no Reino Unido: semana 04

Já estou de volta ao Brasil, mas não é por isso que não vou registrar meus últimos dias de aventuras no Reino Unido por aqui.

Bom, na segunda feira, acordei bem cedinho, terminei de arrumar as coisas de última hora, e fui pra Heathrow.  Me despedi de Londres no caminho pro aeroporto, e me dei conta de que vou mesmo sentir saudade. Enfim… ao fazer o check in, descobri que não poderia simplesmente pagar pelo excesso de peso na bagagem (lógico que isso ia acontecer), mas que tinha que tirar o excesso de peso e colocar numa terceira mala. A sorte é que tinha uma Accessorize (AMO!) bem em frente ao check in e eu comprei uma weekend bag bem fofa. Entrando no Terminal 5, a mocinha da security amou a quantidade de Mickeys nas minhas coisas (capinhas de iPhone, de iPad, chaveiros, adaptador de cartão SD, e por aí vai), e eu disse pra ela que era a primeira vez em muito tempo que não ia pra Disney nas férias e que isso tava quase me matando, mas que, mesmo sem ir pra Disney, a Disney nunca sai de mim. Fiquei impressionada com o Terminal 5, que é o mais moderno do mundo, e mais parece um shopping de tantas lojas e tantas opções de entretenimento pré-embarque. Mas eu tava mesmo doida pra chegar em Edinburgh; e lógico que não seria tão fácil assim: o vôo atrasou mais de 1 hora porque precisavam fazer reparos na aeronave. Tudo bem. Pelo menos, cheguei lá!

Cheguei em Edinburgh sob um pé d’água. O taxista que me levou do aeroporto pro hotel me disse que já tinha levado a JK Rowling em casa várias vezes, e que a casa dela é conhecida em Edinburgh como “a fortaleza Rowling”, de tão bem protegida. Estava ansiosíssima pra ir logo no The Elephant House e, assim que fiz o check in e tomei um banho, saí, mesmo sob a chuva, pelas ruas de Edinburgh, em busca do lugar onde Harry Potter “nasceu”. Lógico que eu não achei. Fiquei andando igual barata tonta, perdidinha, procurando, procurando, e nada. E, lá pelas tantas, eu tava com tanta fome, e tão cansada de pegar chuva, que parei pra comer num pub (fish n chips, claro), e deixei pra procurar The Elephant House no dia seguinte.

E é lógico que foi a primeira coisa que eu fiz na terça feira. E logo logo eu achei! Acontece que no dia anterior eu tinha ido na direção errada. É a minha cara fazer isso mesmo… Enfim. Achei The Elephant House e quase morri de emoção! Só de pensar que a tia Jo sentou lá tantas vezes pra escrever Harry Potter… Inexplicável. Depois disso, subiiiiii mais de 1800 coliiiinaaas fui até o Castelo de Edinburgh, a verdadeira fortaleza da cidade, e passei horas lá explorando o lugar. Tanta coisa pra ver! War Memorial, museu nacional, museu regimentar, … um prato cheio pra mim. Quando minha expedição exploradora no Castelo de Edinburgh acabou, almocei no Bella Italia e depois peguei um daqueles ônibus de turismo pra poder ver logo o máximo da cidade possível, e decidir o que faria no dia seguinte. Antes de voltar pro hotel, passei numa Waterstone’s e comprei mais alguns bons livros de história militar. E, de noite, saí pra jantar com a família do meu colega de mestrado que coincidentemente esteve em Edinburgh nos mesmos dias que eu, e me diverti muito com o filhotinho dele, que completa 8 anos mês que vem. Foi ótimo ter uma noite “em família” depois de tanto tempo! E isso só aumentou minha vontade de voltar logo pra casa.

Quarta feira era o último dia pra explorar Edinburgh. Tomei o ônibus turístico outra vez, e decidi visitar o Holyroodhouse Palace, a residência oficial da Rainha na Escócia. Um primor de lugar! Depois de explorar tudo com bastante calma, almocei (se é que uma refeição às 15h30-16h pode ser chamada de almoço) no Hard Rock Café, porque rock’n’roll faz falta, e finalmente cedi à cólica, e voltei pro hotel.

Andei muito em Edinburgh. Me permiti me perder por lá quantas vezes foi possível naqueles 2 dias e meio, e achei a cidade uma gracinha. Algum dia, se Deus quiser, volto lá.

Ontem era, enfim, dia de voltar pra casa! Acordei cedinho outra vez, e fui pro aeroporto de Edinburgh, dessa vez com excesso de bagagem pago online pra ser mais barato, mesmo que ainda seja um roubo. Rezei um bocado pro vôo não atrasar, porque eu queria chegar logo em casa. Ainda bem que não atrasou! Fiz a conexão tranquilamente no Terminal 5 de Heathrow, e ainda deu tempo de gastar mais umas Rainhas nas lojas de lá (hihihihihi). No avião, vi um monte de filmes, e até chorei com um deles (ridículo, eu sei, mas eu não consegui me conter).

Chegando no Rio, com uns minutinhos de atraso, foi uma alegria só. Poder chegar em casa, e ser recebida pelos meus pais com os braços cheios de saudade, é dessas coisas que não tem comparação na vida. É muito bom estar aqui com eles. É muito bom ter uma casa boa e confortável pra voltar toda vez que eu viajo. É muito bom ter gente que me ama esperando que eu volte!

Hoje me dei conta de que perdi, provavelmente no avião, as minhas lentes de contato.

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