia de hoje se resume em escrever artigos e trabalhos (ai, mestrado) – exceto pelos poucos minutos que passei na rua pra comprar frango assado pro almoço e passar na farmácia.

Pois é. A missão de comprar o almoço de sábado da família sobrou pra mim! Eu acabei registrando o que eu tava vestindo no elevador e postei no instagram:

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aquela típica foto de elevador (1)

Saí tão preguiçosa que nem coloquei a lente – acho que foi o meu inconsciente querendo me fazer aproveitar o potencial desses óculos novos! Hehehe

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aquela típica foto de elevador (2)

Aí quando cheguei em casa resolvi tirar uma foto semi-apresentável pra postar aqui no blog e mostrar pra vocês como montei esse look outonal confortável e cheio de peças xodó do meu armário.

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Calça de plush + rasteira + camiseta = combo preguiça!

Como metida à ~fashionista~ não perde a pose nem pra ir na padaria comprar o tal frango assado, escolhi a sandália rasteira de oncinha com tachinhas ❤ e esse cachecol levinho de caveirinhas pra proteger do vento e dar uma bossa a mais.

up is down

E eu preciso fazer uma nota especial sobre a calça usada no dia de hoje. Essa calça habita o meu armário desde 2011 e nunca antes na história desse país existiu uma calça mais confortável! De vez em quando, eu fico com bode dela por causa da amarração na cintura e dos bolsos esquisitos que ela tem, mas é só vestir que toda a implicância passa! Pra looks preguiça, ou pra viajar de carro, ou pra vôos rápidos, não tem nada melhor!

Agora dá licença que a política externa brasileira me aguarda!

  • Camiseta: Ayres
  • Calça de plush: Farm
  • Sandália: Santa Lolla para C&A
  • Bolsa: Longchamp
  • Cachecol: Alexander McQueen

relacionamentos estáveis com marcas

“lá vem ela falar sobre moda e tal de novo”.

não. esse post não é sobre moda. é sobre relacionamentos estáveis com marcas. e não apenas com marcas de moda!

a gente acaba se acostumando com determinados padrões na vida, e as vezes não quer mudar. eu sou assim com algumas marcas – de roupa, de sapato, de pasta de dente, de shampoo, etc. eu sinto que desenvolvi um relacionamento estável com elas; alguns bem duradouros!

como já contei aqui, habituei a usar o Johnson’s Baby Shampoo, que há muitos anos garante o cheirinho gostoso cadê cadê você cheirinho gostoso tá aqui tá aqui te achei do meu cabelo. mas este é um exemplo de marca que não estabelece um relacionamento direto com o cliente. dificilmente vai ter um vendedor específico numa drogaria ou num mercado pra me vender Johnson’s Baby Shampoo, pasta de dente Oral B, papel higiênico Cotton, e assim por diante.

esse relacionamento estável fica muito mais visível – e sensível – quando as marcas estabelecem um relacionamento bem mais direto com o cliente – tipo uma loja de roupas ~boutique~ ou um restaurante.

eu tenho o hábito de passar sempre no Starbucks, por exemplo. desde que abriu o Starbucks daqui perto de casa, raramente eu passo um dia sem ir lá, tomar um cafézinho, ou um iced shaken, ou comer um cinnamon roll, ou algo assim. e eu gosto de cumprimentar as/os baristas, aprender o nome de cada um deles, e bater um papinho. viu? tá formada a tal relação estável.

isso também acontece com marcas de roupa. aliás, no meu caso, é onde eu mais sinto que esse relacionamento é importante. dificilmente eu compro roupa em loja onde não tenho uma vendedora que já conheça muito bem os meus gostos e entenda todos os meus dramas de vestuário. eu gosto de entrar numa loja e saber que quem vai me atender já sabe, além dos meus gosto, que eu posso estar ali apenas pra dar um beijinho em quem me trata bem, ou conferir as novidades – pedindo peloamordeDeus pra guardar até o final da semana pra fazer um estrago uma compra bacana.

