Arquivo do dia: abril 17, 2013

de aparelho e óculos na oftalmologista

O temido dia de usar óculos e aparelho ao mesmo tempo (na rua, porque em casa essa dupla é sucesso certa) chegou – e chegou mais rápido do que eu esperava. Hoje foi dia de consulta com a minha oftalmologista, e não dava pra ir de lente, já que existe todo um ritual pré-consulta de “descanso” pros olhos e tal. Eu não sei explicar direito, só sei que não pode chegar lá de lente, e pronto. Teve uma vez que eu esqueci e tomei uma bronca enorme!

Enfim, o que importa é que eu tinha que sair de casa sem lente, e não dá pra tirar o aparelho né. A minha sorte foi ter marcado essa consulta em um dia que não precisei ir pra UFF, e que pude ficar estudando o dia todo em casa, até que chegasse a hora da consulta. Pois é, tô nessa fase de achar ótimo poder ficar estudando o dia todo em casa.

Confesso que a ideia de sair de óculos e aparelho por aí me assustava e muito, e escolhi logo o par de óculos mais discreto entre as minhas opções, pra ver se não chocava muito a sociedade com esse visual geek demais.

Só que, ao escolher o que vestir, eu percebi que não tinha muito como fugir do geek naquela situação porque 1) eu já tava mesmo com muita cara de nerd e, principalmente, 2) meu guarda roupa é geek demais. Aliás, quando eu comecei esse blog, nem passou pela minha cabeça o quão difícil seria montar esses looks mais “adultos” a partir de um armário cheio de peças adquiridas ao longo de muitos anos de consumo desenfreado com um gosto variando entre o geek, o rock n roll e o moderninho, sendo que a completa renovação de guarda roupa está completamente fora de cogitação (#bolsistasofre).

Foi aí que eu resolvi assumir, pelo menos nessa ocasião, todo o meu lado geek.   Ou quase todo, já que, como falei, preferi os óculos mais discretos aos de aro grosso.

optimus prime

participação especial: Neville Longbottom, meu carrinho muito amado ❤

Abrindo o armário, parecia que essa blusa do Optimus Prime (Transformers é <3) tava gritando “Me escolhe! Me escolhe!”, e não tive como dizer não pra ela. Ok, talvez eu esteja assistindo The Big Bang Theory demais. E essa blusa foi uma escolha bacana pra proteger do ventinho de final de tarde quem tá saindo de uma crise alérgica agora.

optimus prime

“vou tirar foto nessa rua porque não tá passando ninguém e aí eu não vou ficar com vergonha!” – pessoas surgem sabe lá de onde

E, como eu acho que essa blusa tem toda uma carinha vintage (não dá pra ver direito na foto, mas a estampa dela é desgastada, com jeito de blusa podrinha), combinei com esse short jeans de cintura alta e cinto tressê. E eu me dei o direito de usar o All Star nessa ocasião porque meu amor por ele é eterno e verdadeiro.

optimus

Achei que, no geral, ficou um look legal. Tudo bem que ele contraria bastante a ideia de parecer mais velha através do look, mas não dá pra querer brigar tanto com o meu armário assim. Além disso, eu gosto bastante desse meu lado geek e não sei se vou conseguir abdicar completamente dele no período de uso do aparelho. E mais: de vez em quando, assim, fora do mestrado, fora de eventos importantes, tá permitido brincar me divertir com o look um pouquinho, né? Afinal, se eu não puder me divertir com as roupas, tudo isso perde o sentido.

Ah, sim! A miopia aumentou, e o astigmatismo também. Tô cada dia mais ceguetinha, e mais dependente dos óculos/lentes de contato. Agora me falta ir na ótica (que horas, meu Deus??) pra fazer os óculos novos e poder estudar sem estragar ainda mais a minha visão.

  • Blusa: Forever 21
  • Short jeans: Dress To
  • Cinto: herança da Mivó
  • Tênis: Converse All Star
  • Pulseiras: Urban Outfitters, Farm, e da lojinha do Palace of Holyroodhouse
  • Bolsa: de uma lojinha em Notting Hill
  • Relógio: Casio

crises

é claro que eu tô em crise.

em época de plena preparação do meu projeto de pesquisa, e já com foco total na dissertação, tive que colocar esse aparelho, de novo, e aprender a conviver com essa cara de teenager. parece que eu voltei no tempo sem querer.

ao mesmo tempo, o aparelho exige que eu aprenda a controlar a fome e a vontade desenfreada de comer tudo o que tá na frente, porque eu simplesmente não aguento mastigar quase nada direito.

sem poder comer direito, a ansiedade só aumenta. eu me acostumei mesmo a descontar na comida toda a minha ansiedade – e falo isso abertamente. basta dizer que, numa das épocas mais difíceis da minha vida, eu comia um pacote de biscoito recheado por dia.

e aí, porque não dá pra comer tudo, eu passo pra minha segunda válvula de escape favorita: comprar. compro pela internet, corro numa loja perto de casa (e não falta loja que eu gosto por perto), ou mesmo no mercado ou hortifruti próximo.

as aulas no mestrado voltaram, e é lógico que isso também tá me dando crise. voltei a ter horários determinados pra ficar fora de casa, desfocar da dissertação pra atender às exigências de cada uma das disciplinas desse semestre, e ainda por cima tenho que aguentar uma disciplina que eu detesto não gosto muito.

com tudo isso, é lógico que me falta tempo, então não dá pra ler um livro por relax. só leio coisas sobre energia nuclear, o programa nuclear paralelo, a diplomacia brasileira, etc. tenho dito que ultimamente tô respirando urânio enriquecido – e tem gente que ri disso.

tem um mês que eu não vou ao cinema. tem noção do quanto isso é horrível pra mim???

pra completar, dia sim e outro também tô dando crise de saudade.

já passou uma semana desde que eu coloquei o aparelho e eu ainda não comprei a escova de dente que a minha dentista recomendou. já tá mais do que na hora de parar de ir na farmácia e comprar só coisas inúteis e tratar logo de lembrar de comprar a tal escova de dente.

tô num tight schedule sem fim lá no mestrado, com a corda no pescoço pra acabar esse projeto e fazer logo a qualificação. quanto mais eu escrevo, mais parece que preciso escrever, e mais parece que eu preciso ler, e eu não consigo terminar, e eu já nem durmo direito mais por conta disso.

e o aparelho ainda machuca minha boca e meus lábios, e eu já acabei com uns 2 tubos de carmex nos últimos dias pra tentar proteger um pouquinho dos machucados.

além disso, não faço ideia de onde foi parar a minha tesoura de cortar a franja. rola toda uma técnica especial pra eu mesma cortar a minha franja e aquele tesoura era a minha melhor aliada nessas horas. aí enquanto eu não acho a minha franja fica enorme e na frente dos meus olhos.

a miopia e o astigmatismo aumentaram. tô mais cegueta do que nunca.

são muitas, muitas, muitas emoções juntas. muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. e eu fico achando que a minha cabeça vai explodir a qualquer momento.

tá foda.