porque Everlong tem que ser sempre a última música nos shows do Foo Fighters

Na última segunda feira eu fiz a maluca e comprei de uma vez só todos os quatro DVDs do Foo Fighters disponíveis na Saraiva (digo isso porque na Amazon tem o show que eles fizeram há anos no Hyde Park e eu tenho esperança de conseguir comprar também esse registro em DVD em breve): Everywhere but Home, Skin and Bones, Live at Wembley Stadium e Back and Forth.

Nesse exato momento, estou terminando de assistir ao Live at Wembley Stadium. Foi um puta show, com a presença de nada mais nada menos do que 86 mil pessoas, e a participação especial de ninguém mais do que Jimmy Page e John Paul Jones (fuckin’ Led Zeppelin members/legends). Ou seja: it’s no ordinary concert.

Só que nesse show “Everlong” (que é só uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos) não é a última música. No DVD Everywhere But Home, no show de Toronto, o próprio Dave Grohl (aka o cara mais irado do mundo) diz, quando a platéia clama por “Everlong”: “we’re gonna play ‘Everlong’, but ‘Everlong’ is usually our last song. Do you want us to play ‘Everlong’?” e a platéia responde com um sonoro “NOOOOOO!” Mas, é claro, eles eventualmente tocam “Everlong” e o show acaba – e eu ponho outro DVD que é pro sofrimento não começar ou não acabar (depende do ponto de vista).

Mas, como eu ia dizendo, no Live at Wembley Stadium, “Everlong” não é a última música. A última música é “Best of You”. E, por mais que seja uma música incrível, simbólica, e que eu também amo de paixão, não tem o mesmo efeito que “Everlong”.

A verdade é que, depois de “Everlong”, qualquer música parece pointless. E é por isso que ela é usually their last song.

Tudo bem que tem uma forte carga emocional nisso tudo que eu tô dizendo – mas eu avisei, eu enunciei ali em cima que “Everlong” é uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Mas é que é inevitável lembrar como foi perfeito o final do show do Foo Fighters no Lollapalooza. “Everlong” parecia que duraria pra sempre, que seria everlong aquele show. E, ao fim dela, eu chorava, chorava, e abracei tanto o meu chaveirinho, e parecia que aquele dia seria o dia da marmota, e não teria fim. Não consigo nem dizer o quanto o dia 07 de abril de 2012 é importante pra mim.

E eu acabei de me dar conta de que ainda não tinha escrito absolutamente nada aqui sobre a minha ida ao Lollapalooza e sobre o show indescritivelmente foda do Foo Fighters.

Mas então. É lógico que “Everlong” tem que ser sempre a última música nos shows do Foo Fighters. Nenhuma outra música deles – nem “Best of You”, nem “Walk”, nem qualquer outra – tem a carga emotiva de “Everlong”. Nenhuma outra música do Foo Fighters consegue começar com acordes tão simples, e tão bonitos e fazer todo o povo cantar por longos minutos acompanhados somente pela guitarra sem muitas distorções.  Nenhuma outra música do Foo Fighters pode ser a última, porque nenhuma outra música é remotamente tão maravilhosa quanto “Everlong”.

E olha que foram momentos incríveis em “Walk” e “Best of You” no Lollapalooza. Aliás, o show foi todo incrível, com participação da Joan Jett e nada mais nada menos do que “Bad Reputation” e “I love Rock and Roll” numa sequência foda e ensurdecedora e enlouquecedora, e todas as músicas mais amadas da banda, e um cover puro amor de “In the Flesh”. Mas “Walk” foi linda demais, e eu chorei com essa música que é quase uma oração, e “Best of You” foi incrível, porque a gente simplesmente não parava de cantar, e a música que já é enorme ficou maior ainda, e vários fãs levaram papéis escritos “OH” e levantaram e foi aquele mar de papéis levantados enquanto cantávamos “OOOOOH OOOOOOOOH!” e foi lindo demais. Mas não tem jeito, “Everlong” foi a mais linda, precedida da promessa de que eles voltariam logo ao Brasil. “Everlong” é, foi, e sempre será a música mais linda e mais adequada pra fechar os shows do Foo Fighters.

Eu sonho com o dia em que vou poder vê-los outra vez ao vivo. Tenho certeza de que farei sempre o possível para vê-los quando houver oportunidade. E quero cantar e chorar de novo quando o fim do show chegar, e os caras começarem tocar “Everlong”. E vou cantar junto de novo, e chorar de novo quando “Everlong” acabar. De preferência, quero ver Foo Fighters sempre com meu chaveirinho do lado, pra que ele me abrace antes, durante e depois de “Everlong”, como se fosse a primeira vez, naquele 07 de abril de 2012.

UPDATE: só pra dar mais força ao meu ponto, “Everlong” é uma música tão foda que é a única com 2 versões no álbum Greatest Hits, a original e acústica, sendo que a versão acústica fecha o álbum. Puro amor sim ou com certeza?

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