é claro que esse relacionamento é uma via de mão dupla. eu preciso ter certeza de que quem está me atendendo quer fidelizar o cliente – que é muito mais do que vender. é lógico que é uma relação de interesse – dos dois lados! pra mim, é uma coisa bem importante.

este post foi motivado pela pequena ~contenda~ que eu tive essa semana na Espaço Fashion – e pela atenção dispensada da marca. fui lá anteontem e queria usar o meu desconto de ~mayor~ do Foursquare, que eles divulgam no Twitter. a vendedora – que ainda não tinha me atendido, já que nenhuma das duas vendedoras que eu mais ❤ estavam lá – me negou o desconto, dizendo que essa ação já tinha terminado. mandei um tweet pra marca pra confirmar a informação, e, no final das contas, eu tinha razão. acabei fazendo a compra sem o desconto de 15% a que eu tinha direito. me mandaram DM sobre o assunto no mesmo dia, e agorinha mesmo o moço do marketing me ligou pedindo um zilhão de desculpas pelo ocorrido, que era um absurdo, porque eu era uma verdadeira embaixadora(!!!) da marca com tantos check ins no Foursquare e looks no instagram, e que eu tenho desconto lá de qualquer jeito.

é essa atenção que faz com que eu tenha mais vontade de continuar consumindo a marca, porque me dá a sensação de que eu sou valorizada enquanto cliente.

o mesmo não tá acontecendo com a Use Huck. tudo bem que é marca online, e que esse relacionamento fica bem mais difícil, mas eu sou ávida consumidora das t-shirts deles, e, no último pedido que fiz, que chegou aqui em casa na terça, veio uma blusa com defeito. comuniquei imediatamente, e desde então não tive nenhuma resposta. isso não é bonito, e provavelmente eu vou me lembrar deste incidente nas próximas vezes que quiser fazer uma compra – o que vai colocar um limite no meu impulso de comprar t-shirts pela internet.

UPDATE: a Use Huck me mandou um email enquanto eu escrevia esse post. se redimiram em tempo, e eu já posso enviar de volta a peça defeituosa. mesmo assim, vou começar a repensar minhas compras online.

acho que o post ficou meio confuso, mas é isso aí. dependendo eu mexo nele depois. agora deixa eu voltar pro meu projeto de pesquisa que eu preciso acabar com isso logo!!! e é o mestrado que me dá dinheirinho pra comprar shampoo Johnson’s Baby e roupas bacanas. hehe

com jeito de 5 anos mais velha

O título deste post é a reprodução de uma das primeiras frases que hoje o meu amigo Aloisio falou pra mim. Assim como várias outras pessoas queridas e maravilhosas, ele protestou contra o fim desse blog, e é por causa de tantas manifestações de carinho, por causa de tanto incentivo, que eu decidi passar uma borracha na decisão de cancelar esse nosso espaço, e fazer o melhor possível pra mantê-lo sempre atualizado.

Na manhã de hoje, quando me fiz a pergunta “o que eu vou vestir?”, eu nem imaginava que ia acabar passando o dia quase todo na rua UFF. Quando deu tempo de almoçar, já era quase 15h, e eu tava com tanta fome que comi no Plaza mesmo, porque sabia que não ia aguentar esperar chegar em casa. E foi lá que o Aloisio fez a gentileza de fotografar o look que, segundo ele, me deixou com cara de 5 anos mais velha.

camisa jeans

Eu sou adepta do jeans e não nego. Pra não cair sempre na mesmice de usar calça jeans, de vez em quando eu escolho uma camisa jeans e combino com calça/short/saia colorida(o)! Acho que é uma opção bem legal pra manter o jeans no look, mas fugir do óbvio! Essa tem uma lavagem meio acid, e eu não consigo desistir dela, mesmo depois de alguns anos no meu armário!

calça burgundy

E já deu pra perceber que eu amo essa cor burgundy, né? Também deu pra ver que rolou um novo corte no cabelo? Tava ensaiando a aparada na juba há um tempo, mas tava com medo do resultado. Tomei coragem essa semana, e a Jô (beijo!) cortou fora uns 3 dedos do comprimento, mais um tantão de cabelo pra deixar repicado;  por enquanto tô gostando do resultado!

detalhes

Pros pés, escolhi o mocassim de oncinha, e tentei manter os acessórios todos seguindo as cores dessa padronagem.

