Arquivo do mês: setembro 2012

chuva

depois de muitos dias muito secos e quentes, que inclusive causaram uma queda de pressão brusca nesta que vos(?) escreve, hoje está finalmente chovendo! e chovendo razoavelmente bem.

eu adoro cheiro de chuva. adoro essa sensação de limpeza e de pureza que a chuva traz. pelo menos, a chuva sempre me faz me sentir assim.

a chuva me faz sorrir. enquanto me dá uma preguicinha de fazer as coisas que tenho que fazer, a chuva parece ressaltar no mundo a beleza de todo dia. as folhas ficam mais verdinhas, e tudo parece brilhar um pouco mais.

embora eu tenha muito a estudar, principalmente porque tive uma enxaqueca terrível essa semana, junto da pressão bem baixa, que acabou me atrasando um pouco nos planos do mestrado, a minha vontade é calçar as minhas galochas e sair por aí cantando na chuva.

deixa acumular texto, deixa acumular trabalho, deixa acumular tudo… eu quero é sentir a chuva caindo no meu rosto e molhando o meu cabelo!

the countdown: 10 days

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dedos queimados

no domingo a noite, eu estava com tanta fome, mas com tanta fome, que abri o forno e peguei as travessas sem a luva. aí queimei quatro dos dedos da mão direita. só o mindinho escapou da minha imbecilidade.

na hora que queimou, eu quase desmaiei de tanta dor. agora já melhorou, mas ainda dói um pouco. tenho que passar o remédio, um emplasto amarelo, toda hora.

eu não aprendo!

a volta do feriado que não foi

Pois então. Eu sou mesmo destinada a encarar muitas dificuldades nessa vida. Tudo bem que a última delas, que eu vou registrar aqui e agora, não é de todo tão grave assim, mas é só mais uma prova de que a minha vida é doce, mas não é mole não.

Eu deveria ter ido passar o feriado em SP e aterrissar de volta no SDU dentro de uma hora, mas, porque a minha saúde é ótima (só que não), eu tive que cancelar a viagem.

Eu ia passar um final de semana divertido e feliz com meus amiguinhos paulistas: tínhamos programado Chi Fu, Festa Modesta, show do Cauby (sim, o Peixoto), etc. Mas não deu.
Na quarta feira passada, eu comecei a espirrar feito louca nas aulas, chegando a ter uma mini febre. Ali eu já senti que tinha alguma coisa errada.

Cheguei em casa, vi minha temperatura (38ºC), me entupi de remédios, e comecei a rezar forte pra ficar boa pra viajar. Na quinta feira, me sentia um pouco melhor, mas não o suficiente pra me deixar de segura de fazer uma viagem (mesmo que fosse essa simples ponte aérea). Mas, como eu só ía mesmo no sábado de manhã, resolvi esperar mais um pouco.

Lógico que na sexta eu acordei toda fodida, cheia de catarro, com dor, etc. Era a filha da puta da sinusite dando crise. Mamãe chegou a falar que iria comigo pra SP, pra que eu me sentisse mais segura, pro caso de qualquer problema maior, mas ficou aliviada quando eu tomei a sensata decisão de cancelar a viagem. Perde-se o dinheiro, mas não se arrisca piorar a saúde.

Consequentemente, meu feriado foi de cama, de séries de tv (eu finalmente consegui assistir as duas primeiras temporadas de The Middle, que eu tinha comprado em janeiro), de muitas gordices, e de zero estudo. Eu não agüentava mesmo ficar estudando, de tanto que doía meu rosto. De tanto que dói o meu rosto. Ai, vida difícil.

Melhorei no domingo, aí fiquei formiguenta, querendo sair. Eu fico inquieta quando passo mais de 30h sem sair de casa, mesmo adoentada. Então fui ao cinema com a mamãe. Gostei de “Hope Springs”, e de comer muita pipoca e coca cola de máquina. O problema é que esse povo não limpa cinema direito, e aquilo lá é um parque para proliferação de ácaros e fungos. Lógico que de noite eu já tava toda ferrada de novo.

