Arquivo do mês: novembro 2012

do jeitinho que as coisas acontecem

cheguei em casa ontem às 20h depois de aulas, apresentação de trabalhos, e papinho no Outback com os amiguinhos do mestrado, que também marcou o início das comemorações.

– mas o MacBook ainda não chegou?

– não. eles ligaram dizendo que não vão entregar não.

– ai meu Deus (dou pulinhos de alegria)! mãe, ele chegou e vocês não querem me dar antes do dia do meu aniversário, né?

– não sei.

– pai! sério! que tortura!

– a gente só vai te dar o MacBook no dia do seu aniversário.

começo a procurar a caixa pela casa inteira e encontro escondida debaixo do sofá.

– mas, filha, promete que não vai deixar isso atrapalhar seus estudos?

– prometo.

aí eu acordo cedo e passo a manhã inteira mexendo no brinquedinho novo ao invés de terminar de escrever o artigo que preciso entregar amanhã (:

e esse post é só pra me lembrar pra sempre que eu sou muito abençoada e tenho os melhores pais do mundo ❤ e também que preciso voltar a estudar nesse momento, senão não vai dar tempo!

pra colocar um sorriso no rosto

por conta do meu hábito de ler blogs (a maioria de moda, confesso), de vez em quando eu encontro uma coisa ou outra que quero guardar pra vida inteira, ou compartilhar com gente bacana. como eu penso nesse meu blog como um meio de registrar pra posteridade um monte de coisas que eu vejo, ouço, vivo, tá aqui um vídeo muito fofo que eu vi no Sanduíche de Algodão e que estampou um sorriso enorme no meu rosto, mesmo depois de um final de semana em casa por conta de (outra forte) crise alérgica. tudo bem que o fato de ser fã do RRREI provavelmente influencia na emoção que eu senti vendo esse vídeo, mas é fofura que não acaba mais!

porque a vida fica mais bonita com coisas simples e fofas assim!

“Redescobrir” e o dia da consciência negra

Hoje é dia da consciência negra, feriado em muitas cidades brasileiras. Embora seja feriado aqui também em Niterói, pra mim não foi feriado, porque a greve fodeu o calendário da UFF e nós não tivemos direito a esse descanso, como não teremos direito ao feriado no dia da cidade, depois de amanhã.
Mas não é sobre a minha falta de folga no dia de hoje que eu quero escrever. Eu quero escrever sobre uma música, uma coincidência, uma coisa que ficou latejando na minha cabeça o dia inteiro.
Eu não sou negra. Na mistura da minha família, que me teve como resultado, tem sangue de índio e de europeu, mas (pelo menos até onde eu sei), não há sangue negro, pelo menos em umas 4 ou 5 gerações. Eu sou branca feito leite, cor que fica ainda mais evidente pela minha deliberada falta de disposição pra pegar sol.
Mesmo assim, eu comemoro o dia da consciência negra. E por quê? Porque eu sei reconhecer o preconceito e o sofrimento destes meus irmãos que carregam na pele as lembranças de uma época em que se tratava as pessoas “de cor” com diferença. Como se branco também não fosse uma cor!
É fato que eu não vivo na pele esse preconceito infeliz que insiste em se perpetuar nas sociedades. E, embora eu procure fazer a minha parte, sei que só a partir da conscientização de todos é que essas amarras do passado serão anuladas, e poderemos, enfim, seguir e, frente.
Passei o dia inteiro hoje pensando na força do negro – de maneira particular, é claro, na sociedade brasileira. A nossa cultura do samba, ou mesmo da capoeira, traz a marca da negritude em cada linha ou em cada jogo. Falando de samba, alguns me vieram à cabeça no dia de hoje: “Kizomba, festa da Raça” (Vila Isabel, 1988); “Liberdade, liberdade! Abre as Asas Sobre nós!” (Imperatriz Leopoldinense, 1989); e o mais recente “Você Semba de lá… que eu sambo de cá: o canto livre de Angola” (Vila Isabel, 2012). Eu não sou uma grande conhecedora de causa, e certamente o meu amigo Príncipe Regente seria capaz de listar muitos mais sambas que versam sobre o tema, mas foram esses três sambas que, especificamente, me acompanharam no dia de hoje, como que me lembrando o tempo todo de que não poderia deixar de prestar minha humilde homenagem aos tantos heróis (anônimos ou não) do dia a dia, que são obrigados a superar discriminações e preconceitos indiscriminados de tantos.
Coincidentemente, hoje chegaram às minhas mãos o CD e o DVD “Redescobrir”, em que a Maria Rita, cantora bacanuda, homenageia a rainha Elis Regina, sua mãe, e minha cantora favorita. Enquanto terminava de estudar meus textos de política externa brasileira (bolsista sofre), embalada pelo novo disco que agora faz parte da minha coleção, me lembrei da Mivó – sempre ela.
A Mivó é mesmo a minha grande referência em assuntos de música, de samba, de MPB. A Mivó me apresentou à Elis Regina; foi ela que me ensinou a ouvir e a apreciar a maior cantora que o Brasil já viu. E eu lembro, como se fosse hoje, como se ela ainda estivesse aqui do meu lado, da Mivó dizendo que o show “Saudades do Brasil” foi uma das coisas mais bonitas que ela já tinha visto na vida dela.
A Mivó me contava que, nesse show, “a Elis chorava preto, por conta do rímel, quando cantava ‘Atrás da Porta'”, e que terminava o show cantando “Redescobrir” rodeada de lindos negros(as) dançarinos(as) e cantores(as) que, junto com ela, emocionavam a todos que os assistiam àquela “brincadeira de roda“.
Infelizmente, não vi Elis ao vivo. Sou fã única e exclusivamente porque tive a sorte de ter a Mivó na minha vida pra me mostrar o legado maravilhoso que a pimentinha deixou. Tive a sorte da Mivó me dar, entre tantos presentes, um DVD da Elis em que “Redescobrir” é a última música.
“Redescobrir”, composição de Gonzaguinha, me faz pensar nessa negritude por conta da Elis. Ela, mulher branca, de cor branca como eu, que teve filhos brancos como eu, dava as mãos aos negros, que representavam ali todos os negros do Brasil, numa homenagem sensível.
Vinicius de Morais cantou que ele era o branco mais preto do Brasil, na linha direta de xangô. Saravá!
Nesse momento, a emoção já toma conta de mim de forma que não consigo mais traduzir os meus pensamentos em palavras. Fica registrada aqui, então, a minha homenagem e o meu reconhecimento pela força de quem luta contra as amarras que impedem que a “igualdade seja sempre a nossa voz“.