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Aproveitei também pra buscar meu novo óculos de grau, que ficou pronto hoje. Eu tô amando demais essa armação nova, e quero mostrar logo pra todo mundo:

red eyeglasses

VERMELHO! ❤

  • Camisa jeans: Espaço Fashion
  • Calça burgundy: Farm
  • Cinto: herança da Mivó
  • Mocassim: Sollas
  • Bolsa: Zatchels
  • Pulseiras: Maria Filó, Farm, e Asos
  • Anéis: heranças da Mivó
  • Relógio: Casio
  • Óculos: Marc Jacobs

superando o trauma do quindim

desde o último sábado, eu consegui superar uma barreira que pensei intransponível na minha vida por muitos anos: o trauma do quindim.

sabe como é, quando eu era pequena menorzinha, eu tinha intolerância à lactose (não do tipo Leonard Hofstader, mas do tipo que se eu comesse qualquer coisa com leite a minha glote fechava e eu poderia morrer), e eram pouquíssimos os doces que eu podia comer – já que quase tudo leva leite. pra vocês terem uma ideia, até os 9 anos de idade eu só podia tomar leite de soja. o primeiro chocolate que comi na vida foi com quase 10 anos.

aos 4 anos, aconteceu um episódio que marcou a minha vida pra sempre.

era aniversário de um dos meus primos, e ele resolveu comemorar numa casa em Angra dos Reis. foi um dia muito agradável na praia, em que andamos de jet ski, brincamos na piscina, todas essas coisas que permeiam dias bacanas de sol.

uma foto do dito dia

uma foto do dito dia

o “parabéns” não foi cantado no final da festa, mas sim depois do fim do almoço (era churrasco? não tenho certeza! capaz de ter sido). liberaram os docinhos!

e tinha uma mesa de quindim.

UMA MESA CHEIA DE QUINDIM.

e eu descobri que podia comer aqueles docinhos chamados “quindim” porque eles não tinham leite na receita!!!

eu tava naquela fase da mania de ficar embaixo de mesas. eu não sei o motivo dessa mania, não sei se é coisa de toda criança, ou de várias crianças, ou se era só eu mesma, mas eu sei que eu tinha essa mania. tava numa fase que não podia ver uma mesa que me escondia logo debaixo.

e é claro que eu fui lá e me escondi na tal mesa de quindins.

não satisfeita em me esconder lá, eu sorrateiramente pegava um quindim atrás de outro e comia tudo com avidez. eu devo ter comido, sei lá, mais de 40 ou 50 quindins.

lógico que isso não podia dar certo.

eu passei muito mal. eu passei muito, muito, muito mal.

eu passei tão mal que nunca mais comi quindim na vida.

daquele dia, se passaram quase 2 décadas, até que, nesse final de semana, eu recebi um pote cheio de quindim aqui em casa. quindim fresquinho, bem feito, brilhando de amarelo maravilhoso.

aí eu tomei coragem. foi aí que eu resolvi superar o trauma e tentar comer quindim.

comi 1, comi 2, comi 3. comi quindim sábado, domingo, segunda, e hoje. e não passei mal! vitória!!!

falando em coragem, hoje reuni toda a coragem que eu poderia ter e fui lá cortar o cabelo. aproveitei que, depois da aula do mestrado, a minha ortodontista disse que não poderia me atender por questões estruturais na clínica (a chuva de ontem fodeu com a cidade de Niterói e tem lugar sem luz até agora), e dei um pulo no salão pra aparar a juba. por enquanto, tá ok, mas a Jô sabe arrumar o meu cabelo, né. pega, seca, penteia pra lá, penteia pra cá, passa trequinho, dá um jeitinho, etc, etc. quero ver como o picumã vai ficar amanhã, quando eu lavar minhas madeixas e deixar que o tempo as seque sozinho. se não ficar minguado, tá ótimo. quando tiver alguma foto bacana do novo corte, posto aqui.

