agonizando com alegria

a gente percebe que o final do semestre está chegando quando a lista de atividades por fazer vai aumentando.  juntam-se às responsabilidades cotidianas os muitos seminários e ensaios que é preciso entregar, no meu caso, no mestrado. entre o muito que tenho por escrever, figura o meu pré-projeto de pesquisa. aí aparecem muitos desafios, todos lembrados pela página branca na minha frente.

meu Deus, falta pouco mais de 1 mês pro semestre acabar! it just hit me

foi nessa semana, desafiada por essas atividades que devo entregar em breve, que eu me dei conta de como é bonito o processo criativo, ainda que agonizante. quando começamos a escrever uma coisa, não existe nada na nossa frente além de uma folha em branco – ou, melhor dizendo, uma página do Word em branco. e, ao fim, podemos sentir aquela alegria ao percebermos que enchemos todo aquele espaço em branco com tantas palavras que, juntas, criam algum sentido.

eu devo admitir que, muitas vezes, vejo a página em branco como um monstro. parece que as palavras não querem se organizar na minha cabeça de forma que as minhas mãos consigam escrevê-las. começar é sempre um desafio; começar a escrever coisas que estão sendo avaliadas é apavorante.

lembro-me de uma vez em que escrevi um ensaio e que o recebi de volta do professor com a palavra REESCREVER escrita na capa. eu acho que nunca me senti tão estúpida na vida quanto ao tentar reescrever aquelas linhas tortas. eu tenho mesmo uma dificuldade enorme em aceitar que eu não preciso fazer as coisas de maneira perfeita, e que é um direito natural errar, e errar. o meu perfeccionismo é um grande inimigo, que anda de mãos dadas com a minha ansiedade. e ter que reescrever aquele ensaio me exigiu um exercício grande pra perceber que não há problema em ter que fazer algo de novo porque não saiu perfeito da primeira vez. o desafio, ali, já não era uma página branca, mas encontrar, em meio a tantas linhas escritas naquelas páginas, uma maneira de expressar melhor o que eu estava pensando. e o resultado foi tão bom que valeu a pena ter que passar por aquela frustração inicial.

o processo de escrever não é nada mais do que uma sequência de etapas em que agonizamos com alegria. seja aqui nesse espaço torto, ou nas minhas atividades acadêmicas, cada página em branco é, pra mim, um desafio que deve ser superado. e é por isso que eu insisto em escrever.

refletindo sobre isso, me veio uma pergunta: não seria a vida também uma página em branco onde devemos escrever nossos erros, medos e alegrias, superando desafios e comemorando vitórias?

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Uma resposta para “agonizando com alegria

  1. Página em branco, palavras sem significado, escolha a sequencia delas, ou a cadencia, sem saber no fim o q elas vão dizer. Tudo aquilo que esta em nossa cabeça é perfeito, depois de escrito, é algo a ser criticado. A criação, sem duvida é o pior de escrever, mas acredito em você mocinha. Meu amor e minha saudade irão morrer com o tempo, como já estão, mas você irá triunfar. Toda sorte do mundo, de alguém que somente te deseja o melhor.

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