Arquivo do mês: junho 2011

Coisas que só acontecem comigo

Daí que, um belo dia, você decide que vai encarar seus fantasmas, e não vai mais ficar nervosa com determinadas coisas. Você volta a ouvir as músicas que tinha se proibido de ouvir, e percebe que não chora mais por conta de letras que te lembram alguém. Você resolve, já que tá tão forte assim, que pode até comprar uma blusa que faz alusão à uma das duas canções que mais doía ouvir – porque, afinal, há anos e anos é uma das suas músicas favoritas.
Você pensa, “ah, não tem problema. Já passou muito tempo.”
Você acha que é tão forte assim.
Mas aí, um belo dia, você decide colocar a tal blusa que faz alusão a tal canção, e vai na rua resolver qualquer coisa pendente. E, justamente nesse dia, você começa a suar frio, ficar nervosa, e sentir todas aquelas coisas que tinha se proibido de sentir.
Porque você vê o motivo de tantas lágrimas derramadas ao longo dos anos. Porque você sente aqueles arrepios todos outra vez, e toda aquela tristeza por ter perdido uma guerra que não teve coragem de lutar. Porque você percebe que sempre fez todo o sentido se proibir de ouvir determinadas canções e fazer alusão a determinadas coisas.
Mas você também percebe que cresceu, que tá mais forte. Que já não chora no meio da rua, só porque viu aquela sweet child que te fez sorrir tantas vezes. Que já não deixa de lutar em guerras, mas enfrenta as batalhas com coragem e cabeça erguida. Que perde guerras, que ganha feridas, que aprende.
E você se dá conta de que, há exatos 7 anos, conheceu a pessoa que te faz sentir tantas coisas.
Que diazinho pra te rever, hein, rapaz.
Mas, olha, até que foi providencial. Mais uma vez, Deus sabe o que faz. E eu compreendo. Porque só assim pra eu perceber que questões que eu pensava ser tão preocupantes, as piores possíveis, são colocadas em perspectiva, e eu vejo que esse, sim, é uma questão preocupante. Uma questão complicada e mal resolvida. Uma questão importante.
E isso tudo é só pra eu sempre me lembrar de que, as vezes, é melhor eu não lutar tanto pra esquecer.

E junho já tá quase acabando, né?

E, se junho já tá quase acabando, já tá quase acabando também aquele eco do sentimento que eu queria tanto desenvolver, mas que ninguém permitiu.
E, pra ser sincera, eu to bem. E to feliz. E to satisfeita porque, a cada heartbreak, eu vou me tornando mais forte. It’s not my last life at all!
To encontrando aquela paz que só tem quem abre mão daquilo que mais desejou. Porque, as vezes, tem que ser assim mesmo.
Porque, as vezes, a gente tem que se arriscar, e tem que ver que nem tudo na vida é como a gente queria que fosse.
Porque, as vezes, a gente precisa sofrer um pouquinho pra crescer um monte.
Porque, as vezes, as menores coisas levam a descobertas enormes.
E o melhor de tudo?
Larguei de ser trouxa e aprendi a ser bruxa!

Falando nisso, daqui a 3 semanas, a essa hora, eu já terei assistido a HP7part2. Eu já terei visto O Fim. It all ends 7.15!
Nossa Senhora que me dê forças pra agüentar tanta emoção!

Aliás, julho vai ser um mês cheinho de fortes emoções. Julho será glorioso.

eco

hate is easy; love takes courage.

“It is a risk to love. What if it doesn’t work out? Ah, but what if it does.” — Peter McWilliams

Love = a form of amnesia, when a girl forgets there are 1.2 bilion other boys in the world.

You give me the kind of feeling people write novels about.

When you have to make a hard decision, flip a coin. Because when that coin is in the air, you suddenly know what you’re hoping for.

sobre mudanças e adaptações

estava refletindo sobre as mudanças e adaptações que eu passei no último ano – e a data coincide (bem, forçando uma barrinha de uns dias de diferença) com a minha ida ao Fashion Rio (e, bem, a edição verão 2012 acaba hoje, então tá ok pra refletir sobre o ciclo). lógico que a reflexão é sobre moda – é sobre mudanças e adaptações; é sobre aceitação e aprendizado.

acontece que, desde que eu fui ao Fashion Rio, eu passei a pensar (ainda) mais sobre moda. e, de uma maneira saudável, percebi que não preciso renovar meu guarda roupa a cada estação para continuar me sentindo bem. pelo contrário: no último ano, comprei poucas peças de peso para atualizar o guarda roupa, e aprendi a montar produções muito melhores do que eu andava fazendo a minha vida inteira. esse processo de mudança e self-consciousness coincidiu com a necessidade de diminuir gastos – porque, né, eu sou uma mocinha de 21 anos sem renda própria e que não pode ficar esbanjando o salário dos pais por aí – e com a minha verdadeira e sincera aceitação do meu corpo.

porque a verdade é que eu nunca fui muito satisfeita com o meu corpo – sempre achei que tinha coxa demais, bunda demais, braço gordinho demais. fora a minha pancinha (nada) sensual que me acompanha desde que eu me entendo por gente. só que, depois que eu vi ao vivo aquelas modelos magérrimas e ossudas, que mais parecem vara-pau (ainda que com rostos belíssimos – mas nem sempre), eu comecei a dar graças a Deus por eu ter carne. porque, olha, eu achei muito feio conseguir enxergar a kms de distância o osso de uma pessoa.

e foi aí que eu me aceitei. eu me adaptei ao meu corpo. e, se eu fui à academia 3 meses no último ano, foi muito – eu ficaria surpresa se eu descobrisse que essa proporção está correta, de facto. eu até to tentando emplacar o pilates esse ano (por motivos de saúde muito mais do que estéticos), mas tá difícil.

e, quer saber, eu to feliz. to feliz porque to me aceitando. to feliz porque tenho sabido vestir o meu corpo. to feliz porque procuro roupas que caibam em mim – e não roupas em que eu tenho que caber. to feliz porque aprendi a mix and match, aprendi a conviver com o meu armário.

to feliz porque to crescendo.

like a bullet in the back

e aí que hoje papai me acordou cedinho porque minha tia Sílvia Helena morreu de madrugada e ele e mamãe já estavam saindo pra Miracema, onde será o enterro. dessa vez, tô sendo poupada da dor de ir praquele lugar, que não me faz nada bem. mas, pensando bem, não sei se queria mesmo ter ficado sozinha por aqui. well, too late.

nem sei o que vou fazer hoje. desde que eu acordei, minha cabeça tá rodando. afinal, acordar com uma notícia dessas não é fácil, mesmo.

e, bom, morte não é nada pequeno. mas, como já disse Albus Dumbledore, “para a mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte.”

  • – Você faz o que exatamente?
  • – Papel de bobo.