agora dá licença que eu vou aproveitar que meu dente não tá doendo muito e vou comer um cookie.

o final de semana e mais um pouco sobre o cabelo

meu final de semana foi bacana, e o tema “cabelo” continuou em pauta. já que este assunto está me incomodando muito, preciso escrever um pouco mais sobre isso.

no sábado, lá pelas tantas da tarde, depois de muito penar pra escrever mais umas linhas da dissertação, resolvi tomar coragem e fui tentar cortar o cabelo. mas é claro que a Jô não tinha horário! dert. tarde de sábado, todo o high society e o down down down no high society tá no salão se preparando né? e eu nem me dei conta disso até que cheguei no dito salão e vi tudo cheio. interpretei como um sinal divino de que deveria esperar.

aí ontem eu fui no Plaza ver “Somos Tão Jovens” – a estreia cinematográfica brasileira da semana – e aproveitei pra perguntar sobre hidratação no salão que abriu recentemente pertinho do Starbucks e das Lojas Americanas. quando a moça disse o preço, eu quase caí dura. gente, que louco gastar uma grana pra passar uns trecos no cabelo.

resolvi que não vou fazer nada disso não. a hora que der pra cortar, vou lá e corto, e pronto. eu hein. pra passar condicionador no meu cabelo, passo eu mesma o meu Johnson’s Baby! e ainda taco o cheirinho prolongado!

ah! gostei bastante do filme! não sou lá grande fã de Legião Urbana nem de Renato Russo pra saber o quanto é verdade ou não, mas achei bacana a interpretação dos atores (o cara que faz o Herbert Vianna chega dar nervoso de tão parecido com o próprio!) e, principalmente, adorei ouvir um rock n roll nacional no cinema.

minha história de amor e ódio com o meu cabelo

esse post é tudo menos um post fútil. se você tiver paciência pra ler tudo, com certeza vai entender.

quem me conhece minimamente bem sabe que eu tenho a maior preguiça do mundo de me cuidar. ok, cuidados mínimos eu tenho, fazem parte da minha rotina, tipo tirar a maquiagem antes de dormir, essas coisas. mas eu tenho muita preguiça de cremes, esfoliantes, hidratação de cabelo, secador de cabelo, etc, etc.

ou seja: tenho preguiça de coisas de mulherzinha.

a verdade é que eu acabei ficando acomodada, principalmente com o meu cabelo. o meu cabelo é o que mais sofre nessas horas, coitado. a falta de cuidado com ele é uma coisa assustadora.

criei o hábito de simplesmente lavar o meu cabelo e sair. a pseudo-salvação dele foi quando surgiu o tal do Moroccanoil: eu decidi aumentar esse produtinho na minha rotina diária pós-lavar o cabelo. o combo shampoo e condicionador Johnson’s Baby (true story) + Moroccanoil garantiu que meu cabelo crescesse longo e feliz.

ah é. eu gosto de lavar a cabeleira com Johnson’s Baby Shampoo. acho que não tem nada igual, e quem já dividiu quarto comigo em alguma viagem ou visitou meu banheiro constatou que a linha Johnson’s Baby reina absoluta na minha vida. agora que tem spray de cheirinho prolongaaaadoo então… nossa! não quero outra vida!!

mas eu não quero contar aqui só a minha displicência com o meu cabelo ou a minha rotina de pseudo cuidados capilares. quero contar as consequências desse pseudo cuidado.

há uns anos eu tenho tido um apego muito forte pelo meu cabelo. eu nunca fui muito apegada não, a vida inteira tive o cabelo de médio pra curto, e até arrisquei um corte chanelzinho aos 6 e aos 10 anos, respectivamente. só por volta dos 15 ou 16 anos que eu deixei meu cabelo maior, e acho que isso foi uma consequência inconsciente da falta de tempo pra ir no cabeleireiro cortar de tanto que eu estudava pro vestibular.