too weak to give in, too strong to lose

por todas as vezes em que nos sentimos pequenos demais; por todas as vezes em que não nos sentimos fortes o suficiente; por todas as vezes em que o medo parece ser maior do que nós mesmos; por todas as vezes em que temos vontade de desistir; por todas as vezes em que não confiamos em nós mesmos; por todas as vezes em que a fraqueza toma conta de nós.

I’ve got another confession to make
I’m your fool
Everyone’s got their chains to break
Holding you
Were you born to resist?
Or be abused?

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Or are you gone and on to someone new?

I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn’t have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I’ll break loose
My head is giving me life or death
But I can’t choose
I swear I’ll never give in
I refuse

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
Your trust?
You must confess
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
The life, the love you’d die to heal
The hope that starts
The broken heart
Your trust, you must confess

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

I’ve got a another confession, my friend
I’m no fool
I’m getting tired of starting again
Somewhere new
Were you born to resist or be abused?
I swear I’ll never give in
I refuse

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
Your trust?
You must confess

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

por todas as vezes em que somos fortes! por todas as vezes em que brilhamos! por todas as vezes em que resistimos! por todas as vezes em que nos superamos! por todas as vezes em que encaramos e desafiamos os nossos medos! por todas as vezes em que fazemos o nosso melhor!

pelo amadurecimento, pelo crescimento, pela luta, pela resistência, pela vitória, pela força!

coisas que me fazem muita falta

(in no particular order)
– Mivó
– Chaveirinho
– parques temáticos de Orlando
– Butterbeer
– Castelo de Hogwarts em Orlando
– Castelo de Hogwarts em Londres
– Disneyland Paris
– teatro e musicais
– metrô
– livrarias enormes com grandes estoques de livros de política internacional e história militar
– samba e carnaval
– festivais
– espera de novos livros e filmes de Harry Potter
– Butterbeer (porque me faz mesmo muita falta)

E com certeza tá faltando coisa nessa lista. Mas a verdade mesmo é que tá faltando muita coisa em mim…