Arquivo do mês: outubro 2012

o dia em que eu recebi uma carta da JK Rowling

desde que eu me lembre, eu sempre tive vontade de escrever uma carta para a JK Rowling. ao mesmo tempo em que tinha essa vontade de compartilhar com a minha autora preferida um bocadinho dos meus pensamentos e da alegria que ela trouxe pra minha vida, eu me repreendia, porque achava que ela nunca leria a minha carta.

até que eu pensei que jan/2012 seria a última vez em um longo tempo que eu iria ao Wizarding World, e eu resolvi aproveitar a oportunidade pra mandar uma cartinha de lá de Hogsmeade pra ela, com direito a papel de carta de coruja, carimbos de Hogsmeade, e tudo o que tinha direito. a minha esperança de que ela lesse a minha carta era muito pequena, porque eu sei que ela recebe milhões de cartas, e, enfim, filhos, marido, casa, etc, ser tia Jo Rowling não deve ser nada fácil.

só que ela leu.

e respondeu.

!!!

hoje, eu recebi uma carta da JK Rowling.

e pouco me importa que seja uma carta padrão: se eu recebi essa carta, é porque a tia Jo tirou um tempinho da vida dela pra ler o que eu escrevi, e me mandou, by owl post (!!!), uma resposta carinhosa, com meu nome e tudo! e assinada por ela!

eu não consigo nem descrever o que estou sentindo nesse momento. quando o envelope chegou às minhas mãos, achei que fosse alguma carta da King’s College. ao abrir, a surpresa de receber uma carta da tia Jo me fez gritar, chorar, pular, sorrir, tudo ao mesmo tempo.

o dia 18 de outubro de 2012 será para sempre lembrado como O Dia em que Eu Recebi uma Carta da JK Rowling. e isso não é nada pequeno!

a parte mais difícil já passou

“a parte mais difícil já passou”. eu não sei exatamente quantas vezes eu repeti essa frase nos últimos dias, mas sei que a repeti demais. isso porque hoje o chaveirinho volta pra Harare pra continuar o trabalho por lá, depois de 12 dias comigo no Brasil.

se dizemos que “a parte mais difícil já passou”, é porque os últimos 5 meses foram de distância e muita saudade, com um pequeno intervalo de pouco mais de 30 horas quando ele foi me encontrar em Londres para passar o aniversário comigo. as perspectivas para os próximos meses não são de tanta distância assim, ainda que ela exista inevitavelmente. mas mais sobre isso mais pra frente.

é certo que tentar registrar tudo o que fizemos nesses dias seria uma tarefa que eu não conseguiria cumprir, fosse pela falta de tempo, ou pela vontade de chorar ao lembrar de tanta alegria junta, que vai fazer tanta falta. mas, um pequeno resumo está em ordem…

enquanto ele esteve no Brasil, fui buscá-lo em São Paulo, onde ficamos por 3 dias com a família dele. depois, viemos pra Niterói, onde ficamos a maior parte do tempo (ai, mestrando sofre, viu), e também atravessamos a poça pra, por exemplo, ver os amiguinhos e ver o show do Snow Patrol (que aliás foi amor verdadeiro no coração, e eu fiquei ainda mais apaixonada pela banda). na última quarta, fomos pra Brasília, e na sexta nos despedimos no aeroporto, quando ele voltou pra SP pra visitar os avós no interior, e eu voltei pra casa pra estudar (eu disse que mestrando sofre).

depois de resumir bem resumido esses dias que passamos juntos, hoje a noite ele volta pro Zimbábue. mais do que às despedidas, temos que nos apegar aos reencontros.

mas não é porque “a parte mais difícil já passou” que eu não vou morrer de saudade.