logo depois que acabei o Ensino Médio e passei no vestibular (ou seja: com 17 anos), eu quis uma mudança no meu cabelo, e fui dar um corte novo nele. só que ele estava enorme e eu já tinha me acostumado com ele grandão, né. e aí o cabeleireiro que me atendeu naquele dia cortou meu cabelo demais. da noite pro dia, meu cabelo deixou de chegar na cintura pra mal bater nos ombros.

eu tenho certeza de que, naquele dia, nasceu toda a minha história de amor e ódio com o meu cabelo.

os primeiros dias foram muito, muito difíceis. o cara que cortou meu cabelo naquela vez não entendeu que eu não cuido do meu cabelo e não tenho paciência pra fazer escova e tal. e ele fez um corte que não era nada prático! o tal corte deixava meu cabelo de dois tamanhos: uma camada mais curta em cima de outra camada mais comprida. era um corte que só funcionava se eu tivesse muito cuidado pra pentear e escovar. o que eu nunca fiz, é óbvio.

e aí eu fiquei 1 ano sem cortar o cabelo, pra ver se ele chegava num lugar em que eu pudesse dar um corte reto pra ser displicente e feliz de novo. foi nesse ano que começou todo o apego, e que eu desenvolvi o medo de encarar a tesoura no cabeleireiro. foi nesse ano eu aprendi a cortar minha franja direitinho, sem fazer caquinha, e eu cultivo esse hábito até hoje. ok, as vezes eu faço caquinha, mas eu já aprendi a lidar com isso também.

com 18 anos, o cabelo ficou reto de novo, mas ainda razoavelmente curto. só com quase 19 que ele começou a chegar no lugar que eu gostava de novo, o médio que não dava muito trabalho.

e desde então eu cultivo o cabelo mais comprido. até que com 21 anos e meio, numa dessas de cortar a franja, eu quis tentar cortar todo o cabelo sozinha, fiz caquinha, e aí ele deixou de ser comprido pra ficar médio-longo de novo.

hoje, aos 23, ele tá bem grande, bem ok. das últimas vezes que cortei, não quis nem repicar muito, de tanto trauma capilar acumulado nessa vida. mas há um tempo venho pensando em tentar mudar isso.

acontece que toda a minha displicência capilar – essa falta de hábito de fazer hidratação no salão, de não gostar de secador e de deixar o cabelo secar sozinho, e de prender muito o cabelo – tá me fazendo ver que tô destruindo o meu cabelo pouco a pouco.

acho que o pior de tudo tem sido prender ele demais. quando tô em casa, dificilmente eu fico de cabelo solto, porque ele fica caindo na minha frente, me atrapalha a estudar, me incomoda e tal. no mestrado, a mesma coisa. e na rua, se estiver quente, na mesma hora eu pego um daqueles elásticos de dentro da minha bolsa e faço um coque na mesma hora.

esse hábito, combinado com a displicência, tá me dando um cabelo com vários fios arrebentados e muitas pontas duplas. e o pior é que eu não largo a preguiça!

tô chegando à conclusão de que, se quiser continuar com o cabelo grande assim, vou ter que mudar meus hábitos. ou então aceitar a tesoura e fazer uma limpeza boa nesses fios.

será que eu tenho coragem?

mas o problema vai além. eu fui detectar esse estrago capilar logo agora que tô de aparelho. a minha auto-estima tá bem mexida com isso, é claro, e eu já falei isso aqui. é bem estranho ter que usar isso de novo, aos 23 anos, e lembrar da época emblemática que usei isso antes. o corte de cabelo certo poderia resolver isso, e até quebrar essa imagem de “igualdade” da Letícia que usou aparelho dos 9 aos 14 anos com a Letícia que usa aparelho aos 23 anos. mas o corte de cabelo certo poderia levar muitos muitos muitos centímetros de cabelo embora muito muito rápido.

e agora?