vivir sin aire

a verdade é que o Rock in Rio me fez voltar às minhas origens – melhor dizendo, às minhas origens do rock, bebê. afinal, ver bandas como Maná, Guns n Roses, Angra, Frejat (Barão Vermelho represent), e até mesmo Skank – a minha primeira referência de guitarras distorcidas, porque foi o primeiro disco de rock, bebê que eu ganhei na minha vida.

e, voltando às origens, não tem como não lembrar de algumas pessoas responsáveis por essa “formação musical” minha. porque, diferente de muita gente que eu conheço, eu não tive essa educação do rock dentro de casa. meus pais e – lógico, a maior responsável pelo meu gosto pela música – a mivó nunca me apresentaram ao rock and roll, mas sim a todos os artistas da MPB. e eu faço questão de não abandonar essas raízes, por mais que as guitarras e baterias e baixos tenham ganhado tom mais pesado since 2002.

pasmem: eu comecei pelo metal. pois é. foi com Iron Maiden, Shaman, e Angra que eu entrei nessa vida sem escapatória. os responsáveis foram uns colegas (gêmeos) do Ensino Fundamental, que me fizeram ver que a vida podia ir além de Sandy & Junior. daí por diante, me aventurei pela terra do Metal e suas variáveis (heavy a melódico), e fui descobrindo outras coisas, tipo Pink Floyd, Beatles, AC DC, Rolling Stones, Aerosmith, Nirvana, Foo Fighters, etc. é bastante engraçado pensar nesses termos, em termos de descobrimento, como se todas essas bandas estivessem lá, feito tesouros, escondidas numa ilha, só esperando a minha chegada num barco pirata e um aparelho de som para ouvi-las.

Barão Vermelho, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Titãs, essas coisas, eu nem classifico como descobertas, porque isso entrava na ideia de MPB da minha família, e eu acho que aprendi a cantar Bete Balanço antes mesmo de saber o que era rock, bebê.

mas foi com a minha mudança de colégio, no Ensino Médio, que eu me aventurei mesmo pelas terras do rock. foi aí que eu virei filha do rock and roll, com direito a banda (que nunca deixou a sala de casa) e tudo. foram meus amiguinhos do Ensino Médio que me ensinaram que havia continuidade; por trás de Pink Floyd, ficava Roger Waters, e por trás de Beatles, ficava Paul McCartney, e ainda tinha Eric Clapton, Judas Priest, G3, e tantos outros.

mas o que motivou esse devaneio tão longo que tá virando esta entrada neste espaço cibernético chamado meu blog foi o desenterro do Maná. porque certamente o Maná foi uma das descobertas mais importantes do ano de 2004, que me trouxe um namorado e canções que embalaram uma história, e até mesmo o pós-história, e tanta coisa que eu já passei nessa vida.

graças a Deus, a mocinha aqui fica cada dia mais forte, e menos insegura e sensível a esses assuntos. e foi hoje, escutando Maná, que eu fiquei grata pelas descobertas musicais, todas elas, que tanta gente me proporcionou nessa vida. isso é sinal de que tudo o que eu passei na minha vida tá deixando de ser uma sucessão de eventos emotivos pra se tornar a minha história, da qual eu tenho orgulho, e não tenho motivos para me arrepender. e aqui, naturalmente, vai caber uma intervenção cirúrgica com uma canção do Rei: em paz com a vida, e com o que ela me traz; a fé que me faz otimista demais; se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!

antes de dar cabo deste post, vale uma nota: sim, o título se refere à canção do Maná, provavelmente a mais conhecida entre os brasileños, mas que não é nem de longe a minha favorita. poderia ter sido substituída por En El Muelle de San Blas, Falta Amor, Labios Compartidos, Oye Mi Amor, Clavado en un Bar, e tantas outras. mas, Vivir sin Aire se trata de amor perdido, amor que dói perder, e lógico que não dá pra me referir a Maná sem sentir dor do amor perdido – ainda que este sentimento esteja amadurecendo.

outra nota importante: desde a última vez que registrei qualquer coisa aqui, eu cortei o cabelo. pois é. um belo dia resolvi mudar. semana passada eu deixei de ser Maria Arrependida com aquele cabelo esquisito e enorme que tava, e agora tá direito, alguns dedos abaixo do ombro, do jeito que eu mais gosto.

última nota do dia: esse post não se classificou entre as menores coisas porque trata de música e amores, então, né. valeu o registro, só pra que eu nunca me esqueça.

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