Haja remédio, viu.

Ontem tive que ir lá no INEST deixar um trabalho, e encontrei meu orientador, que, de assustado com a minha cara de semi morta, me recomendou mais uns 3 remédios. Ele, que também sofre com sinusite, entende dessas coisas.

Pena que meu otorrino de plantão, meu primo-irmão, tá viajando essa semana, então não rola ficar ligando pra ele toda hora pedindo socorro. Tô me virando do jeito que dá com esse batalhão de remédios, e tentando melhorar.

O que mais me irrita nesse sistema imunológico fraco e deficiente que eu tenho, e nessas doenças respiratórias que me acompanham pela vida, é que cansa, sabe. Cansa muito espirrar tanto. Cansa muito não respirar direito. Cansa muito não dormir direito, porque a cada espirro eu acordo e depois é uma dificuldade pra dormir de novo. E tome remédio, e limonada quente, e chá, e põe remédio no nariz- e compra mais remédio, e não dorme, e não deixa ninguém dormir, e espirra, e caixa de lenço,  e assim por diante.

Hoje tem aula, amanhã também, e eu não posso me dar o luxo de faltar. Vou lá pro INEST morrendo, com meus remedinhos e caixas de lenço na bolsa, torcendo pra que meus espirros não atrapalhem (tanto) as aulas. Além de tudo, não consegui ler nada das aulas da semana, o que não é nada bom. Deus me ajude…

TNP: só tinha de ser com você

quanto mais eu estudo, mais eu vejo que todos nós somos constantemente desafiados pelas surpresas e pelas adversidades que aparecem no curso de uma pesquisa, que muitas vezes acabam por nos fazer acordar pra novas possibilidades – óbvias ou não.

aconteceu comigo, e é por isso que eu vou registrar isso aqui.

lá nos idos de 2006, quando eu ainda achava que ia cursar a Faculdade de Direito e, algum dia, ser juíza, uma tal de Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mudou toda a minha vida: foi por conta dela que eu decidi mudar pra Relações Internacionais e perseguir a carreira diplomática (tenho fé de que um dia eu ainda chego lá). descobri o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), e acabei me aprofundando tentando me aprofundar nas muitas discussões acerca do uso da energia nuclear, a importância dos Tratados e Acordos sobre o tema, as polêmicas, as diferenças, o clube nuclear (aka P5), o terrorismo nuclear, etc. aprendi até um bocadinho sobre materiais físseis, e essas coisas mais técnicas que dão nó na cabeça da gente.

porque a vida tem seu próprio curso, porque Deus sabe o que faz, na graduação eu acabei optando por escrever minha monografia sobre a integração européia à luz da Guerra Fria, deixando um pouquinho a questão nuclear de lado (mas nem tanto, porque, mesmo meu orientador – beijo, Yoda! – falando que não precisava e que eu era muito teimosa, eu acabei dedicando algumas páginas do meu trabalho à questão nuclear – até porque, vai, não tem como falar de Guerra Fria sem falar de armas nucleares).

e aí eu passei pro mestrado, e mandei uma proposta de pesquisa que eu achava que seria legal: identificar a influência da Guerra Fria na Política de Defesa Nacional e depois na institucionalizada Estratégia Nacional de Defesa. a lógica seria de continuidade pelo aspecto da Guerra Fria, e eu pesquisaria as questões de defesa do Brasil, como é necessário.

aí começou a sucessão de surpresas.

minha proposta foi aceita pelo programa de mestrado, e eu tava feliz da vida saltitante porque ia pesquisar isso. aí, um belo dia, um dos meus profs disse que adoraria que alguém da minha turma pesquisasse questões nucleares, e aí meus olhinhos brilharam, e depois de conversarmos, combinamos que ele seria daí pra frente meu orientador, e que eu arrumaria um tema relacionado à energia nuclear pra escrever a minha dissertação.

