Arquivo do mês: maio 2011

Só porque vale o registro

Eu não tenho certeza se já registrei isso aqui, mas é necessário fazê-lo. Se o estiver fazendo pela segunda vez, well, who cares, ninguém lê isso aqui mesmo, só eu, então aí vai.
Eu fico profundamente irritada quando alguém ousa equiparar seu apreço por Harry Potter ao meu amor incondicional. O motivo desse post? Um RT no Twitter. Um RT de um tweet meu sobre a incondicionalidade do meu amor, sobre o fato de Harry Potter ser o ar que eu respiro.
CARA.
SÉRIO.
Já perdi a conta de quantas pessoas reconheceram que eu tenho quase uma doença quando o assunto é Harry Potter. Já perdi a conta de quantas pessoas me disseram “olha, eu gosto de Harry Potter, mas você é a pessoa mais apaixonada que eu já conheci”. Muitas vezes complementando com o clássico e tantas vezes já ouvido “você é maluca. Só pode.”
E SOU MESMO.
E tudo bem se você GOSTA de Harry Potter. Tudo bem se você gosta muito de Harry Potter. Tudo bem até você dizer que ama, que ama muito Harry Potter. Mas não venha me dizer que você “também gosta”, “também gosta muito”, “também ama”, ou “também ama muito” Harry Potter. Porque nada do que você (e, você, aqui, se aplica a qualquer pessoa que ousa falar essas barbaridades) sinta é tão grande quanto o que eu sinto.
Porque eu respiro Harry Potter mesmo. Eu não consigo viver sem.
Porque, se eu pudesse escolher qualquer coisa pra fazer na minha vida, eu pediria 10 segundos com a Jo Rowling. Porque 10 segundos seriam o suficiente para que eu dissesse “THANK YOU”. Porque um simples “obrigado” certamente diz muito menos do que eu queria, mas AGRADECER é a única coisa que eu poderia fazer. Porque nada nesse mundo seria o suficiente pra expressar a minha gratidão. Porque eu sou grata. Porque eu sou eternamente grata.
Harry Potter é a minha vida desde 1997. A jornada dele é a minha jornada desde 1997.
Obrigada, JK Rowling.
E isso não é nada pequeno.

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deu na Folha

“Há alguns anos, paquerar era uma tarefa complexa. As modalidades variavam desde você pedir pra um amigo ser o cupido, passando bilhetes e até coisas horríveis como ficar vermelha na frente da pessoa e sair correndo (esse último, comprovadamente, um total fiasco). Hoje, parece mais fácil. Basta cutucar no Facebook ou curtir. Simples assim. Você não precisa se arrumar, ter taquicardia, pedir pro garçom entregar um bilhete. Pode inclusive fazer tudo isso de pijama, vendo novela. O mundo perdeu o sentido de aventura. Saudades de sair correndo do bar com a cara em chamas.”

Enquanto eu não encontro as palavras suficientes pra descrever meu final de semana em SP, vou me valer de algumas das reflexões levantadas nesse trecho. Seguem:

  1. eu pedi conselho pros amigos;
  2. eu fiquei vermelha, mas não saí correndo;
  3. eu me aventurei; peguei um avião, sem nenhuma garantia de nada, pra falar o que eu precisava falar tendo a certeza de continuar sem nenhuma garantia de nada;
  4. eu me arrumei, eu me desarrumei, eu passei maquiagem dentro do carro, eu arrumei desculpas, eu disse que tinha arrumado desculpas;
  5. eu falei o que tinha que falar; falei engasgada, fiquei vermelha, mas falei.

É. Acho que, por enquanto, isso basta pra um relato. Falta só dizer que, pra última bala, dando um tiro no escuro, se é que chegou a pegar no meu pé, foi mesmo só de raspão. Ou então eu realmente entendo tudo errado.

falando com Deus

assim, Deus, eu sei bem que Você sabe direitinho o que Você tá fazendo, mas é que tem horas que Você me confunde.

simples assim

a gente cresce e quer fazer da nossa vida um livro de romance, cheio de personagens e histórias pra contar, pensando que só assim vai ter um final feliz.

mas, na real, a gente já é feliz desde o primeiro capítulo!

porque felicidade é como poesia.

parece uma coisa super complicada e distante, mas não é não.

não precisa mais do que um poema ou uma letra de música pra gente abrir um sorriso e ganhar o dia.

simples assim.

*post no blog Adoro Farm, e reproduzido aqui porque não poderia caber melhor neste momento da minha vida. a gente segue em frente, porque é simples assim!