depois do Rock in Rio 2011

não, eu não fui no Rock in Rio. aliás, eu critiquei este evento de todas as formas possíveis e imagináveis, em redes sociais ou na real life. a verdade é que eu realmente acho que brasileiro (leia-se: família Medina) não sabe fazer festival, e não há Cristo que me convença do contrário.

quando penso em festival, fica na minha cabeça aquela coisa meio Woodstock, meio Coachella, meio Lollapalooza, meio Rock in Rio 1985. quando eu penso em festival, penso em palcos sem muita montação, artistas sem muita frescura, e muito rock and roll – do metal ao alternativo.

mas, críticas à parte, eu assisti a todos os shows do Rock in Rio que me interessavam pelo conforto do meu lar (fica registrado meu agradecimento, Multishow, ainda que vocês estejam me decepcionando nas reprises, que não incluíram Snow Patrol, por exemplo). e a verdade é que a multidão foi a grande atração do Rock in Rio.

Ivetes e Cláudias a parte, todos os dias foram dias de rock, bebê. porque, afinal de contas, eu acho que não existe nada mais rock and roll do que ficar em pé por horas e horas, sob as mais diversas alterações climáticas (porque São Pedro não dorme no ponto), e ainda assim cantar, pular, e se empolgar, mesmo com os (muitos) atrasos. eu cheguei a essa conclusão enquanto assistia Guns n Roses (muito amor), que, Axl Rose velho e desafinado ou não, fez um showzaço; e a galera que lotava a Cidade do Rock esperou quase 2 horas sob a maior chuva da cidade pra ver aquela banda, mas certamente não saiu decepcionada depois de um setlist de quase 40 músicas.

daí que fica aquela coisa: acima de tudo, festival é desprendimento. quem vai pra festival, tem que ir com esse espírito de curtir tudo, desde chuvas e trovoadas até os shows mais sensacionais possíveis; e, se tá numa Cidade do Rock da vida, que oferece montanha russa, roda gigante e até salão de cabeleireiro (!), que encare as filas e aproveite tudo o que ficou incluído no seu ingresso.

na minha opinião, sem obedecer nenhuma ordem e independentemente do Palco (Mundo ou Sunset), os melhores shows – ou melhor, os shows que eu mais gostei de assistir – do Rock in Rio foram: Paralamas do Sucesso + Titãs, Elton John, Stone Sour, Capital Inicial, Snow Patrol, Red Hot Chili Peppers, Metallica, Joss Stone, Concerto Sinfônico Legião Urbana, Lenny Kravitz, Arnaldo Antunes & Erasmo Carlos, Frejat, Skank, Maná, Maroon5, Coldplay, Guns n Roses. fosse pelo setlist, pela animação (da banda ou da platéia), ou por qualquer outra coisa, esses foram os shows que quase me deram vontade de estar lá.

o Rock in Rio de 2013 já foi confirmado, e já disseram até que pretendem incluir um palco de street dance. cada vez mais, a família Medina me dá mais motivos pra zoar suas decisões acerca do festival. mas, se até meus pais tiveram vontade de ir lá na edição desse ano, quem sabe a gente não dá um pulo lá em 2013. afinal, uma coisa que a gente deve aprender na vida é a premissa do never say never.

*esse post foi incentivado pela Fernanda Belém, que gentilmente elogiou os posts que escrevo nesse blog, e aí eu resolvi escrever umas linhas tortas hoje e publicar aqui.

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Uma resposta para “depois do Rock in Rio 2011

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