pois bem. um belo dia lá foi Letícia pra Escola de Guerra Naval (EGN) assistir a uma palestra sobre a defesa do Atlântico Sul e o submarino nuclear, e aí clicou que eu devia pesquisar isso. escrevi meu pré-projeto de pesquisa todo com base nessa temática, entreguei como requisito de aprovação na disciplina de Metodologia, e estávamos todos felizes com isso.

só que aí eu fui pra Londres, e a formiguinha da Guerra Fria voltou a se manifestar dentro de mim. a vontade de pesquisar algo mais relacionado com o período foi tão grande, mas tão grande, que uma nova ideia surgiu.

nova, mas não inteiramente nova.

a ideia foi, na verdade, uma volta às raízes, uma volta ao que me motivou cursar Relações Internacionais, e ao que faz meus olhos brilharem quase tanto quanto Harry Potter (veja bem, quase).

voltei pro TNP, que é um grande reflexo da Guerra Fria. conversei com meu orientador há uns dias, que aceitou a minha maluquice, e desde então venho trabalhando nessa nova velha proposta, que tanto me dá alegria e me faz tão feliz.

é, TNP. só tinha de ser com você. não tinha como eu te abandonar pra sempre, nem negar nosso caso de amor. nesses próximos 18 meses (é isso mesmo, produção?) or so, nosso relacionamento vai ficar cada vez mais sério, e eu vou mergulhar cada vez mais fundo nesse romance que já dura 6 anos.

lógico que eu tô tendo que correr atrás do prejuízo, tô tendo que escrever todo um novo projeto de pesquisa, e a correria contra o tempo me deixa bem ansiosa. é um grande desafio, e a concentração total das minhas forças nisso me exige muito mais do que as vezes eu acho que aguento, mas só de saber que a minha dissertação vai englobar tantos assuntos que eu gosto, tantas perspectivas bacanas, que me dá uma alegria imensa, e a certeza de que agora vai!

eu finalmente vou poder ler todos os meus livros que eu acumulei durante os anos – e todos os outros que eu ainda vou comprar – sem me sentir culpada por estar gastando um tempo com uma coisa que, no fim das contas, eu não vou poder produzir algo relacionado a esse tema. finalmente eu vou poder respirar energia nuclear, e armas nucleares, e política nuclear, e Guerra Fria 24 horas por dia!

acho que todo mundo que pesquisa alguma coisa acaba passando por isso, essa mudança; na minha turma mesmo, por exemplo, vários amiguinhos já mudaram seus temas desde março. no entanto, acho que eu fui a única a mudar de tema 2 vezes.

fazer o quê. eu nunca gostei muito desse negócio de ser normal mesmo.

dreams

pra começar setembro bem:

…And just like that, after a long wait, a day like any else, I decide to triumph…

I decided to look for the opportunities, not to wait.

I decided to see every problem as the opportunity to find a solution.

I decided to see every desert as the opportunity to find an oasis.

I decided to see every night as a mystery to solve.

I decided to see every day as a new opportunity to be happy.

That day I found that my only rival was my own weaknesses, and in them, is the only way and better way of surpassed us.

That day I lost the fear of losing and I started to fear of no winning; I discovered that I was not the best and maybe never was. I stop caring about who was the winner or the looser.

Now I care just knowing more than yesterday.

I learned that the hard thing is never stop climbing to the top, not to reach it.

I learned that the better triumph that I can have is to have the right of calling someone “my friend”.

I discovered that the love is more than a feeling of being in love, that love is a philosophy of life.

That day I stopped being a reflect of my few triumphs of the past and I started to be my own tenuous light of this present; I learned that it do not matter if you are a being light if you are not going to illuminate the others road.

That day I decided to change so many things…

That day I learned that the dreams only are to make come true.

Since that day I don’t sleep to rest.

Now, I dream just for dreams.

pra que eu nunca me esqueça de que “if you can dream it, you can do it“.

pra que, quem quer que leia isso aqui, nunca deixe de acreditar.